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Festival Mirada do Sesc terá espetáculos com recursos acessíveis de LIBRAS e audiodescrição

A produção dos recursos de acessibilidade é assinada pela Iguale, a pioneira no país em Comunicação de Acessibilidade

 9 de setembro de 2016 – A quarta edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos 2016, que acontece até 18 de setembro, no Sesc de Santos e mais quatro cidades do litoral paulista, terá apresentações de espetáculos contendo os recursos acessíveis de LIBRAS e audiodescrição produzidos pela Iguale Comunicação de Acessibilidade.

Descrição imagem #pracegover: A fotografia retrata uma das cenas do espetáculo Cruzar la Calle. Em um palco, um homem está em pé e quarto pessoas estão sentadas atrás dele. Ele tem cabelo preto, veste uma camiseta branca, calça escura e tem uma camisa amarrada na cintura. Atrás dele há cinco molduras retangulares em que estão pendurados cabides com roupas. Entre uma moldura e outra os personagens estão sentados. Os dois primeiros estão de cabeça baixa e os dois últimos olham para frente. Descrição imagem #pracegover: A fotografia retrata uma das cenas do espetáculo Cruzar la Calle. Em um palco, um homem está em pé e quarto pessoas estão sentadas atrás dele. Ele tem cabelo preto, veste uma camiseta branca, calça escura e tem uma camisa amarrada na cintura. Atrás dele há cinco molduras retangulares em que estão pendurados cabides com roupas. Entre uma moldura e outra os personagens estão sentados. Os dois primeiros estão de cabeça baixa e os dois últimos olham para frente.

Descrição imagem #pracegover: A fotografia retrata uma das cenas do espetáculo Cruzar la Calle. Em um palco, um homem está em pé e quarto pessoas estão sentadas atrás dele. Ele tem cabelo preto, veste uma camiseta branca, calça escura e tem uma camisa amarrada na cintura. Atrás dele há cinco molduras retangulares em que estão pendurados cabides com roupas. Entre uma moldura e outra os personagens estão sentados. Os dois primeiros estão de cabeça baixa e os dois últimos olham para frente.
Descrição imagem #pracegover: A fotografia retrata uma das cenas do espetáculo Cruzar la Calle. Em um palco, um homem está em pé e quarto pessoas estão sentadas atrás dele. Ele tem cabelo preto, veste uma camiseta branca, calça escura e tem uma camisa amarrada na cintura. Atrás dele há cinco molduras retangulares em que estão pendurados cabides com roupas. Entre uma moldura e outra os personagens estão sentados. Os dois primeiros estão de cabeça baixa e os dois últimos olham para frente.

Nesta sexta-feira e sábado, haverá audiodescrição para o espetáculo ‘Cruzar La Calle’, do Perú. Já nos dias 11 e 12, a equipe da Iguale ficará incumbida da produção de LIBRAS para o espetáculo brasileiro ‘O Avesso do Claustro’. Nos dias 12 e 13, também haverá a tradução de LIBRAS para o espetáculo ‘O Ano Que Sonhamos Perigosamente’, uma produção também brasileira.

Sobre o Festival

Trabalhos que correlacionam o pensamento crítico à busca permanente por inovação em temas, técnicas e formas de abordar a arte constituem a tônica da quarta edição do MIRADA} Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, evento bienal realizado pelo Sesc que acontece de 8 a 18 de setembro de 2016 em Santos e mais quatro cidades do litoral paulista.

Essa nova edição do Mirada tem em sua programação 43 espetáculos originários de 10 países da América Latina, Portugal e Espanha. Ou seja, 12 nacionalidades representadas por meio de peças, performances, intervenções urbanas e uma instalação. Trata-se de um panorama que potencializa a capacidade de o teatro e a dança reagir diante das singularidades histórica, social, política e econômica, evidenciando a força da arte politicamente engajada sem perder de vista a ambição poética e a pluralidade estética.

Agenda: 

Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos 2016

Realização: Sesc

Data: 8 a 18 de setembro de 2016
Audiodescrição

Dias 09 e 10/09 às 18h – Cruzar La Calle – Perú (duração 130 minutos)
Dias 16 às 20h e 17/09 às 21h – Dínamo – Argentina (duração 70 minutos)
Local - Ginásio do Sesc Santos
Libras
Dias 11 e 12/09 às 18h – O Avesso do Claustro – Brasil (duração 150 minutos)
Dias 12 e 13/09 às 21h – O Ano Que Sonhamos Perigosamente – Brasil (duração 75 minutos)
Local - Ginásio do Sesc Santos

Produção LIBRAS e audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Mais informações: www.mirada.sescsp.org.br

Unidades do Sesc São Paulo terão atividades com audiodescrição da Iguale neste fim de semana

Sesc Vila Mariana, Sesc Santana e o CineSesc, ambos na capital paulista, estarão com filmes e espetáculos em cartaz contendo o recurso acessível de audiodescrição

Dezembro de 2015 – Os espetáculos Macbeth, Medida por Medida e Fantasmas, mais os filmes Rhamata, Shaun Carnêro e Que horas ela volta? poderão ser vistos este fim de semana, com o recurso de audiodescrição produzido pela Iguale, na programação da Semana Inclusiva promovida pelo Sesc São Paulo, nas unidades da Vila Mariana, Santana, e CineSesc. As atividades fazem parte da Virada Inclusiva promovida pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo (SEDPcD).

Descrição da foto: a metade esquerda da imagem horizontal estão os atores Luisa Thiré, que interpreta Isabela, e Marco Antônio Pâmio, o Duque, na peça "Medida por Medida". Já na metade direita desta mesma imagem estão os atores Thiago Lacerda, que interpreta o personagem Macbeth, e Giulia Gam, a Lady Macbeth, no espetáculo "Macbeth" . Ambos os espetáculos são do repertório de William Shakespeare.

Descrição da foto: na metade esquerda da imagem horizontal estão os atores Luisa Thiré, que interpreta Isabela, e Marco Antônio Pâmio, o Duque, na peça “Medida por Medida”. Já na metade direita desta mesma imagem estão os atores Thiago Lacerda, que interpreta o personagem Macbeth, e Giulia Gam, a Lady Macbeth, no espetáculo “Macbeth” . Ambos os espetáculos são do repertório de William Shakespeare.

A Semana Inclusiva do Sesc São Paulo, que acontece de 1 a 6 de dezembro, reúne uma série de atividades que incentivam o protagonismo das pessoas com deficiência, criando condições para sua inclusão em todos os aspectos – cultural, esportivo, educativo e cidadão. O evento contempla oficinas, espetáculos, atividades esportivas, palestras e vivências, dentre outras atividades, para participação conjunta de pessoas com e sem deficiência nas unidades do Sesc na capital, no interior e no litoral do Estado de São Paulo.

Programação Semana Inclusiva

Dia 4 de dezembro (sexta-feira)

21h - Sesc Vila Mariana – Espetáculo Medida por Medida (audiodescrição)

Dia 5 de dezembro (sábado)

14h às 17h - Sesc Vila Mariana – Mostra Cinema Negro Brasil/África: Itinerância Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul. Filmes: Ramatha e Emporadas  (audiodescrição)

21h - Sesc Vila Santana – Espetáculo: Fantasmas (audiodescrição)

21h - Sesc Vila Mariana – Espetáculo Macbeth (audiodescrição)

21h - CineSesc – Filme Que Horas ela volta? (audiodescrição)

Dia 6 de dezembro (domingo)

11h - CineSesc – Filme Shaun Carnêro (Infantil – audiodescrição)

21h - Sesc Vila Mariana – Filme Medida por Medida (audiodescrição)

Espetáculo Fantasmas, em cartaz na capital paulista, terá sessões com audiodescrição

A peça, do conceituado dramaturgo norueguês Henrik Johan Ibsen, terá duas sessões com o recurso acessível produzido, ao vivo, pela equipe da Iguale

Novembro de 2015 – Nos dias 28 de novembro e 5 de dezembro, as sessões do espetáculo Fantasmas, em cartaz no Sesc Santana, em São Paulo, terão o recurso acessível de audiodescrição produzido, ao vivo, pela equipe de profissionais da Iguale Comunicação de Acessibilidade. As sessões acontecerão às 21h, em ambos os sábados.

Como explica Maurício Santana, diretor da Iguale, a audiodescrição é um recurso acessível, de formato sonoro, responsável por descrever, por intermédio de um profissional denominado audiodescritor, todas as informações visuais de uma obra audiovisual, um impresso, uma fotografia ou outras manifestações culturais e comunicacionais; transformando texto em som, detalhando conteúdos, expressões e gestos, além de cenário, figurino e outros acontecimentos de uma cena, por exemplo. Por isso, torna-se tão importante e inclusivo para a pessoa com deficiência visual em um espetáculo teatral. Na plateia, de posse de um fone de ouvido, o espectador acompanha as descrições feitas em tempo real pelo audiodescritor-narrador.

Descrição do flyer do espetáculo: a fotografia escura e sombria revela, sob iluminação azulada e pálida, o rosto dos cinco atores do espetáculo “Fantasmas”, de Henrik Ibsen. Eles estão lado a lado, sobre um fundo preto. Todos eles usam roupas pretas. A atriz à esquerda é uma jovem de pele clara e cabelos escuros. Ela tem um olhar assustado. Ao lado dela, um homem de pele e olhos claros e cabelos grisalhos tem expressão segura. No centro da foto, uma mulher de meia-idade, com os longos cabelos desgrenhados, olha pensativa para cima. Ela usa uma blusa com gola rolê. À direita dela, um senhor careca que usa cachecol ergue levemente a sobrancelha. No canto direito da imagem, um homem de cabelo liso e pele clara está bastante sério. Abaixo da fotografia, o título da peça: “Fantasmas” está escrito em letras brancas. A letra T tem o formato de um crucifixo.

Descrição do flyer do espetáculo: a fotografia escura e sombria revela, sob iluminação azulada e pálida, o rosto dos cinco atores do espetáculo “Fantasmas”, de Henrik Ibsen. Eles estão lado a lado, sobre um fundo preto. Todos eles usam roupas pretas. A atriz à esquerda é uma jovem de pele clara e cabelos escuros. Ela tem um olhar assustado. Ao lado dela, um homem de pele e olhos claros e cabelos grisalhos tem expressão segura. No centro da foto, uma mulher de meia-idade, com os longos cabelos desgrenhados, olha pensativa para cima. Ela usa uma blusa com gola rolê. À direita dela, um senhor careca que usa cachecol ergue levemente a sobrancelha. No canto direito da imagem, um homem de cabelo liso e pele clara está bastante sério. Abaixo da fotografia, o título da peça: “Fantasmas” está escrito em letras brancas. A letra T tem o formato de um crucifixo.

Para quem ainda não teve a oportunidade de assistir a uma peça com audiodescrição, na capital paulista, esta é a oportunidade. Além da qualidade do trabalho da Iguale, a peça, apresentada pelo Sesc Santana, é uma das obras do conceituado dramaturgo Henrik Johan Ibsen. A direção, tradução e adaptação são de Roberto Alvim, que também assina cenografia e iluminação. No elenco estão os atores Guilherme Weber, Juliana Galdino, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luísa Micheletti. A trilha sonora original é de LP Daniel.

Os ingressos já estão à venda. A quantidade máxima permitida para compra no balcão das unidades do Sesc e na web é de quatro ingressos por pessoas.

Sinopse
A peça narra a terrível jornada da Sra. Alving e de seu filho Oswald: ela está prestes a inaugurar um asilo para doentes terminais, construído em memória de seu falecido marido, o Capitão Alving, homem rico e respeitável. Escrita por Henrik Ibsen em 1881, é a obra-prima do dramaturgo norueguês, considerada por muitos teóricos como a primeira tragédia moderna da História. Duração: 60min.

Ficha técnica
Espetáculo: Fantasmas
Produção: Gelatina Cultural
Promoção: Rede Globo
Idealização: Club Noir
Realização: Sesc Santana
Texto: Henrik Johan Ibsen
Direção, tradução, adaptação, cenografia e iluminação: Roberto Alvim
Elenco: Guilherme Weber, Juliana Galdino, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luísa Micheletti
Trilha sonora original: LP Daniel.
Recurso acessível: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda cultural acessível:
Espetáculo: Fantasmas
Dias das sessões acessíveis: 28 de novembro e 5 de dezembro
Horário: 21h
Local: Sesc Santana
Endereço: Avenida Luiz Dumont Vilares.
Mais informações: (11) 2971-8700 | email@sescsantana.sescsp.org.br
Website: Sescsp.org.br/Santana

Bienal Sesc de Dança 2013 tem espetáculos com audiodescrição

São Paulo, 9 de setembro de 2013 – A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a responsável pela audiodescrição de espetáculos em cartaz na Bienal Sesc de Dança 2013, que acontece no Sesc Santos até o dia 12 de setembro. A audiodescrição é um recurso inclusivo que transforma do visual em verbal os movimentos dos bailarinos, os elementos dos cenários e figurinos, em uma descrição sonora que permite ao público com deficiência visual entender os detalhes das coreografias.

Nos dias 5, 6 e 8 os espetáculos com audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade foram: ‘O que o Corpo não lembra’, da Cia Última Vez (Bélgica) e ‘Carta de Amor ao Inimigo’, do Grupo Cena 11, da Cia de Dança (SC). Já nos dias 10 e 11, terça e quarta-feira desta semana, o espetáculo ‘A Sagração da Primavera’ de Xavier Le Roy (França), estará em cartaz com audiodescrição às 21h30.

Para o diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Maurício Santana, participar da experiência de levar a audiodescrição para um evento do porte da Bienal Sesc de Dança 2013 é gratificante. “É maravilho poder transformar em palavras os movimentos, as nuances e as interações da dança. Já foram feitas algumas apresentações com audiodescrição para espetáculos de dança, e agora a Bienal reforça a ideia de que a audiodescrição esta ampliando seu universo de atuação e seu público, o que é muito importante”, conta entusiasmado.

Agenda:

Bienal Sesc de Dança 2013

Dias 10 e 11 de setembro

Espetáculo: A Sagração da Primavera, da Cia Xavier Le Roy (FRA).

Horário: 21h30.

Duração: 42 minutos

Local: Sesc Santos, Rua Conselheiro Ribas, 136.

 

Mais informações:

Liliana Liberato

Assessora de Imprensa

(11) 9 7999-2802

imprensa@iguale.com.br

Estadão: “Deficientes visuais e deficientes auditivos vão ao cinema”

Mauricio Santana e Leonardo Rossi

Antes de entrar no cinema, Leonardo Rossi Lazzari avisa à reportagem: “Esperem um pouco, vou fazer um aquecimento vocal e já volto”. Ele precisa preparar a voz para narrar toda a audiodescrição do filme “Melancolia”, de Lars von Trier. O longa de 136 minutos é um dos títulos exibidos no Festival Melhores Filmes 2011, no CineSESC, que acontece até dia 29 de abril. Todas as sessões exibidas durante o período são acessíveis a deficientes visuais e auditivos.

Isto só é possível graças ao trabalho da Iguale, empresa fundada por Maurício Santana no fim de 2007. Ele conversava com um amigo que trabalhava na elaboração de legendas para deficientes auditivos (closed caption) na televisão. “Perguntei a ele se existia alguma ferramenta para que os deficientes visuais assistissem aos programas”, conta Santana. Ainda não era feito nada assim no Brasil, mas o empresário descobriu que já existiam empresas de audiodescrição em países como Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Para assistir a um filme com audiodescrição, é preciso retirar na entrada do cinema fones de ouvido com receptor sem fio, semelhantes aos usados em eventos com tradução simultânea. O deficiente visual pode, então, perceber mais detalhes da obra. “Os diálogos podem ajudar na compreensão da história, mas há detalhes que passam despercebidos”, diz Santana. As primeiras cenas de Melancolia, por exemplo, são compostas apenas de imagens e música. A única voz ouvida é a do audiodescritor. Este é o trecho inicial do filme:

Tela escura. Aos poucos surge em primeiro plano, a imagem fechada do rosto de uma mulher jovem, de cabelos loiros, curtos e lisos. A cena em câmera lenta mostra-a abrindo os olhos. Ela tem o rosto sutilmente arredondado, lábios finos, olhos um pouco puxados e nariz reto, porém levemente abaulado na ponta. / Ao fundo as nuvens do céu são suavemente alaranjadas, de onde começam a cair mortas, algumas aves de rapina. / A imagem abre em plano geral de um enorme jardim gramado de frente para o mar. Ele é cercado nas laterais por pequenos pinheiros, alinhados longitudinalmente. Em primeiro plano há um grande relógio de Sol, com a base de pedra e o ponteiro de metal. Ao fundo a mulher gira uma criança pelos braços. O local parece estar em uma montanha, pois é cercado por floresta e rochas. / Imagem do quadro “Os caçadores na neve” de Pieter Bruegel. A pintura mostra uma cena de inverno no qual três caçadores cansados estão voltando de uma expedição mal sucedida, acompanhados pelos seus cães. A impressão visual do todo é de um dia frio e nublado. De repente, ainda em câmera lenta, surgem pequenas manchas negras sobre a tela, e a pintura começa a queimar.

Além da descrição visual das cenas, os filmes estrangeiros utilizam uma estratégia chamada voice over, que é uma espécie de leitura interpretada das legendas. Não é dublagem, já que é feita ao vivo e por apenas uma pessoa, que tem que acentuar a voz de maneira diferente para cada personagem. Por este motivo, todos os narradores da Iguale são atores. “A pessoa precisa saber quando mudar a entonação, quando falar mais lentamente”, afirma Santana.

Cena do filme Melancolia, de Lars von Trier

O fundador da Iguale explica por que a audiodescrição tem que ser feita ao vivo. “Queremos manter a maior sincronização possível com o filme”, afirma. “Os cinemas brasileiros ainda não são digitais, cada filme é projetado em uma velocidade diferente, o que pode comprometer o trabalho”. A presença de narradores no momento de exibição, de acordo com Santana, permite um encaixe melhor entre as falas e a ação na tela.

Leonardo Lazzari também participa da equipe que compõe roteiros de audiodescrição. Antes de elaborar o trabalho, eles precisam estudar a obra e escolher aspectos que devem ser ressaltados para a compreensão do deficiente visual. “Melancolia, por exemplo, é um filme com muito simbolismo”, afirma Lazzari. “Se não tivéssemos feito um trabalho de pesquisa, não poderíamos passar aos espectadores todas as referências a obras de arte feitas por Lars von Trier”. Para adaptar totalmente a obra cinematográfica à audiodescrição, foram investidas cerca de 30 horas de trabalho.

A sala da qual Lazzari narra o filme é semelhante às usadas em eventos que contam com tradução simultânea. Ao lado de uma mesa de som, ficam garrafas d’água sem gelo, que são esvaziadas durante a exibição da obra. O cubículo fica em meio ao bar da parte dos fundos do CineSESC. Os visitantes não estranham a instalação, já que é o terceiro ano com audiodescrição no festival.

Para o narrador, o número de visitantes com deficiência visual tem aumentado ano a ano. “Eles costumam dizer que é a única época do ano em que podem ir ao cinema”, conta Lazzari. “Para nós, é muito bom ouvir este tipo de coisa”.

Além da audiodescrição, as sessões do festival têm uma opção para os deficientes auditivos. Em uma tela menor, abaixo da em que o filme é projetado, é exibida uma legenda no estilo closed caption. Uma pessoa, sentada na primeira fila, controla o momento em que as palavras serão exibidas. Grupos e instituições que desejarem conhecer o evento podem entrar em contato com o cinema para requisitar uma van de acesso ao local ou um pessoal de apoio para o trajeto do metrô Consolação até o CineSESC.

Serviço:

Festival SESC Melhores Filmes 2011
Até 29/4
CineSESC – R. Augusta, 2.075, Jardins, 3087-0500
Programação no BLOG DA IGUALE ou www.sescsp.org.br/melhoresfilmes

(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo