Filmes ‘Triste Oceano’ e ‘Terra do Silêncio’ em cartaz na Mostra Ecofalante terão recursos de acessibilidade da Iguale

Até 13 de junho, em São Paulo, acontecerá a 7ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental que exibirá dois dos filmes da programação com os recursos de audiodescrição (AD), LIBRAS e Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE), produzidos pela Iguale Comunicação de Acessibilidade.

As sessões que contarão com os recursos acessíveis acontecerão no domingo, dia 10 de junho. ‘Triste Oceano’ às 15h30 e ‘Terra do Silêncio’ às 17h30. Ambas no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com entrada gratuita.

Sobre a Mostra

A Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é considerada o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais. No total, serão exibidos 121 filmes, representando 31 países. A iniciativa celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente (que se comemora no dia 5 de junho).

O evento ocupará 82 salas de cinema e espaços culturais e educacionais de São Paulo, como Reserva Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Itaú Augusta e o Circuito Spcine, entre outros. É uma realização da ONG Ecofalante, do Ministério da Cultura do Governo Federal, e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Uma correalização da Spcine, da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e do Goethe-Institut, tem patrocínio da Sabesp, Tigre e Kimberly-Clark, com apoio da White Martins,  Reciclo Pepsico e Instituto Clima e Sociedade, é viabilizado através da  Lei de Incentivo à Cultura  e do Programa de Apoio à Cultura (ProAC).

Sinopses dos filmes com acessibilidade

Triste Oceano

Blue

Austrália, 2017, 76′

de Karina Holden

Metade da toda a vida marinha foi perdida nos últimos 40 anos. Em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos mares. Diferente do que imaginamos nos últimos séculos, o oceano não é um lugar de recursos ilimitados, imune à mudança e ao declínio. Através de entrevistas com apaixonados ativistas, o filme desvela a história das mudanças em nosso oceano para defender a necessidade de preservá-lo.

Trailer: https://youtu.be/-kBpDewB7Xo

Principais festivais e prêmios: Planet in Focus – Canadá

Terra do Silêncio

Silent Land: The Fight for Fair Food

Holanda, 2016, 75′

de Jan van den Berg

Seng Channeang é uma camponesa cambojana que quer manter sua produção orgânica de arroz independente frente ao poderio das grandes empresas. Ela tenta criar uma cooperativa com outros lavradores, mas Sua Excelência Mong Reththy, um dos homens mais ricos da região, tem outros planos para seu país. Acompanhamos a luta pelo direito à terra travada por esta jovem corajosa e sua comunidade, enfrentando despejos, poluição e os diversos interesses do agronegócio.

Trailer: https://youtu.be/RFcuhibH-mo

Principais festivais e prêmios: IDFA – Festival Internacional de Documentário de Amsterdã – Holanda, CinemAmbiente – Itália.

[AGENDA]

Evento: 7ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental.

Realização: Ong Ecofalante.

Data: 31 de maio até 13 de junho de 2018.

Sessões com acessibilidade: Dia 10 de junho (domingo), às 15h30 ‘Triste Oceano’ e às 17h30 ‘Terra do Silêncio’.

Local: CCSP – Centro Cultural São Paulo

Recursos de acessibilidade: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Entrada franca

Para mais informações acesse: www.ecofalante.org.br

Programação do CineSesc e Itaú Cultural, em São Paulo, será contemplada com o recurso acessível da audiodescrição

A responsabilidade do roteiro e das descrições dos detalhes de cada uma das cenas dos filmes e das demais atrações é da Iguale

11 de dezembro de 2015 – Neste sábado, dia 12, e domingo, dia 19, a Iguale Comunicação de Acessibilidade produzirá o recurso de audiodescrição (AD) para os filmes Amigos e Permanência, em cartaz no CineSesc, em São Paulo. Também este fim de semana, os profissionais da Iguale farão AD para quase toda a programação do || Entre|| Arte e Acesso, ciclo sobre acessibilidade nos campos da arte e da cultura, promovido pelo Itaú Cultural e o British Council, também na capital paulista.

Os filmes Amigos e Permanência serão exibidos com AD durante a programação da Retrospectiva do Cinema Brasileiro 2015. Trata-se de uma seleção de 54 filmes brasileiros lançados entre novembro de 2014 e outubro de 2015, com curadoria de Flávia Guerra, Sérgio Alpendre, Paulo Santos Lima e da Equipe do CineSesc. O filme Amigos estará em cartaz no dia 12, às 17h. Permanência será exibido dia 19, também às 17h.

Já o || Entre|| Arte e Acesso ocorre até domingo, dia 13, no próprio Itaú Cultural. Fazem parte das atividades: palestras, debates, espetáculos e oficina, com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e AD, sendo que a produção deste recurso ficará por conta da Iguale. Confira a programação e saiba como participar acessando: www.itaucultural.org.br.

Segundo Mauricio Santana, diretor da Iguale, a audiodescrição descreve por intermédio de um profissional denominado audiodescritor, todas as informações visuais de uma obra audiovisual, um impresso, uma fotografia ou outras manifestações culturais e comunicacionais; transformando em som, o texto, detalhes dos conteúdos visuais, expressões e gestos, além de cenário, figurino e outros acontecimentos de uma cena, por exemplo.

Espetáculo Fantasmas, em cartaz na capital paulista, terá sessões com audiodescrição

A peça, do conceituado dramaturgo norueguês Henrik Johan Ibsen, terá duas sessões com o recurso acessível produzido, ao vivo, pela equipe da Iguale

Novembro de 2015 – Nos dias 28 de novembro e 5 de dezembro, as sessões do espetáculo Fantasmas, em cartaz no Sesc Santana, em São Paulo, terão o recurso acessível de audiodescrição produzido, ao vivo, pela equipe de profissionais da Iguale Comunicação de Acessibilidade. As sessões acontecerão às 21h, em ambos os sábados.

Como explica Maurício Santana, diretor da Iguale, a audiodescrição é um recurso acessível, de formato sonoro, responsável por descrever, por intermédio de um profissional denominado audiodescritor, todas as informações visuais de uma obra audiovisual, um impresso, uma fotografia ou outras manifestações culturais e comunicacionais; transformando texto em som, detalhando conteúdos, expressões e gestos, além de cenário, figurino e outros acontecimentos de uma cena, por exemplo. Por isso, torna-se tão importante e inclusivo para a pessoa com deficiência visual em um espetáculo teatral. Na plateia, de posse de um fone de ouvido, o espectador acompanha as descrições feitas em tempo real pelo audiodescritor-narrador.

Descrição do flyer do espetáculo: a fotografia escura e sombria revela, sob iluminação azulada e pálida, o rosto dos cinco atores do espetáculo “Fantasmas”, de Henrik Ibsen. Eles estão lado a lado, sobre um fundo preto. Todos eles usam roupas pretas. A atriz à esquerda é uma jovem de pele clara e cabelos escuros. Ela tem um olhar assustado. Ao lado dela, um homem de pele e olhos claros e cabelos grisalhos tem expressão segura. No centro da foto, uma mulher de meia-idade, com os longos cabelos desgrenhados, olha pensativa para cima. Ela usa uma blusa com gola rolê. À direita dela, um senhor careca que usa cachecol ergue levemente a sobrancelha. No canto direito da imagem, um homem de cabelo liso e pele clara está bastante sério. Abaixo da fotografia, o título da peça: “Fantasmas” está escrito em letras brancas. A letra T tem o formato de um crucifixo.
Descrição do flyer do espetáculo: a fotografia escura e sombria revela, sob iluminação azulada e pálida, o rosto dos cinco atores do espetáculo “Fantasmas”, de Henrik Ibsen. Eles estão lado a lado, sobre um fundo preto. Todos eles usam roupas pretas. A atriz à esquerda é uma jovem de pele clara e cabelos escuros. Ela tem um olhar assustado. Ao lado dela, um homem de pele e olhos claros e cabelos grisalhos tem expressão segura. No centro da foto, uma mulher de meia-idade, com os longos cabelos desgrenhados, olha pensativa para cima. Ela usa uma blusa com gola rolê. À direita dela, um senhor careca que usa cachecol ergue levemente a sobrancelha. No canto direito da imagem, um homem de cabelo liso e pele clara está bastante sério. Abaixo da fotografia, o título da peça: “Fantasmas” está escrito em letras brancas. A letra T tem o formato de um crucifixo.

Para quem ainda não teve a oportunidade de assistir a uma peça com audiodescrição, na capital paulista, esta é a oportunidade. Além da qualidade do trabalho da Iguale, a peça, apresentada pelo Sesc Santana, é uma das obras do conceituado dramaturgo Henrik Johan Ibsen. A direção, tradução e adaptação são de Roberto Alvim, que também assina cenografia e iluminação. No elenco estão os atores Guilherme Weber, Juliana Galdino, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luísa Micheletti. A trilha sonora original é de LP Daniel.

