Fotos da exposição “Além da pele: a beleza da alma e da família” ganham audiodescrição da Iguale

A sensibilidade retratada nas imagens de crianças e suas mães, capturadas pelas lentes da dermatologista e fotógrafa Régia Patriota, estão acessíveis ao público com deficiência visual

São Paulo, 7 de agosto de 2015 – A exposição de fotografias “Além da pele: a beleza da alma e da família”, composta por 15 imagens capturadas pelas lentes sensíveis da dermatologista e fotógrafa Régia Patriota, estará em cartaz até 28 de agosto, no Memorial da Inclusão, em São Paulo. Nesta edição, a mostra tem audiodescrição produzida pela Iguale Comunicação de Acessibilidade. O recurso é fundamental ao entendimento e à acessibilidade da pessoa com deficiência visual ao teor de cada uma das fotos.

Promovida pela APM (Associação Paulista de Medicina), com a consultoria da Arteinclusão, a exposição é composta por imagens de crianças em ângulos solitários ou acompanhadas de suas mães. Essas crianças que têm patologias relacionadas à pele, como albinismo, psoríase, entre outras doenças hereditárias que atingem 2% da população brasileira, e que apesar de não ser contagiosas causam desconforto e rejeição.

A fotografia mostra uma mãe abraçando carinhosamente sua bebê de colo. A mulher de aproximadamente 30 anos tem cabelos lisos e escuros, pele morena clara e está com os olhos fechados, com expressão tranquila e amorosa. Seu rosto toca a face da menina. A criança aparenta 1 ano de idade, está sem roupa, mostrando seu bracinho roliço enlaçado ao pescoço da mãe. O bebê de cabelos curtos olha para frente, com seus olhos escuros e bem abertos. A menina tem psoríase, uma doença de pele crônica, não contagiosa, que provoca lesões na forma de manchas avermelhadas na pele. Ela apresenta as lesões em volta da boca, dos olhos e nas mãos.
A fotografia mostra uma mãe abraçando carinhosamente sua bebê de colo. A mulher de aproximadamente 30 anos tem cabelos lisos e escuros, pele morena clara e está com os olhos fechados, com expressão tranquila e amorosa. Seu rosto toca a face da menina. A criança aparenta 1 ano de idade, está sem roupa, mostrando seu bracinho roliço enlaçado ao pescoço da mãe. O bebê de cabelos curtos olha para frente, com seus olhos escuros e bem abertos. A menina tem psoríase, uma doença de pele crônica, não contagiosa, que provoca lesões na forma de manchas avermelhadas na pele. Ela apresenta as lesões em volta da boca, dos olhos e nas mãos.

Segundo Régia, o intuito é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de se olhar além da superfície. Da importância de todos se esforçarem para se livrar dos preconceitos causados pelo desconhecido. Médica formada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Régia fotografa desde 2011, quando concluiu o curso de Fotografia na Panamericana Escola de Arte e Design, em São Paulo.

Para Maurício Santana, diretor da Iguale, empresa especialista em Comunicação de Acessibilidade, a inserção do recurso de audiodescrição neste tipo de exposição, 100% visual, é um ganho para todos, cegos e videntes. A iniciativa da inclusão do recurso permite ao público conhecer a existência da audiodescrição, e mais, dá a chance da pessoa com deficiência visual ter acesso ao trabalho tão humano como o da fotógrafa Régia Patriota.

Sobre a audiodescrição

O recurso é responsável por descrever os elementos visuais da obra, neste caso, da fotografia, detalhando a fisionomia, traços e movimentos, entre outros acontecimentos das cenas retratadas. 

Sobre a exposição

É uma realização da APM, com consultoria da Arteinclusão, incentivo do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo – ProACSP, e patrocínio Aché Laboratórios. A sua primeira exibição aconteceu na sede da APM, em São Paulo, em 2013. Em 2015 já pôde ser visitada no Condomínio Conjunto Nacional e Centro Cultural da Juventude, ambos em São Paulo.

Agenda:

Exposição: Além da pele: a beleza da alma e da família

Período: 4 a 28 de agosto de 2015

Local: Memorial da Inclusão, localizado no Memorial da América Latina – São Paulo – SP.

Recurso inclusivo: audiodescrição

Empresa responsável pela audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade.

Consultoria para acessibilidade: Arteinclusão – Consultoria em Ação Educativa e Cultural.

Entrada franca. Livre para todos os públicos.

Audiodescrição e textura tátil compõem exposição fotográfica acessível promovida pela Associação Morungaba

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a empresa responsável pelo desenvolvimento do recurso acessível de audiodescrição das fotografias

São Paulo, 7 de outubro de 2013 – Até dia 20 de outubro, a Associação Morungaba – entidade sem fins lucrativos que tem o objetivo de promover a inclusão social por meio da arte, dança e projetos de convivência, na capital paulista –, promove no Memorial da Inclusão, localizado na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a Exposição Espiralando. Trata-se de uma exposição fotográfica acessível e itinerante que marca o início das comemorações dos 25 anos de fundação da Ong.

 Como explica a presidente da Associação Morungaba, Renata Macedo Soares, a Espiralando é composta por fotografias, de autoria de Ana Alcantara e de Ewandro Consolmagno, que retratam projetos desenvolvidos pela Morungaba em 2012 e início de 2013. A exposição foi concebida para ser acessível, por isso contou com o apoio da Iguale Comunicação de Acessibilidade no desenvolvimento da audiodescrição (tradução audiovisual intersemiótica do visual para o verbal), e da Efeito Visual Estúdio Serigráfico, com textura tátil das fotografias.

 Distribuídas em 12 bases, as imagens traçam um panorama das ações de inclusão social e convivência na diversidade, revelando o encantamento, a alegria e confiança dos beneficiados pelos projetos. Segundo Renata, todas as imagens possuem recursos de acessibilidade – audiodescrição e impressão tátil em resina transparente e resina acrílica –, além de uma nota proêmia (na qual uma pessoa envolvida na fotografia a descreve, permitindo uma percepção mais completa). Dessa forma, o evento procura garantir o acesso de todos os públicos aos seus conteúdos, especialmente a pessoa com deficiência visual.

 Para Rosilene Araújo, proprietária da Efeito Visual, a exposição foi uma oportunidade de desenvolver um trabalho inédito em parceria com a Iguale. A impressão de texturas em relevo sobre imagens é uma técnica inovadora que funciona como um mapa tátil, capaz de dar a pessoa com deficiência visual uma localização espacial dos elementos ao tatear a imagem; uma informação complementar a audiodescrição. Já a audiodescrição, segundo Mauricio Santana, diretor da Iguale, permite que pessoa forme a imagem mental do momento fotografado através da descrição verbal de detalhes como as expressões dos personagens, as cores, os lugares e objetos, as ações e outros. Estes recursos também podem ser explorados por pessoa com visão normal ou outro tipo de deficiência visual porque estimulam a atenção.

 “A Exposição Fotográfica Espiralando procura garantir o acesso de todos os públicos aos seus conteúdos, estabelecendo um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade. A audiodescrição e a impressão tátil em resina transparente foram importantes recursos utilizados. Especificamente sobre o trabalho da Iguale, posso dizer que vem contribuindo de forma significativa para a acessibilidade em São Paulo”, salienta Renata. Como a exposição é itinerante, depois do dia 20 de outubro será exposta em outros locais públicos na cidade de São Paulo, até novembro de 2014, sempre com entrada franca.

 Agenda:

Espiralando – Exposição Fotográfica Itinerante

Realização: Associação Morungaba e Memorial da Inclusão e Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Coordenação: Renata Macedo Soares

Consultoria de Acessibilidade: Paulo Romeu Filho e Amanda Tojal – Arte Inclusão

Apoio: Iguale Comunicação de Acessibilidade, Efeito Visual Estúdio de Serigrafia, Universidade de Brasília, Finep, Suzana Massini (Projeto Gráfico) e Ozé Temaki

Fotógrafos: Ana Alcantara e Ewandro Consolmagno

Recursos de acessibilidade: Alfonso Ballestero (resina acrílica), Mauricio Santana – Iguale Comunicação de Acessibilidade (audiodescrição) e Rosilene Araújo – Efeito Visual Estúdio de Serigrafia (impressão tátil em resina transparente).

Data: até 20 de outubro de 2013.

Local: Memorial da Inclusão, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (ao lado do Memorial da América Latina)

Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10, Barra Funda, São Paulo.