Filme Destinos será lançado com audiodescrição da Iguale

Com o recurso acessível, pessoas com deficiência visual poderão conferir os detalhes deste documentário que fala de tradição da cultura popular brasileira e a sua deterioração

 São Paulo, 9 de setembro de 2013 – Com imagens belíssimas e cenas marcantes, o documentário Destinos, realizado pela Opara Filme com coprodução da Cacoete Produções, é o mais novo trabalho de audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade para uma obra cinematográfica.

De acordo com o diretor e roteirista Tiago Leitão, as imagens foram gravadas no sertão de Pernambuco, mais especificamente nas cidades de Salgueiro e Serrita, onde destinos se cruzam em um triste fim, como, por exemplo, o de algumas tradições populares ligadas ao universo do couro e da fabricação de gibões e vestimentas de vaqueiros.

“Buscamos retratar como o desenvolvimento interfere na manutenção das tradições de nosso país, como é o caso dessa região em especial, onde muitas das suas tradições estão sumindo. Nós não criticamos o desenvolvimento, já que é benéfico e ajuda o povo a ter uma vida melhor, o que buscamos mostrar é como o avanço pode acabar com a nossa cultura”, explica o diretor.

Ao ser questionado sobre o porquê da inclusão do recurso acessível ainda durante a edição do filme, Tiago disse: “Eu faço filme para as pessoas e não para mim. Quero mostrar o que eu penso sobre temas específicos. Dessa forma, todos devem ter acesso ao que eu produzo”.

Para o diretor da Iguale, Mauricio Santana, exemplos como o da Opara Filmes e Cacoete Produções são louváveis e mostram uma preocupação cada vez mais evidente por parte dos diretores na inserção de recursos inclusivos que promovam a acessibilidade. “A audiodescrição garante a inclusão da pessoa com deficiência visual a um produto exclusivamente audiovisual, sem o qual pouco entenderia a obra”, complementa Santana.

O documentário ainda não tem data certa para ser lançado, mas para conferir a um trecho com a audiodescrição produzida pela equipe da Iguale Comunicação clique no link: Audiodescrição Iguale Destinos.

Equipe técnica:

Produção: Opara Filmes

Coprodução: Cacoete Produções

Diretor e roteirista: Tiago Leitão

Produtora: Tactiana Braga

Diretor de fotografia: Beto Martins

Montagem: Fernando Queiroz e Tiago Leitão

Som: Raphael Travassos e Nicolau Domingues.

Audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Gênero: Documentário

Duração: 21 minutos

Iguale faz audiodescrição para o curta ‘A valsa do pódio’

 

O documentário, com recurso acessível para pessoas com deficiência visual, retrata a história da paratleta olímpica Terezinha Guilhermina e seu guia, Guilherme Santana 

São Paulo, 9 de agosto de 2013 – A Iguale Comunicação de Acessibilidade fez a audiodescrição do documentário ‘A valsa do pódio’ produzido pelos diretores Bruno Carneiro e Daniel Hanai, por intermédio do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, realizado pelo Instituto de Políticas Relacionais, com o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e da Cinemateca Brasileira.

O curta, que será lançado oficialmente na próxima terça-feira, dia 13 de agosto, em solenidade na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, junto a outros documentários contemplados no projeto, retrata a história da paratleta Terezinha Guilhermina que conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100m e 200m rasos para cegos (T11), na última edição dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012.

Como explicam os diretores, o documentário não conta a história de uma atleta com deficiência visual, mas sim de uma parceria de sucesso feita por pessoas com vitalidade e alegria, que sentem prazer no que fazem. “Devido a deficiência visual, a história de vida de Terezinha Guilhermina poderia caber em um roteiro de documentário no estilo mais dramalhão. Mas desde o princípio dissemos: não vamos fazer um documentário de autoajuda. Nada disso. Vamos fazer algo pra cima e por sorte, tanto Terezinha quanto Guilherme são muito pra cima. O cerne do nosso trabalho é mostrar que os dois trabalham muito bem juntos”, completa Hanai.

Bruno Carneiro reitera, ainda, que o documentário é sobre uma parceria entre dois atletas em um esporte teoricamente individual, que devido a uma forte sintonia tornam a corrida um esporte de equipe, já que a atleta precisa do guia para executar a prova, o que se dá de forma harmoniosa. “A simbiose entre os dois é perfeita, tanto dentro da pista quanto fora”, ressalta.

Questionados sobre o nome do documentário, os diretores explicam que ‘A Valsa do Pódio’ poderia ter sido originado dos movimentos ritmados que, se cuidadosamente observados, fazem parte da corrida para cegos. Mas não foi desta comparação que surgiu o nome do curta. A inspiração, segundo Hanai veio da cerimônia de premiação dos 100m em que Guilherme levou Terezinha ao lugar mais alto do pódio como se estivessem valsando.

Sobre o cuidado de incluir a audiodescrição na produção do curta, os diretores contam que foi uma iniciativa que partiu da própria equipe ainda durante as gravações. Como relata Hanai, na captação das imagens, os comentários eram de que estavam ficando legais, curiosas, interessantes, e que devido à deficiência visual, Terezinha Guilhermina não conseguia conferir, como os demais, o resultado das imagens. Com a audiodescrição, a intenção é que ela possa assistir ao documentário com toda a riqueza de detalhes. “Para nós, a audiodescrição é a cereja do bolo. Algo que vem a somar ao nosso trabalho”, conclui o diretor.

Conforme divulgado pelo Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, após lançamento no dia 13, ‘A Valsa do Pódio’ e os demais documentários produzidos nesta edição do projeto serão exibidos na ESPN Brasil e em uma Mostra na Cinemateca Brasileira. Na ESPN, a ‘A Valsa do Pódio’ irá ao ar no dia 6 de outubro, às 21h30, podendo também ser visto pela SKY: canal 30; NET: canal 70; Claro: canal 46; Oi TV: canal 112; Vivo: canal 462 e GVT: canal 47.

Sinopse – ‘A Valsa do Pódio’

Em 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres, a atleta brasileira Terezinha Guilhermina confirmou sua posição de corredora com deficiência visual mais rápida do mundo: conquistou, ao lado de seu guia Guilherme Santana, duas medalhas de ouro nas provas de 100m e 200m rasos para cegos (T11). Além disso, protagonizou uma cena emocionante: na prova dos 400m, Guilherme sentiu a perna e caiu; em solidariedade ao guia, Terezinha jogou-se no chão e abandonou a vitória. O documentário vai contar a história dessa grande atleta: suas conquistas, sua relação com o guia, o sonho olímpico e a felicidade de ganhar a medalha, a superação de mais um recorde mundial, e principalmente, como ela se divertiu durantes estes jogos e como curte sua vida.

Ficha técnica

Nome: A valsa do pódio

Gênero: documentário

Duração: 26 minutos

Direção e Roteiro: Bruno Carneiro e Daniel Hanai

Argumento: Daniel Hanai

Produção executiva: Zita Carvalhosa

Direção de Produção: Jorge Guedes

Direção de Fotografia: Mariano Kweller

Animação: Estúdio Nautilus (Daniel Bruson)

Som Direto: Fernando Russo

Edição de Som: Guile Martins

Montagem: Márcio Miranda Perez

Audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade – www.iguale.com.br

Projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro – www.memoriadoesporte.org.br

Foto divulgação

A imagem diurna mostra a atleta Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Santana, dançando valsa em uma pista de atletismo.  A pista fica em um pequeno estádio, com arquibancadas em volta. No centro do local há um grande e verdejante gramado, à direita da imagem. Ao fundo há muitos prédios e pode se ver parte do céu carregado de nuvens cinzentas.  A pista de saibro tem uma coloração entre o marrom e o vermelho e é dividida em oito raias. A dupla está na quarta, bem no centro da imagem. Ambos tem a pele morena e usam uniformes do Comitê Paralímpico Brasileiro: calças pretas e blusas amarelas, de mangas compridas. O tênis dela é vermelho enquanto o dele é cinza. Guilhermina usa ainda um brinco redondo e branco e está com a sua venda de lantejoulas  coloridas sobre o topo da cabeça. Ambos sorriem com as mãos dadas à frente de seus corpos, como se dançassem em direção à câmera.
Descrição da foto: A imagem diurna mostra a atleta Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Santana, dançando valsa em uma pista de atletismo. A pista fica em um pequeno estádio, com arquibancadas em volta. No centro do local há um grande e verdejante gramado, à esquerda da imagem. Ao fundo há muitos prédios e pode se ver parte do céu carregado de nuvens cinzentas. A pista de saibro tem uma coloração entre o marrom e o vermelho e é dividida em oito raias. A dupla está na quarta, bem no centro da imagem. Ambos tem a pele morena e usam uniformes do Comitê Paralímpico Brasileiro: calças pretas e blusas amarelas, de mangas compridas. O tênis dela é vermelho enquanto o dele é cinza. Guilhermina usa ainda um brinco redondo e branco e está com a sua venda de lantejoulas coloridas sobre o topo da cabeça. Ambos sorriem com as mãos dadas à frente de seus corpos, como se dançassem em direção à câmera.

5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência

São Paulo, 1º de agosto de 2013 – Desde ontem acontece em São Paulo o 5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência, no Centro de Convenções Anhembi. Hoje, o evento contará com a participação do diretor da Iguale, Mauricio Santana, na mesa das 15h30, com o tema “Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento”.

Neste momento, Santana e demais convidados falarão sobre os recursos tecnológicos de acessibilidade disponíveis para a comunicação inclusiva na televisão, rádio, cinema e internet; e como são aplicados em peças de teatro, museus, shows, competições esportivas e eventos em geral. Além de explanarem sobre o que determina a legislação brasileira.

Para o diretor da Iguale o encontro é um momento importante para todos os envolvidos com o tema, nas suas mais diferentes vertentes. Ele reúne especialistas e interessados para troca de informações que contribuem para a reflexão e debates acerca dos temas relacionados à acessibilidade.

Especialmente nesta edição, ao falar sobre tecnologia assistiva nas telecomunicações, mídia e entretenimento, a intenção é contribuir com esclarecimentos relacionados à aplicação dos recursos e soluções inovadoras em espaços, públicos ou privados, para garantir o acesso, o direito à informação e à inclusão da pessoa com deficiência.

Para saber mais acesse:  http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/programacao.php

Ouça a entrevista do diretor da Iguale à Rádio Nacional FM Brasília

Na última segunda-feira, dia 29 de julho, o diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Maurício Santana, foi o entrevistado da jornalista Denise Duarte, da Rádio Nacional FM Brasília. Convidado para falar sobre Comunicação de Acessibilidade, Santana explicou o que é e como funciona a audiodescrição, especialmente, em espaços culturais como cinemas e teatros. A profissão do audiodescritor também foi um dos pontos abordados.

Para ouvir a entrevista na íntegra, acesso o link abaixo.

Entrevista de Maurício Santana à Rádio Nacional FM Brasília

Chega de shhh! A acessibilidade vai muito além de rampas

Existem recursos que podem garantir o direito ao acesso a informação, cultura e lazer com autonomia, mas a oferta ainda é pequena

por Xandra Stefanel publicado 19/07/2013 12:01
JR. PANELA/RBA
O que os olhos não veem

Celso Nóbrega: “É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa”

Na maioria das vezes que Celso Nóbrega vai ao ci­nema, em Fortaleza, é re­preendido pelos outros espectadores. Cego desde que nasceu, há 28 anos, ele não consegue entender um filme inteiro sem que alguém lhe explique as cenas que não têm como ser compreendidas apenas pelos diálogos entre os atores.

“Eu vou ao cinema porque gosto muito e tenho pessoas da família, namorada e amigos que me ajudam a entender informações que só os olhos podem captar. É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa o que está acontecendo, e isso atrapalha. Quem está ao lado não compreende e fica fazendo ‘shhhhh’, manda calar a boca”, desabafa o jornalista, publicitário e mestrando em Linguística Aplicada na Universidade Estadual do Ceará.

Segundo o último Censo do IBGE, dos mais de 45,5 milhões de pessoas que declararam ter pelo menos uma deficiência, 35,8 milhões não enxergam ou têm dificuldade para enxergar. E outros 9,7 milhões têm algum grau de deficiência auditiva. Como essas pessoas fazem para ter acesso a filmes, peças teatrais, exposições e outros eventos culturais?

Há pouco mais de uma década, começaram a surgir no Brasil recursos tecnológicos como audiodescrição e legendagem de som para possibilitar maior autonomia às pessoas com deficiência visual e auditiva. Mas tais recursos ainda estão longe de alcançar a popularidade.
A audiodescrição é uma espécie de tradução das cenas em palavras, uma narração detalhada que a pessoa com deficiência visual recebe por meio de um fone de ouvido: cenário, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e expressões faciais e corporais dos atores são explicados entre os diálogos.

Já a legendagem de som descreve, na tela, os sons para as pessoas com deficiência auditiva. Sem esses recursos, um cego não compreende, por exemplo, uma cena sem falas nem ruídos, e um surdo não tem condições de assimilar informações sonoras que não aparecem nas legendas convencionais.

Sensibilização

A bancária e tradutora aposentada Sônia Maria Ramires de Almeida, de 65 anos, descobriu aos 22 que sofre de otosclerose, doença genética que provoca a perda progressiva da audição. A partir de então, passou a usar aparelhos que têm como função ampliar os sons. Por esse motivo, ir ao cinema e ao teatro, por exemplo, é praticamente impossível.

“Em teatro e cinema o problema surge a partir da péssima acústica de muitas salas. Existe um eco, uma reverberação que as pessoas que ouvem normalmente conseguem ‘apagar’. No caso de quem usa aparelhos auditivos, o aparelho capta todo o som ambiente, ruídos de gente caminhando, se movendo nas poltronas, abrindo embalagem de chocolate, cochichando etc. Por isso, fica difícil entender as falas e a história,” lamenta Sônia, reforçando que existe uma enorme diversidade na surdez, assim como soluções específicas para a acessibilidade de cada grupo.

“Por que eu vou pagar o ingresso inteiro no cinema para assistir a meio filme? Minha compreensão de um filme sem audiodescrição é 50% menor. Se o filme for em inglês e eu não souber falar inglês, também não consigo ler legenda… Então, para que eu vou ao cinema ou ao teatro? Por isso participar dessas coisas nunca fez parte do dia a dia das pessoas cegas. Agora começa a existir possibilidade”, afirma Paulo Romeu, de 55 anos, militante pela acessibilidade das pessoas com deficiência.

Ele deixou de frequentar cinemas e teatros aos 22, quando perdeu completamente a visão em um acidente automobilístico. Depois se formou na área de Tecnologia da Informação e participou de grupos de trabalho para a implementação de recursos acessíveis na televisão e nos caixas eletrônicos. Percebeu possibilidades de pessoas­ como ele alcançarem maior autonomia não só nos espaços culturais, mas também em casa, ao ver televisão.

Em 2006, Paulo participou da elaboração da Portaria 310, que define normas de acessibilidade para pessoas com deficiência na programação das televisões. A portaria do Ministério das Comunicações previa legendagem de som e interpretação na linguagem de sinais (Libras) para surdos e audiodescrição para cegos. No início, a audiodescrição deveria ser oferecida duas horas por dia nas emissoras de televisão, chegando, em dez anos, a 100% da programação. Mas acabou se limitando a, inicialmente, duas horas por semana, chegando a 20 em dez anos. Como parte dessa progressão, no último 1º de julho passou a ser obrigatório, para as emissoras de TV abertas brasileiras, oferecer quatro horas semanais de programação audiodescrita.

Apesar de a acessibilidade para cegos e surdos ainda não ser regra na TV, mesmo que timidamente já chegou a outros espaços culturais. “Para as emissoras, para as quais existia a obrigação legal, houve uma resistência enorme. Já para cinema, teatro, seminários, palestras, em que não existe nenhuma lei que obrigue a audiodescrição até o momento, já temos pessoas fazendo espontaneamente”, compara Paulo Romeu. “Há uma sensibilização. O produtor de teatro que resolveu fazer uma exibição com audiodescrição vê aquela quantidade de pessoas sentadas na plateia usando o fone de ouvido, rindo e chorando junto com os outros durante a peça.”

Adaptação

Segundo o Censo 2010, dos 5.565 municípios brasileiros apenas 829 têm alguma legislação no que se refere à adaptação de espaços culturais, artísticos e desportivos para facilitar o ingresso, locomoção e acomodação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. E isso não significa que essas cidades possuem legislação voltada para aqueles que têm deficiência visual ou auditiva. Na maioria das vezes, quando se menciona a acessibilidade nesse tipo de espaço, pensa-se prioritariamente em rampas.

Mesmo assim, museus como o do Futebol e a Pinacoteca do Estado, em São Paulo, e o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, além de galerias ou exposições pontuais, já fazem parte do roteiro cultural de muitas pessoas com deficiência visual ou auditiva. O Teatro Carlos Gomes, por exemplo, ofereceu 24 apresentações acessíveis de março de 2012 a abril deste ano, com cerca de 50 pessoas com deficiência por sessão, segundo a assessoria de imprensa.

É para esse tipo de atividade que o grupo Terra São Paulo promove passeios. O programa é definido de acordo com a oferta de eventos, mas, em geral, são saídas de quatro horas para visitar exposições, ver peças teatrais e filmes. Cada pessoa com deficiência é acompanhada por um voluntário que dispõe de todos os sentidos. “A ideia é que haja uma grande troca. Do mesmo modo que um voluntário tem coisas a apresentar para uma pessoa com deficiência, este também tem muito a contar para o voluntário”, diz Ricardo Panelli, criador do grupo.

“Para você ser um cidadão completo, não basta só trabalhar e ir embora para casa. Pessoas com deficiência têm acesso muito restrito para participar efetivamente da sociedade. Nosso objetivo é de contribuir e facilitar o acesso a esses eventos.”

Um dos passeios que o grupo organizou foi ao Festival Melhores Filmes, promovido em abril pelo CineSesc. Tradicional em São Paulo desde 1974, o evento passou a ter audiodescrição e open caption, a legendagem, em 2010. Na edição de 2013, todos os 40 filmes exibidos em mais de 100 sessões contaram com audiodescritores fazendo as narrações ao vivo.

O diretor da empresa que promoveu os serviços ao festival, Mauricio Santana, afirma que o profissional da audiodescrição deve ter amplo entendimento sobre a deficiência visual. “O audiodescritor vem da área de comunicação, letras, tradução e afins. Ele tem de ter percepção e sensibilidade diferenciadas, conhecer a linguagem do cinema, ter facilidade de improvisação, repertório e vocabulário amplos. Principalmente quando está roteirizando, se colocar no lugar da pessoa com deficiência para narrar o que é fundamental para o entendimento.”

Segundo Santana, o custo médio da audiodescrição para um filme de 120 minutos, por exemplo, é de R$ 3 mil a R$ 4 mil, o que engloba o processo de roteirização, revisão, consultoria de uma pessoa com deficiência, produção de estúdio, o trabalho do audiodescritor-ator e a finalização.

Usuário do recurso, Paulo Romeu questiona por que não haver mais oferta desses serviços de acessibilidade: “O que significa o custo da audiodescrição no orçamento de um filme? E em comparação com o que uma rede de TV paga de direitos autorais para os filmes que ela apresenta?” Quem não vê ou ouve acha que há um enorme valor. “Significa autonomia. A primeira vez que vi um filme com audiodescrição, coloquei o DVD e não precisei pedir a ninguém que acessasse o menu por mim.

Depois de tantos anos, me senti gente”, diz. Christine Villa, responsável pela programação do CineSesc, afirma que não há previsão para tornar toda a programação do cinema acessível. “Nossa intenção é democratizar as sessões e o nosso espaço e tornarmos o festival totalmente acessível. O Sesc percebeu que existe uma demanda de público que necessita desses recursos. A edição de 2013 apresentou um aumento significativo desses espectadores. Ainda é complicado expandirmos o serviço para toda a programação. Mas entendemos o Festival Melhores Filmes como um primeiro passo.”

Fora do eixo Rio-São Paulo, no entanto, a oferta de eventos culturais com recursos acessíveis é bem menor. É o caso de Fortaleza, segundo Vera Lúcia Santiago, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e em Linguística da Universidade Estadual do Ceará. Vera observa que a maioria dos produtores culturais não se preocupa em tornar seus produtos acessíveis, embora o Brasil disponha de profissionais altamente qualificados, que acabam encontrando dificuldade em conseguir trabalho e migrando para outras profissões.

“Já formei muitos alunos comprometidos com a audiodescrição, com a pesquisa e a acessibilidade. Fiz várias ações aqui no teatro, no cinema, no DVD, em exposições, espetáculos de dança. Os produtores se sensibilizaram, mas agora não querem pagar pelo serviço”, critica. “Uma maneira de resolver isso seria o governo colocar como contrapartida dos financiamentos de projetos culturais que os agraciados em editais tornassem seus produtos acessíveis”, sugere a professora.

Na opinião de Eduardo Cardoso, do Núcleo Interdisciplinar para Cultura Acessível da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falta uma efetiva implementação das políticas públicas de inclusão existentes, já que o Brasil tem uma enorme legislação a respeito da acessibilidade. “Especificamente no caso das políticas de cultura acessível, a gente tem algumas iniciativas, mas há muito a ser feito ainda, principalmente no que se refere à maneira que serão postas em prática. É através de políticas que a gente começa a planejar o que é possível, viável e esperado.”

Fonte: Revista do Brasil – Número 85, Julho 2013

http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/85/chega-de-shhhhh-6717.html

Com AD e LIBRAS, longa do cineasta uruguaio Tournier, pode ser visto no RJ

Ative o vídeo no plug-in ou use este link acessível.

Em cartaz na Caixa Cultural, o filme, com recursos inclusivos para pessoas com deficiência visual e auditiva, é diversão garantida para adultos e crianças

9 de julho de 2013 – Promover a acessibilidade cultural. Este é o objetivo da Caixa Cultural e da Split Filmes ao incluírem a audiodescrição (AD) e a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS no longa-metragem de animação “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”, do cineasta uruguaio Walter Torunier. O filme, parte integrante da mostra itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia”, estará em cartaz na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, de 10 a 14 de julho. De lá, a mostra segue para Brasília.

“Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé” é o primeiro longa-metragem em stop motion produzido no Uruguai, eleito 2º Melhor Longa Adulto pelo Júri Popular do Anima Mundi 2012. O filme narra a história do pirata Alexsander Selkirk, abandonado em uma ilha deserta em 1700, inspiração de Daniel Dafoe para escrever Robinson Crusoé. O longa, uma coprodução entre Uruguai, Chile e Argentina, foi criado com técnica mista: stop motion para os bonecos e o cenário; 3D para o fundo do mar, o céu e parte da ilha.

Além da audiodescrição e da LIBRAS desenvolvidas pela Iguale Comunicação de Acessibilidade, as sessões são dubladas e legendadas em português, conforme indicado na programação (www.tournieremmovimento.com.br). Catálogos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também estão à disposição do público.

No Rio de Janeiro o ingresso para mostra tem o valor simbólico de R$ 2 por sessão. Exposição, palestras e oficinas, bem como materiais utilizados, são gratuitos. Além das sessões dos filmes, estão em exposição materiais originais das obras em cartaz, como bonecos, maquetes e desenhos conceituais.

Sinopse
Selkirk, o Verdadeiro Robison Crusoé – Selkirk, um pirata rebelde e egoísta, é tripulante do Esperanza, galeão inglês que viaja pelos mares em busca de tesouros. Na falta de navios inimigos, os corsários se divertem apostando em jogos de azar. Em pouco tempo, Selkirk depena a tripulação, ganhando a inimizade de todos, principalmente a do Capitão Bullock, que decide sepultar seus desejos de vingança e sua ambição desmedida e encarar uma nova maneira de enxergar o mundo.

Ficha técnica
Ano de produção: 2012
Duração: 80 min
Direção: Walter Tournier
Coprodução: Tournier Animation La Suma (Uruguai)
Maíz Producciones (Argentina) / Cineanimadores (Chile)
Audiodescrição e LIBRAS: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda
Rio de Janeiro de 10 a 14 de julho de 2013
CAIXA Cultural – Avenida Almirante Barroso, 25.

Brasília de 17 a 21 de julho
CAIXA Cultural – SBS- Quadra 4 – Bloco A Lote 3/4 Asa Sul – Brasília – DF

Site da mostra: www.tournieremmovimento.com.br

Iguale faz AD e LIBRAS para o longa ‘Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé’

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a responsável pela audiodescrição (AD) e LIBRAS do longa-metragem ‘Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé’ em exibição na mostra itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia”, em cartaz de 2 a 7 de julho, em São Paulo, de 9 a 14 de julho, no Rio de Janeiro, e em Brasília, de 17 a 21 de julho.

A inserção da audiodescrição e da LIBRAS no longa-metragem Selkirk permite que pessoas com deficiência visual e auditiva confiram com riqueza de detalhes um dos filmes produzidos pelo consagrado animador de stop motion uruguaio, Walter Tournier.

A exibição do filme de animação “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé” é inédita em salas comerciais. Este é o primeiro longa-metragem em stop motion produzido na América Latina, eleito 2º Melhor Longa Adulto pelo Júri Popular do Anima Mundi 2012.

O longa narra a história do pirata Alexsander Selkirk, abandonado em uma ilha deserta pelo seu navio em 1700, história que inspirou Daniel Dafoe a escrever seu Robinson Crusoé. É uma coprodução entre Uruguai, Chile e Argentina, criada com técnica mista: stop motion para os bonecos e o cenário, 3D para o fundo do mar, o céu e parte da ilha.

Descrição da imagem:  Selkirk, um pirata magro, de pele branca e barba e cabelos ruivos, está sobre uma das muitas pedras à beira mar perto de uma grande encosta. Ele usa bandana na cabeça e um brinco de argola na orelha direita. O pirata observa atentamente o oceano e segura na mão direita uma lança feita de madeira. Ao fundo, poucas nuvens no céu azul e sete pássaros que voam em formação.

O evento é gratuito, com exceção no Rio de Janeiro, onde será cobrado o valor simbólico de R$ 2 por sessão. Palestras e oficinas, bem como materiais utilizados, também terão caráter gratuito. As exibições acontecem nas dependências da Caixa Cultural das três cidades. Além das sessões dos filmes, estão em exposição materiais originais das obras em cartaz, como bonecos, maquetes e desenhos conceituais.

A mostra é direcionada para o público infantil e adulto, bem como profissionais da animação. As sessões também são dubladas e legendadas em português, conforme indicado na programação, além de catálogos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens.

Além de exibições de filmes, a mostra oferece oficinas e bate-papo, tendo o próprio Walter Tournier como tema e participante ativo.

Confira a programação completa no site: www.tournieremmovimento.com.br.

Convite em LIBRAS para cinema acessível em São Paulo

São Paulo, 3 de julho de 2013 – Começa hoje em São Paulo a Mostra Itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia” e você é o nosso convidado. O evento terá audiodescrição e LIBRAS feitos pela equipe da Iguale, no longa-metragem “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”.

E mais, haverá sessões dubladas e legendadas em português. Catálogos feitos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também estarão à disposição do público. 

Quer saber mais? Confira o vídeo-convite, programe-se e prestigie!

Clique aqui e assista – Convite em LIBRAS

Selkirk, longa de animação do cineasta uruguaio Tournier, terá audiodescrição e LIBRAS em mostra itinerante

Os públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília poderão conferir em julho o trabalho do animador Walter Tournier; filme ainda não exibido em salas comerciais terá recursos inclusivos

Promover a acessibilidade cultural. Este é o objetivo da Caixa Cultural e da Split Filmes ao incluírem a audiodescrição (AD) e a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS no longa-metragem de animação “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”, do cineasta uruguaio Walter Tournier. O filme será exibido na mostra itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia”, que desembarca pela primeira vez ao Brasil.

De 3 a 21 de julho, a mostra passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, oferecendo ao público exibições de filmes, oficinas e bate-papo. E mais, Tournier estará presente não só como tema, mas também como participante ativo. Especificamente no caso do longa-metragem, Vanessa Remonti, coordenadora da mostra, explica que a Iguale Comunicação de Acessibilidade foi chamada para desenvolver a audiodescrição e LIBRAS para que o público com deficiência visual e auditiva tenha melhor entendimento do belo trabalho do cineasta.

“Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé” é o primeiro longa-metragem em stop motion produzido no Uruguai, eleito 2º Melhor Longa Adulto pelo Júri Popular do Anima Mundi 2012. O filme narra a história do pirata Alexsander Selkirk, abandonado em uma ilha deserta em 1700, inspiração de Daniel Dafoe para escrever Robinson Crusoé. O longa, uma coprodução entre Uruguai, Chile e Argentina, foi criado com técnica mista: stop motion para os bonecos e o cenário; 3D para o fundo do mar, o céu e parte da ilha.

Além da LIBRAS e da audiodescrição, as sessões serão dubladas e legendadas em português, conforme indicado na programação. Catálogos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também foram confeccionados. Encerrando a programação, em cada cidade, Tournier realizará um bate-papo animado, trocando ideias com os presentes sobre suas obras e técnicas de animação.

O evento será gratuito, com a exceção do Rio de Janeiro, onde será cobrado o valor simbólico de R$ 2 por sessão. Exposição, palestras e oficinas, bem como materiais utilizados, também terão caráter gratuito. As exibições serão realizadas nas dependências da Caixa Cultural das três cidades. Além das sessões dos filmes, estarão em exposição materiais originais das obras em cartaz, como bonecos, maquetes e desenhos conceituais.

Sinopse

Selkirk, o Verdadeiro Robison Crusoé – Selkirk, um pirata rebelde e egoísta, é tripulante do Esperanza, galeão inglês que viaja pelos mares em busca de tesouros. Na falta de navios inimigos, os corsários se divertem apostando em jogos de azar. Em pouco tempo, Selkirk depena a tripulação, ganhando a inimizade de todos, principalmente a do Capitão Bullock, que decide sepultar seus desejos de vingança e sua ambição desmedida e encarar uma nova maneira de enxergar o mundo.

Ficha técnica

Ano de produção: 2012
Duração: 80 min
Direção: Walter Tournier
Coprodução: Tournier Animation La Suma (Uruguai)
Maíz Producciones (Argentina) / Cineanimadores (Chile)
Audiodescrição e LIBRAS: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda

São Paulo de 3 a 7 de julho de 2013
CAIXA Cultural
Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP
Terça-feira a domingo, das 9 às 20h.

Rio de Janeiro de 10 a 14 de julho de 2013
CAIXA Cultural
Avenida Almirante Barroso, 25.
Terça-feira a domingo, das 9 às 20h.

Brasília de 17 a 21 de julho
CAIXA Cultural
SBS- Quadra 4 – Bloco A Lote 3/4 Asa Sul – Brasília – DF
Terça-feira a domingo, das 9 às 21h.
Site da mostra: www.tournieremmovimento.com.br

Recursos inclusivos atraem pessoas com deficiência visual e auditiva ao cinema

Audiodescrição e open caption são alguns dos recursos inclusivos utilizados no Festival Sesc Melhores Filmes para permitir o acesso da pessoa com deficiência na fascinante experiência do cinema

São Paulo, 1º de abril de 2013 – Durante todo o mês de abril, pessoas com deficiência visual e auditiva terão a chance de assistir, graças aos recursos inclusivos como a audiodescrição e o open caption, filmes que chegaram aos cinemas paulistanos ao longo de 2012, eleitos vencedores, pelo público e crítica, no 39º Festival Sesc Melhores Filmes.

 

Diferentemente das pessoas que não possuem algum tipo de deficiência visual ou auditiva, e que por isso conseguem compreender através da visão e da audição as imagens e sons das obras cinematográficas, as pessoas que possuem tais deficiências têm o entendimento reduzido. Para permitir que estas pessoas tenham pleno acesso, de forma inclusiva e autônoma, e realmente mergulhem no mundo da sétima arte é que o Festival Sesc Melhores Filmes oferece recursos tecnológicos inclusivos como a audiodescrição e o open caption.

 

Na 39ª edição do festival, que será aberto ao público a partir do dia 4 de abril, no CineSesc da Rua Augusta, em São Paulo, a audiodescrição dará à pessoa com deficiência visual a descrição falada de todos os detalhes da cena, intercalados cuidadosamente com os diálogos dos personagens. Tudo para que seja possível compreender cenário, figurino, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela e, principalmente, as expressões faciais e corporais dos atores.

 

“A audiodescrição é o modo de tradução audiovisual intersemiótica, ou seja, do visual para o verbal, que consiste na técnica de narração realizada por um audiodescritor. Este profissional descreve com o máximo de detalhes, tudo o que acontece nas cenas, sem os quais uma pessoa com deficiência visual não compreenderia. A audiodescrição interage de acordo com os espaços oferecidos entre os diálogos dos personagens, respeita o roteiro original, as intenções de pausas, ruídos sonoros e trilhas. Um recurso de acesso e autonomia às pessoas com deficiência visual”, explica Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade.

 

Todas as sessões do festival terão audiodescrição feitas ao vivo por audiodescritores, profissionais da Iguale, com ampla experiência na função. Segundo Santana, somente os espectadores que optam por usar os receptores com fones de ouvido escutam a audiodescrição, e, portanto, este recurso inclusivo não interfere, de forma alguma, no acompanhamento do filme por parte dos demais espectadores.

 

Já a legenda open caption é vista por todos os espectadores na plateia. Trata-se de uma legenda a mais no filme, projetada numa pequena tela localizada abaixo da tela principal, que descreve os sons além dos diálogos. As pessoas com deficiência auditiva são os mais beneficiados por este recurso. “As legendas open caption são produzidas dentro dos conceitos e padrões do closed caption, no entanto, são exibidas de forma aberta para o público”, completa o diretor da Iguale.

Para Santana, o Festival Sesc Melhores Filmes é o projeto brasileiro mais ousado em termos de acessibilidade no cinema, pois oferece recursos de audiodescrição e legendas open caption em todos os filmes e reapresentações, um número em torno de 100 sessões inclusivas por edição. Este festival, como detalha, é um exemplo real de que a comunicação de acessibilidade é extremamente viável e possível, basta os diferentes segmentos da sociedade se conscientizarem de que todos os públicos têm de ter respeitado o direito ao acesso à informação, à cultura e ao lazer. “Comunicação de acessibilidade consiste em criar, utilizar ou adaptar os meios tecnológicos e assistivos disponíveis para garantir o acesso ao conteúdo exibido pelos meios de comunicação e de cultura, nas suas mais diferentes manifestações, às pessoas com algum tipo de deficiência”, informa Santana.

 

Sobre o Festival Sesc Melhores Filmes

 

Criado em 1974, é o primeiro festival de cinema da cidade de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior, que são escolhidos democraticamente por meio de votação de público e crítica.

 

Em 38 anos de realização, o Festival Sesc Melhores Filmes já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Na edição 2010, o festival inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com serviços de audiodescrição, que possibilitam o acesso aos deficientes visuais, e auditivos, com legendagem Open Caption, recursos que serão oferecidos em todos os filmes da grade deste ano no CineSesc.

 

Ao longo do 39º Festival SESC Melhores filmes serão exibidos 40 filmes, 23 estrangeiros e 17 brasileiros. A lista completa de filmes participantes estará no endereço www.sescsp.org.br/melhoresfilmes. Os mais votados por crítica e público serão exibidos no CineSesc até dia 25 de abril e até dia 5 de maio em mais 18 unidades do interior e litoral do estado de São Paulo. Os preços dos ingressos são populares.

Sobre a Iguale

A Iguale Comunicação de Acessibilidade foi a primeira empresa brasileira criada exclusivamente para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. É a empresa precursora do conceito comunicação de acessibilidade no país. A empresa oferece serviços e soluções que vão além dos disponíveis nos estúdios e produtoras tradicionais de áudio e vídeo ou agências de comunicação e internet. A sua missão é especializar-se de forma contínua nas técnicas que permitam a promoção da acessibilidade, para que as pessoas tenham garantido, com autonomia, o direito de acesso à informação, à cultura e ao lazer.

 

Serviço – Festival Sesc Melhores Filmes 2012

Exibição dos filmes vencedores pela votação de crítica e público

De 3 a 25 de abril de 2013

CineSesc – Rua Augusta, 2075 – Tel: 11 3087-0500 – sescsp.org.br

Ingressos: R$ 4,00 (público em geral); R$ 2,00 (usuários com cartão de matrícula Sesc, estudantes, terceira idade, professores da rede pública) e grátis (comerciários e dependentes). Passaporte para 15 filmes: R$ 40,00 (público em geral) e R$ 20,00 (usuários com cartão de matrícula Sesc, estudantes, terceira idade, professores da rede pública).

 

Mais informações

Liliana Liberato – Assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de acessibilidade

(11) 9 7999-2802

www.iguale.com.br