Projeto 3 clipes 1 Curta fomenta videoclipes de animação e de quebra incentiva a audiodescrição

Três videoclipes inéditos que juntos formam um curta-metragem; o material contempla música, cinema, animação e recurso acessível que permite ao público com deficiência visual conhecer os detalhes

 São Paulo, 19 de setembro de 2013 – Com a intenção de promover e fomentar a arte e a produção de filmes de animação no Brasil, o projeto 3 Clipes 1 Curta, produzido pela Cia de Canalhas, com o apoio da Lei de Incentivo do Ministério da Cultura, além de inovar em sua concepção, traz um grande diferencial no quesito acessibilidade. Concebido com audiodescrição, recurso inclusivo que transforma do visual em verbal, imagens dinâmicas ou estáticas em uma descrição sonora, permite ao público com deficiência visual conferir com riqueza de detalhes a proposta deste trabalho disponível no www.3clipes1curta.com.br.

Cartaz Projeto 3 Clipes 1 Curta
Imagem ilustrativa do cartaz Projeto 3 Clipes 1 Curta. Clique e amplie.

 Como explica a produtora executiva do projeto, Marcia Kohatsu, desde o início o 3 Clipes 1 Curta foi pensado para conter audiodescrição, com a intenção de ser acessível ao maior número de pessoas. Por isso a preocupação de se contatar uma empresa especializada como a Iguale Comunicação de Acessibilidade para executar a roteirização e a inserção da audiodescrição, propriamente. “Teoricamente a arte, e mais especificamente o cinema, está aí para todos, então temos o dever de promover realmente uma arte inclusiva”, justifica Márcia.

 Sobre os videoclipes, a produtora explica que foram pensados para ser assistidos em qualquer ordem (ou em várias delas). A ligação entre as histórias em 3 Clipes 1 Curta fica por conta de elementos comuns aos três roteiros. Segundo Márcia, é como a união de três olhares diferentes sobre o mesmo tema. Ao final, quem é quem nessa trama, o que veio antes, o que veio depois e o porquê de muitas coisas ficam a cargo do espectador interpretar. Desta forma, os três videoclipes inéditos juntos formam um curta-metragem. E mais, cada clipe foi produzido com diferentes técnicas de animação (stopmotion, rotoscopia e 2d tradicional).

 “O roteiro do curta é costurado através das três músicas, de forma que pode ser entendido independentemente da ordem de visualização dos clipes, que também podem ser vistos como

obras isoladas. O 3 Clipes 1 Curta se posiciona na vanguarda artística de uma forma original e criativa, mesclando o cinema ao videoclipe, além de contribuir para o desenvolvimento da animação brasileira, que desponta como grande frente de exportação cultural do país, ganhando cada vez mais reconhecimento internacional. Além de ser único, na história do cinema nacional, o projeto valoriza a cultura, a música brasileira e celebra a diversidade, pois promove o diálogo entre artistas e públicos das mais diversas áreas: da música ao cinema, da animação ao videoclipe, do rock nacional à MPB”, complementa a produtora executiva.

 Sobre o projeto

O projeto 3 Clipes 1 Curta contempla três videoclipes, de três artistas diferentes, produzidos em diferentes técnicas de animação, que juntos formam um curta-metragem. As músicas escolhidas para o projeto foram A Casa é Sua, sucesso recente de Arnaldo Antunes, Pra não Esquecer, parceria de Fernanda Takai e Andy Summers (The Police) e Bola de Meia, Bola de Gude, clássico de Milton Nascimento. A produção é assinada por Márcia Kohatsu e os três clipes têm a direção de Carlon Hardt e Lucas Fernandes.

 Sobre a Iguale

A Iguale Comunicação de Acessibilidade foi a primeira empresa brasileira criada exclusivamente para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. Fundada em 2008, em São Paulo, pelo publicitário, professor universitário e empresário Mauricio Santana, a empresa é a precursora do conceito comunicação de acessibilidade no país.

A Iguale foi concebida para oferecer serviços e soluções de acessibilidade em materiais audiovisuais ao mercado brasileiro. É empresa parceira de estúdios, produtoras de áudio e vídeo, emissoras de TV e agências de comunicação e internet, ajudando-os no desenvolvimento e aplicabilidade de recursos inclusivos como audiodescrição (AD), legendas open caption e closed caption, LIBRAS e acessibilidade para web aos seus clientes.

Propondo-se a estudar as técnicas e os meios para tornar acessíveis os materiais audiovisuais às pessoas com algum tipo de deficiência visual ou auditiva, a Iguale conquistou a expertise que lhe atribui o título de especialista em Comunicação de Acessibilidade. Conceito que consiste na criação, utilização ou adaptação dos meios tecnológicos e assistivos para garantir o acesso às pessoas com algum tipo de deficiência ao conteúdo exibido pelos meios de comunicação e de cultura, nas suas mais diferentes manifestações.

 A sua missão é especializar-se de forma contínua nas técnicas que permitam a promoção da acessibilidade, para que as pessoas tenham garantido, com autonomia e inclusão, o direito de acesso à informação, à cultura e ao lazer.

Clique e assista a um trecho do Curta “A Casa é sua” que contempla o projeto 3 Clipes 1 Curta

 Mais informações:

 Liliana Liberato

Assessora de Imprensa

(11) 9 7999-2802

imprensa@iguale.com.br

Iguale faz audiodescrição para o curta ‘A valsa do pódio’

 

O documentário, com recurso acessível para pessoas com deficiência visual, retrata a história da paratleta olímpica Terezinha Guilhermina e seu guia, Guilherme Santana 

São Paulo, 9 de agosto de 2013 – A Iguale Comunicação de Acessibilidade fez a audiodescrição do documentário ‘A valsa do pódio’ produzido pelos diretores Bruno Carneiro e Daniel Hanai, por intermédio do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, realizado pelo Instituto de Políticas Relacionais, com o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e da Cinemateca Brasileira.

O curta, que será lançado oficialmente na próxima terça-feira, dia 13 de agosto, em solenidade na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, junto a outros documentários contemplados no projeto, retrata a história da paratleta Terezinha Guilhermina que conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100m e 200m rasos para cegos (T11), na última edição dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012.

Como explicam os diretores, o documentário não conta a história de uma atleta com deficiência visual, mas sim de uma parceria de sucesso feita por pessoas com vitalidade e alegria, que sentem prazer no que fazem. “Devido a deficiência visual, a história de vida de Terezinha Guilhermina poderia caber em um roteiro de documentário no estilo mais dramalhão. Mas desde o princípio dissemos: não vamos fazer um documentário de autoajuda. Nada disso. Vamos fazer algo pra cima e por sorte, tanto Terezinha quanto Guilherme são muito pra cima. O cerne do nosso trabalho é mostrar que os dois trabalham muito bem juntos”, completa Hanai.

Bruno Carneiro reitera, ainda, que o documentário é sobre uma parceria entre dois atletas em um esporte teoricamente individual, que devido a uma forte sintonia tornam a corrida um esporte de equipe, já que a atleta precisa do guia para executar a prova, o que se dá de forma harmoniosa. “A simbiose entre os dois é perfeita, tanto dentro da pista quanto fora”, ressalta.

Questionados sobre o nome do documentário, os diretores explicam que ‘A Valsa do Pódio’ poderia ter sido originado dos movimentos ritmados que, se cuidadosamente observados, fazem parte da corrida para cegos. Mas não foi desta comparação que surgiu o nome do curta. A inspiração, segundo Hanai veio da cerimônia de premiação dos 100m em que Guilherme levou Terezinha ao lugar mais alto do pódio como se estivessem valsando.

Sobre o cuidado de incluir a audiodescrição na produção do curta, os diretores contam que foi uma iniciativa que partiu da própria equipe ainda durante as gravações. Como relata Hanai, na captação das imagens, os comentários eram de que estavam ficando legais, curiosas, interessantes, e que devido à deficiência visual, Terezinha Guilhermina não conseguia conferir, como os demais, o resultado das imagens. Com a audiodescrição, a intenção é que ela possa assistir ao documentário com toda a riqueza de detalhes. “Para nós, a audiodescrição é a cereja do bolo. Algo que vem a somar ao nosso trabalho”, conclui o diretor.

Conforme divulgado pelo Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, após lançamento no dia 13, ‘A Valsa do Pódio’ e os demais documentários produzidos nesta edição do projeto serão exibidos na ESPN Brasil e em uma Mostra na Cinemateca Brasileira. Na ESPN, a ‘A Valsa do Pódio’ irá ao ar no dia 6 de outubro, às 21h30, podendo também ser visto pela SKY: canal 30; NET: canal 70; Claro: canal 46; Oi TV: canal 112; Vivo: canal 462 e GVT: canal 47.

Sinopse – ‘A Valsa do Pódio’

Em 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres, a atleta brasileira Terezinha Guilhermina confirmou sua posição de corredora com deficiência visual mais rápida do mundo: conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100m e 200m rasos para cegos (T11). Além disso, protagonizou uma cena emocionante: na prova dos 400m, Guilherme sentiu a perna e caiu; em solidariedade ao guia, Terezinha jogou-se no chão e abandonou a vitória. O documentário vai contar a história dessa grande atleta: suas conquistas, sua relação com o guia, o sonho olímpico e a felicidade de ganhar a medalha, a superação de mais um recorde mundial, e principalmente, como ela se divertiu durantes estes jogos e como curte sua vida.

Ficha técnica

Nome: A valsa do pódio

Gênero: documentário

Duração: 26 minutos

Direção e Roteiro: Bruno Carneiro e Daniel Hanai

Argumento: Daniel Hanai

Produção executiva: Zita Carvalhosa

Direção de Produção: Jorge Guedes

Direção de Fotografia: Mariano Kweller

Animação: Estúdio Nautilus (Daniel Bruson)

Som Direto: Fernando Russo

Edição de Som: Guile Martins

Montagem: Márcio Miranda Perez

Audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade – www.iguale.com.br

Projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro – www.memoriadoesporte.org.br

Foto divulgação

A imagem diurna mostra a atleta Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Santana, dançando valsa em uma pista de atletismo.  A pista fica em um pequeno estádio, com arquibancadas em volta. No centro do local há um grande e verdejante gramado, à direita da imagem. Ao fundo há muitos prédios e pode se ver parte do céu carregado de nuvens cinzentas.  A pista de saibro tem uma coloração entre o marrom e o vermelho e é dividida em oito raias. A dupla está na quarta, bem no centro da imagem. Ambos tem a pele morena e usam uniformes do Comitê Paralímpico Brasileiro: calças pretas e blusas amarelas, de mangas compridas. O tênis dela é vermelho enquanto o dele é cinza. Guilhermina usa ainda um brinco redondo e branco e está com a sua venda de lantejoulas  coloridas sobre o topo da cabeça. Ambos sorriem com as mãos dadas à frente de seus corpos, como se dançassem em direção à câmera.
Descrição da foto: A imagem diurna mostra a atleta Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Santana, dançando valsa em uma pista de atletismo. A pista fica em um pequeno estádio, com arquibancadas em volta. No centro do local há um grande e verdejante gramado, à esquerda da imagem. Ao fundo há muitos prédios e pode se ver parte do céu carregado de nuvens cinzentas. A pista de saibro tem uma coloração entre o marrom e o vermelho e é dividida em oito raias. A dupla está na quarta, bem no centro da imagem. Ambos tem a pele morena e usam uniformes do Comitê Paralímpico Brasileiro: calças pretas e blusas amarelas, de mangas compridas. O tênis dela é vermelho enquanto o dele é cinza. Guilhermina usa ainda um brinco redondo e branco e está com a sua venda de lantejoulas coloridas sobre o topo da cabeça. Ambos sorriem com as mãos dadas à frente de seus corpos, como se dançassem em direção à câmera.