Os ingressos já estão à venda. A quantidade máxima permitida para compra no balcão das unidades do Sesc e na web é de quatro ingressos por pessoas.

Sinopse
A peça narra a terrível jornada da Sra. Alving e de seu filho Oswald: ela está prestes a inaugurar um asilo para doentes terminais, construído em memória de seu falecido marido, o Capitão Alving, homem rico e respeitável. Escrita por Henrik Ibsen em 1881, é a obra-prima do dramaturgo norueguês, considerada por muitos teóricos como a primeira tragédia moderna da História. Duração: 60min.

Ficha técnica
Espetáculo: Fantasmas
Produção: Gelatina Cultural
Promoção: Rede Globo
Idealização: Club Noir
Realização: Sesc Santana
Texto: Henrik Johan Ibsen
Direção, tradução, adaptação, cenografia e iluminação: Roberto Alvim
Elenco: Guilherme Weber, Juliana Galdino, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luísa Micheletti
Trilha sonora original: LP Daniel.
Recurso acessível: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda cultural acessível:
Espetáculo: Fantasmas
Dias das sessões acessíveis: 28 de novembro e 5 de dezembro
Horário: 21h
Local: Sesc Santana
Endereço: Avenida Luiz Dumont Vilares.
Mais informações: (11) 2971-8700 | [email protected]
Website: Sescsp.org.br/Santana

Homenagem da Iguale ao Dia Nacional da Surdez

Descrição do vídeo: o intérprete de LIBRAS, Rimar Segala, está em frente a um fundo preto e sinaliza o texto falado, junto à exibição sincronizada das legendas descritivas. Ele é magro, tem a pele branca, olhos castanhos e o cabelo bem curto. O logotipo da Iguale Comunicação de Acessibilidade está no canto superior direito da tela: formado pela palavra “Iguale” escrita dentro de um círculo de linha fina.

Revisão cognitiva e consultoria de audiodescrição são diferenciais na Comunicação de Acessibilidade

Como empresa especializada em Comunicação de Acessibilidade, a Iguale cuida de todas as etapas do desenvolvimento dos recursos acessíveis, incluindo a revisão antes de apresenta-los aos clientes

13 de abril de 2015 – Viabilizar o desenvolvimento e a produção de recursos inclusivos, na Comunicação de Acessibilidade, para permitir o acesso ao conteúdo exibido pelos meios de comunicação e de cultura, nas suas mais diferentes manifestações, às pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual, tem sido um trabalho cada vez mais recorrente no mercado brasileiro. Agências, produtoras e empresas dos mais diferentes segmentos têm buscado esses recursos para ampliar a efetividade das suas marcas, produtos e serviços a um público ávido por informações assertivas. Entretanto, os recursos inclusivos não só exigem especialização e conhecimento por parte dos seus desenvolvedores, como também precisam ser avaliados quanto à eficiência e qualidade. Porque tão importante quanto viabilizá-los, é apresentar um conteúdo que comunique com riqueza de informações e detalhes, permitindo a desejada autonomia.

Por isso, antes de detalhar o que é a revisão cognitiva de audiodescrição, Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, explica para quais recursos a revisão é fundamental para a excelência do produto final. São eles: a LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), as legendas open caption e closed caption, a audiodescrição e a acessibilidade web. Tanto a LIBRAS quanto as legendas atendem as necessidade das pessoas com deficiência auditiva. Já a audiodescrição, que compreende a tradução audiovisual intersemiótica (do visual para o verbal) de cenas e outros elementos de uma obra audiovisual, é feita para a pessoa com deficiência visual e intelectual. E a acessibilidade web, por sua vez, atende a todos os públicos, já que providenciar uma programação diferenciada para portais e websites pode oferecer uma experiência ainda mais rica, tanto na usabilidade quanto na navegabilidade dos mesmos.

E para que todos estes recursos atendam a contento o público para o qual se destinam, a revisão cognitiva é fundamental. Como explica Paulo Augusto Colaço Monte Alegre, consultor e revisor cognitivo de audiodescrição da Iguale, além da revisão gramatical e de estilo literário, entre outros elementos relacionados à linguagem, a revisão de audiodescrição considera o ponto de vista da pessoa com deficiência visual, ao respeitar uma série de aspectos. “Uma pessoa com visão normal pode imaginar que tais explicações são claras para um deficiente visual, quando não são, especialmente dada a diversidade de tipos de deficiência visual e idades que ocorrem, perfis culturais e educacionais, dentre outros fatores”, esclarece.

Monte Alegre, que é cego e que profissionalmente especializou-se como consultor e revisor de recursos inclusivos, explica que o profissional desta área, especialmente o revisor de audiodescrição, deve conhecer a diversidade do público com deficiência visual. Deve considerar as pessoas com baixa visão, as que perderam a visão e possuem memória das cores, as diferentes formações educacionais e assim por diante. Deve também ter formação cultural adequada ao conteúdo revisto. Conhecer cinema se revisa um filme; conhecer Literatura se revisa ilustrações de uma obra literária; conhecer temas das Ciências Exatas se revisa gráficos, organogramas, e assim por diante. É preciso ainda ter habilidades para o uso de linguagens sintéticas, sem ambiguidades e de estilo afinado à obra original.

Quando questionado sobre a principal diferença entre um projeto com revisão e outro que não possui, Monte Alegre afirma que o sem revisão tende a ignorar uma infinidade de detalhes que geralmente só são perceptíveis por alguém que conhece a deficiência visual na experiência cotidiana: nas atividades diárias, na escola, no trabalho, nos momentos de lazer, no contato com diversas mídias, entre outras.

Monte Alegre conta ainda que quase todos os tipos de projetos que envolvem informação visual podem ser descritos, como por exemplo, as imagens em produtos audiovisuais, fotos, desenhos, pinturas, esculturas, obras arquitetônicas em livros, revistas, ou em espaços expositivos. Uma das principais carências de audiodescrição e outras adaptações acessíveis é, hoje, segundo o especialista, nos materiais didáticos para crianças, jovens e adultos.

No mercado desde 2008, como empresa pioneira em Comunicação de Acessibilidade no país, a Iguale revisa criteriosamente cada um dos projetos dos seus clientes. Entre os mais recentes, Monte Alegre destaca a “biografia musical” retratando a vida e a obra da cantora Elis Regina para o espetáculo Elis A Musical. “Foi um trabalho importante e desafiador, porque a obra possuía elementos cênicos muito diversos, como dança, representações de programas de televisão, e por isso exigiu que a audiodescrição fosse ainda mais sintética para não atrapalhar a experiência musical da plateia e não suprimir informações essenciais”, relata. Outro trabalho prazeroso para a equipe da Iguale foi a aplicação dos recursos acessíveis no material da campanha Incluir Brincando, produzido pela TV Cultura e Vila Sésamo. “Inclusivo, divertido e que também exigiu enorme poder de síntese”, ressalta o revisor.

Paulo Monte Alegre é especialista em revisão cognitiva da Iguale
Paulo Monte Alegre é especialista em revisão cognitiva da Iguale

Descrição da foto: O consultor e revisor de audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Paulo Monte Alegre, está em uma das salas da Iguale, sentado em frente a uma mesa de vidro, na qual estão alguns objetos e equipamentos: a bengala branca dobrada, um notebook, o monitor de vídeo sobre um aparelho reprodutor de DVD e caixas de som. Um roteiro de audiodescrição está aberto na tela do computador e um filme está sendo exibido no monitor atrás do consultor. Paulo tem 47 anos, é magro, de pele branca e cabelos curtos e pretos. Usa uma blusa de frio azul. Ele tem os lábios contraídos e o pescoço levemente esticado, sugerindo estar dizendo algo no momento em que a foto foi registrada.

Sobre a Iguale Comunicação de Acessibilidade

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a primeira empresa do Brasil criada exclusivamente para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. Fundada em 2008, em São Paulo, pelo publicitário, professor universitário e empresário Mauricio Santana, a empresa é precursora do conceito de Comunicação de Acessibilidade do país. Entre os recursos que a empresa disponibiliza ao mercado estão a audiodescrição, as legendas closed caption e open caption, LIBRAS, Voice Over, Acessibilidade Web e participação efetiva em muitos projetos com foco em acessibilidade.

Para saber mais acesse: www.iguale.com.br

Liliana Liberato

Assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de Acessibilidade

[email protected]

(11) 9 7999-2802

Sábado tem reapresentação do filme ‘Os Contos da Noite’ com audiodescrição e legendas Open Caption no CineSesc

São Paulo, 16 de outubro de 2013 – O CineSesc, em São Paulo, promove novamente neste sábado, dia 19, ainda em comemoração ao Dia das Crianças, nova sessão de cinema especial e gratuita para o público infantil. Com audiodescrição e legendas open caption feitos pela Iguale Comunicação de Acessibilidade, o filme “Os Contos da Noite”, em 3D, será novamente exibido para animar o sábado da garotada. A sessão terá início às 13h. Para a retirada do ingresso é preciso chegar ao local com 1 hora de antecedência.

Agenda:

Cinema Acessível – Especial Dia das Crianças

Data: 19 de outubro de 2013, às 13h

Filme: Os Contos da Noite (3D)

Realização: CineSesc

Endereço: Rua Augusta, 2077, São Paulo.

Recursos acessíveis: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Sinopse:

Os Contos da Noite (3D)

Todas as noites, uma menina, um menino, e um velho técnico se reúnem em um pequeno cinema. Embora o lugar pareça abandonado, ele é cheio de magia. Os três amigos pesquisam, inventam, desenham e se vestem como diversos personagens e, a cada noite, encenam uma história, uma fantasia. Há bruxas e fadas, reis poderosos, lobisomens, belas e cruéis mulheres, catedrais e cabanas de palha, cidades de ouro e florestas escuras. Eles se sentem vivendo uma noite mágica em que tudo é possível.

Para mais informações acesse aqui!

Descrição de fotos e imagens permite que pessoas com deficiência visual compreendam a cena retratada

Um dos trabalhos realizados pela Iguale Comunicação de Acessibilidade é a elaboração de descrições para fotografias e imagens, como as desenvolvidas para algumas das cenas dos filmes Colegas e Intocáveis, exibidos ao longo da programação da Semana Senac de Inclusão e Diversidade do Senac Consolação, em São Paulo. Com a descrição, a pessoa com deficiência visual consegue compreender o que há retratado na imagem em questão, contextualizando-se. Abaixo seguem alguns exemplos:

Colegas: 

Descrição da cena
Três jovens, personagens principais, estão fantasiados e andando num carro conversível vermelho por uma estrada deserta e arborizada. Na frente, dirigindo e com um largo sorriso no rosto, Stalone (Ariel Goldenberg). Ao seu lado, Aninha (Rita Pokk), sorrindo com o braços levantados para o alto. Sentado no encosto do banco traseiro, com os olhos fechados e braços abertos em crucifixo, está Márcio (Breno Viola).

Intocáveis:

Descrição da cena do filme Intocáveis: Um homem cadeirante e seu cuidador, personagens principais do filme, se divertem em meio a uma grande área coberta por neve, com árvores desfolhadas ao fundo, iluminadas pelo sol alaranjado. Eles estão sorrindo, bem agasalhados em meio a flocos de neve espalhados no ar.
Um homem cadeirante e seu cuidador, personagens principais do filme, se divertem em meio a uma grande área coberta por neve, com árvores desfolhadas ao fundo, iluminadas pelo sol alaranjado. Eles estão sorrindo, bem agasalhados em meio a flocos de neve espalhados no ar.

Convite em LIBRAS para cinema acessível em São Paulo

São Paulo, 3 de julho de 2013 – Começa hoje em São Paulo a Mostra Itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia” e você é o nosso convidado. O evento terá audiodescrição e LIBRAS feitos pela equipe da Iguale, no longa-metragem “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”.

E mais, haverá sessões dubladas e legendadas em português. Catálogos feitos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também estarão à disposição do público. 

Quer saber mais? Confira o vídeo-convite, programe-se e prestigie!

Clique aqui e assista – Convite em LIBRAS

Selkirk, longa de animação do cineasta uruguaio Tournier, terá audiodescrição e LIBRAS em mostra itinerante

Os públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília poderão conferir em julho o trabalho do animador Walter Tournier; filme ainda não exibido em salas comerciais terá recursos inclusivos

Promover a acessibilidade cultural. Este é o objetivo da Caixa Cultural e da Split Filmes ao incluírem a audiodescrição (AD) e a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS no longa-metragem de animação “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”, do cineasta uruguaio Walter Tournier. O filme será exibido na mostra itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia”, que desembarca pela primeira vez ao Brasil.

De 3 a 21 de julho, a mostra passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, oferecendo ao público exibições de filmes, oficinas e bate-papo. E mais, Tournier estará presente não só como tema, mas também como participante ativo. Especificamente no caso do longa-metragem, Vanessa Remonti, coordenadora da mostra, explica que a Iguale Comunicação de Acessibilidade foi chamada para desenvolver a audiodescrição e LIBRAS para que o público com deficiência visual e auditiva tenha melhor entendimento do belo trabalho do cineasta.

“Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé” é o primeiro longa-metragem em stop motion produzido no Uruguai, eleito 2º Melhor Longa Adulto pelo Júri Popular do Anima Mundi 2012. O filme narra a história do pirata Alexsander Selkirk, abandonado em uma ilha deserta em 1700, inspiração de Daniel Dafoe para escrever Robinson Crusoé. O longa, uma coprodução entre Uruguai, Chile e Argentina, foi criado com técnica mista: stop motion para os bonecos e o cenário; 3D para o fundo do mar, o céu e parte da ilha.

Além da LIBRAS e da audiodescrição, as sessões serão dubladas e legendadas em português, conforme indicado na programação. Catálogos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também foram confeccionados. Encerrando a programação, em cada cidade, Tournier realizará um bate-papo animado, trocando ideias com os presentes sobre suas obras e técnicas de animação.

O evento será gratuito, com a exceção do Rio de Janeiro, onde será cobrado o valor simbólico de R$ 2 por sessão. Exposição, palestras e oficinas, bem como materiais utilizados, também terão caráter gratuito. As exibições serão realizadas nas dependências da Caixa Cultural das três cidades. Além das sessões dos filmes, estarão em exposição materiais originais das obras em cartaz, como bonecos, maquetes e desenhos conceituais.

Sinopse

Selkirk, o Verdadeiro Robison Crusoé – Selkirk, um pirata rebelde e egoísta, é tripulante do Esperanza, galeão inglês que viaja pelos mares em busca de tesouros. Na falta de navios inimigos, os corsários se divertem apostando em jogos de azar. Em pouco tempo, Selkirk depena a tripulação, ganhando a inimizade de todos, principalmente a do Capitão Bullock, que decide sepultar seus desejos de vingança e sua ambição desmedida e encarar uma nova maneira de enxergar o mundo.

Ficha técnica

Ano de produção: 2012
Duração: 80 min
Direção: Walter Tournier
Coprodução: Tournier Animation La Suma (Uruguai)
Maíz Producciones (Argentina) / Cineanimadores (Chile)
Audiodescrição e LIBRAS: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda

São Paulo de 3 a 7 de julho de 2013
CAIXA Cultural
Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Terça-feira a domingo, das 9 às 20h.

Rio de Janeiro de 10 a 14 de julho de 2013
CAIXA Cultural
Avenida Almirante Barroso, 25.
Terça-feira a domingo, das 9 às 20h.

Brasília de 17 a 21 de julho
CAIXA Cultural
SBS- Quadra 4 – Bloco A Lote 3/4 Asa Sul – Brasília – DF
Terça-feira a domingo, das 9 às 21h.
Site da mostra: www.tournieremmovimento.com.br

Estadão: “Deficientes visuais e deficientes auditivos vão ao cinema”

Mauricio Santana e Leonardo Rossi

Antes de entrar no cinema, Leonardo Rossi Lazzari avisa à reportagem: “Esperem um pouco, vou fazer um aquecimento vocal e já volto”. Ele precisa preparar a voz para narrar toda a audiodescrição do filme “Melancolia”, de Lars von Trier. O longa de 136 minutos é um dos títulos exibidos no Festival Melhores Filmes 2011, no CineSESC, que acontece até dia 29 de abril. Todas as sessões exibidas durante o período são acessíveis a deficientes visuais e auditivos.

Isto só é possível graças ao trabalho da Iguale, empresa fundada por Maurício Santana no fim de 2007. Ele conversava com um amigo que trabalhava na elaboração de legendas para deficientes auditivos (closed caption) na televisão. “Perguntei a ele se existia alguma ferramenta para que os deficientes visuais assistissem aos programas”, conta Santana. Ainda não era feito nada assim no Brasil, mas o empresário descobriu que já existiam empresas de audiodescrição em países como Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Para assistir a um filme com audiodescrição, é preciso retirar na entrada do cinema fones de ouvido com receptor sem fio, semelhantes aos usados em eventos com tradução simultânea. O deficiente visual pode, então, perceber mais detalhes da obra. “Os diálogos podem ajudar na compreensão da história, mas há detalhes que passam despercebidos”, diz Santana. As primeiras cenas de Melancolia, por exemplo, são compostas apenas de imagens e música. A única voz ouvida é a do audiodescritor. Este é o trecho inicial do filme:

Tela escura. Aos poucos surge em primeiro plano, a imagem fechada do rosto de uma mulher jovem, de cabelos loiros, curtos e lisos. A cena em câmera lenta mostra-a abrindo os olhos. Ela tem o rosto sutilmente arredondado, lábios finos, olhos um pouco puxados e nariz reto, porém levemente abaulado na ponta. / Ao fundo as nuvens do céu são suavemente alaranjadas, de onde começam a cair mortas, algumas aves de rapina. / A imagem abre em plano geral de um enorme jardim gramado de frente para o mar. Ele é cercado nas laterais por pequenos pinheiros, alinhados longitudinalmente. Em primeiro plano há um grande relógio de Sol, com a base de pedra e o ponteiro de metal. Ao fundo a mulher gira uma criança pelos braços. O local parece estar em uma montanha, pois é cercado por floresta e rochas. / Imagem do quadro “Os caçadores na neve” de Pieter Bruegel. A pintura mostra uma cena de inverno no qual três caçadores cansados estão voltando de uma expedição mal sucedida, acompanhados pelos seus cães. A impressão visual do todo é de um dia frio e nublado. De repente, ainda em câmera lenta, surgem pequenas manchas negras sobre a tela, e a pintura começa a queimar.

Além da descrição visual das cenas, os filmes estrangeiros utilizam uma estratégia chamada voice over, que é uma espécie de leitura interpretada das legendas. Não é dublagem, já que é feita ao vivo e por apenas uma pessoa, que tem que acentuar a voz de maneira diferente para cada personagem. Por este motivo, todos os narradores da Iguale são atores. “A pessoa precisa saber quando mudar a entonação, quando falar mais lentamente”, afirma Santana.

Cena do filme Melancolia, de Lars von Trier

O fundador da Iguale explica por que a audiodescrição tem que ser feita ao vivo. “Queremos manter a maior sincronização possível com o filme”, afirma. “Os cinemas brasileiros ainda não são digitais, cada filme é projetado em uma velocidade diferente, o que pode comprometer o trabalho”. A presença de narradores no momento de exibição, de acordo com Santana, permite um encaixe melhor entre as falas e a ação na tela.

Leonardo Lazzari também participa da equipe que compõe roteiros de audiodescrição. Antes de elaborar o trabalho, eles precisam estudar a obra e escolher aspectos que devem ser ressaltados para a compreensão do deficiente visual. “Melancolia, por exemplo, é um filme com muito simbolismo”, afirma Lazzari. “Se não tivéssemos feito um trabalho de pesquisa, não poderíamos passar aos espectadores todas as referências a obras de arte feitas por Lars von Trier”. Para adaptar totalmente a obra cinematográfica à audiodescrição, foram investidas cerca de 30 horas de trabalho.

A sala da qual Lazzari narra o filme é semelhante às usadas em eventos que contam com tradução simultânea. Ao lado de uma mesa de som, ficam garrafas d’água sem gelo, que são esvaziadas durante a exibição da obra. O cubículo fica em meio ao bar da parte dos fundos do CineSESC. Os visitantes não estranham a instalação, já que é o terceiro ano com audiodescrição no festival.

Para o narrador, o número de visitantes com deficiência visual tem aumentado ano a ano. “Eles costumam dizer que é a única época do ano em que podem ir ao cinema”, conta Lazzari. “Para nós, é muito bom ouvir este tipo de coisa”.

Além da audiodescrição, as sessões do festival têm uma opção para os deficientes auditivos. Em uma tela menor, abaixo da em que o filme é projetado, é exibida uma legenda no estilo closed caption. Uma pessoa, sentada na primeira fila, controla o momento em que as palavras serão exibidas. Grupos e instituições que desejarem conhecer o evento podem entrar em contato com o cinema para requisitar uma van de acesso ao local ou um pessoal de apoio para o trajeto do metrô Consolação até o CineSESC.

Serviço:

Festival SESC Melhores Filmes 2011
Até 29/4
CineSESC – R. Augusta, 2.075, Jardins, 3087-0500
Programação no BLOG DA IGUALE ou www.sescsp.org.br/melhoresfilmes

(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo