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Espetáculo “por+vir”, em cartaz na Caixa Cultural São Paulo, terá sessão com recurso de audiodescrição

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a empresa à frente da produção do recurso inclusivo; a entrada é franca, os ingressos para a sessão devem ser retirados no dia

29 de março de 2017 – Pessoas com deficiência que moram ou estão em São Paulo, ou em municípios vizinhos, têm a chance de assistir assistir a um espetáculo de dança com o recurso acessível de audiodescrição, produzido pela equipe da Iguale Comunicação de Acessibilidade. Trata-se do projeto “por+vir”, que estará em cartaz de 31 de março a 2 de abril, na Caixa Cultural São Paulo, localizada na Praça da Sé, bem no coração da capital paulista, sempre com início às 19h15, e com entrada franca. Excepcionalmente no dia 31, estreia da apresentação, a sessão será inclusiva contendo o recurso de audiodescrição.

Imagem de divulgação_Espetaculo Por Vir_Caixa Cultural São Paulo

Descrição da imagem #pracegover:  a imagem quadrada e colorida apresenta em fundo preto as informações sobre o espetáculo de dança “por+vir”. No centro estão figuras de peças de quebra-cabeça preenchidas por fotos dos dançarinos em diversas posições no palco. No canto superior esquerdo, o logotipo Caixa Cultural, uma elipse branca com texto em preto. No canto superior direito, o nome do espetáculo por+vir.  As letras têm tamanhos irregulares e são formadas por linhas brancas. Abaixo, as informações dentro de quadrados em tons de cinza: 30 e 31 de março, 1 e 2 de abril às 19 horas e 15 minutos. Dia 31 de março, espetáculo com audiodescrição. Mais embaixo, do lado direito, estão as informações: CAIXA Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111 – Sé – São Paulo. Entrada Franca. Classificação 14 anos. Ingressos disponíveis a partir das 9 horas do dia do evento. No rodapé, em um retângulo branco, estão os logotipos de produção: APBD – Associação Projeto Brasileiro de Dança e Companhia de Danças de Diadema; apoio: Prefeitura de Diadema e patrocínio CAIXA e Governo Federal.

Para tornar o espetáculo acessível ao público, a Iguale inicialmente faz um estudo da obra e produz o roteiro descritivo do espetáculo, em seguida faz uma consultoria e revisão com um profissional com deficiência visual e no dia do evento, ao vivo e simultaneamente a apresentação, realiza a narração da audiodescrição. “Um espetáculo de dança torna-se mais rico e amplia o entendimento para a pessoa com deficiência, quando a apresentação possui o recurso acessível e inclusivo de audiodescrição”, esclarece Mauricio Santana, diretor da Iguale.

Uma das empresas pioneiras no país no estudo e desenvolvimento de recursos inclusivos para projetos de culturais, sociais e de comunicação, a Iguale já fez acessibilidade para um grande número de espetáculos de dança, teatro e outros tipos de eventos, em todo o Brasil. Com esta experiência e anos de aperfeiçoamento de suas técnicas, a Iguale trabalha para levar os recursos acessíveis para todos os espaços e tipos de eventos, a exemplo da sessão acessível na Caixa Cultural São Paulo.

Sobre o recurso de audiodescrição, Mauricio explica que o mesmo pode ser considerado um modo de tradução audiovisual intersemiótica (do visual para o verbal), que é narrado pela voz de um audiodescritor, profissional que executa a descrição com máximo de detalhes de tudo o que acontece na coreografia, sem os quais uma pessoa com deficiência visual não compreenderia com autonomia o espetáculo na íntegra.

Sobre o espetáculo

O projeto “por+vir” é um espetáculo que traz uma diversidade de pontos de vistas sobre a dança contemporânea em uma única peça artística, que reúne nove coreógrafos distintos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. Nele, o público pode perceber diferentes modos de expressão da linguagem da dança contemporânea. O projeto também oferece oficinas de dança contemporânea e processo de criação. Além de diálogos com a plateia após as apresentações. Atividades: quatro apresentações do espetáculo “por+vir”, quatro diálogos com a plateia e duas oficinas sobre coreografia. Dias: 30/03 a 02/04, às 19h.

Agenda

Espetáculo “por+vir”

Data: 30/03/2017 a 02/04/2017

Data da sessão com audiodescrição: 31/03/17 (sexta-feira)

Horário: 19h15

Horário da Bilheteria: a partir das 9h do dia de cada apresentação

Local: Caixa Cultural São Paulo

Classificação: 14 anos

Audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Entrada franca

IV Mostra Petrobras Premmia de Teatro tem espetáculos contendo o recurso acessível de audiodescrição

O recurso estará disponível nas sessões dos oito espetáculos da programação, com o padrão de qualidade dos projetos assinados pela Iguale; a mostra acontecerá de fevereiro a julho

São Paulo, 9 de fevereiro de 2017 – O público com deficiência visual que aprecia espetáculos teatrais, principalmente quando os mesmos têm recursos de acessibilidade, não pode perder a IV Mostra Petrobras Premmia de Teatro, que acontece entre fevereiro e julho, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Com os recursos de audiodescrição produzidos pela Iguale Comunicação de Acessibilidade, os espetáculos proporcionarão mais autonomia aos espectadores que, por sua vez, terão melhor entendimento do conteúdo não verbal de cada uma das peças em cartaz.

Fazem parte da Mostra espetáculos de qualidade, produzidos por companhias, grupos e produtores independentes, que circularam pelos mais variados pontos do país, durante o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016. Segundo os realizadores, a Mostra, cuja realização se dá em parceria com o Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer e o Itaú Cultural, contará com oito espetáculos, que levarão ao público um painel da produção teatral contemporânea a preços populares, com ingressos a R$ 20, e apresentações aos sábados e domingos.

As peças que serão exibidas na IV Mostra Petrobras Premmia de Teatro, contendo o recurso de audiodescrição realizado pela Iguale são: O Duelo, Rádio Variété, Trágica.3, Conselho de Classe, Vianinha conta o Último Combate do Homens Comum, Contrações, BR TRANS e Nós Sempre Teremos Paris. No elenco destes espetáculos, estão nomes como Camila Pitanga, Denise Del Vecchio, Leticia Sabatella, Debora Falabella e Françoise Forton.

Como explica o diretor da Iguale, Mauricio Santana, em um espetáculo teatral, a audiodescrição, que pode ser considerada um modo de tradução audiovisual intersemiótica (do visual para o verbal), narra através ou pela voz de um audiodescritor, o máximo de detalhes de tudo o que acontece nos atos, sem os quais uma pessoa com deficiência visual não compreenderia com autonomia o espetáculo.

Mauricio revela ainda que a audiodescrição interage de acordo com os espaços oferecidos entre os diálogos dos personagens, respeitando o roteiro original, as intenções de pausas, ruídos sonoros e trilhas. “É um recurso que promove acesso e autonomia às pessoas com deficiência visual”, completa.

 Programação geral e elenco da Mostra

11 e 12 de Fevereiro – O Duelo

Com Camila Pitanga, Aury Porto, Carol Badra e elenco, direção Georgette Fadel

 18 e 19 de Fevereiro – Rádio Variété

Com Fernando Sampaio, Fernando Paz e Felipe Bregantim, direção Fernando Sampaio

25 e 26 de Março – Trágica.3

Com Denise Del Vecchio, Leticia Sabatella, Miwa Yanagizawa, Fernando Alves Pinto e Marcelo H., direção Guilherme Leme

22, 23 de Abril – Conselho de Classe

Com Leonardo Netto, Marcelo Olinto, Lourival Prudêncio, João Rodrigo Ostrower, Thierry Trémouroux, Cesar Augusto, direção Bel Garcia e Susana Ribeiro

27, 28 de Maio – Vianinha conta o Último Combate do Homens Comum

Com Isío Ghelmam, Ana Barrosos e Ana Veloso e elenco, direção Aderbal Freire-Filho

17 e 18 de Junho – Contrações

Com Debora Falabella e Yara de Novaes, direção de Grace Passô

24 e 25 de Junho – BR TRANS

Com Silverio Pereira, direção Jezebel De Carli

01 e 02 de Julho – Nós Sempre Teremos Paris

Com Françoise Forton e Mauricio Baduh, texto de Artur Xexéu, direção de Jacqueline Laurence

Mais informações: www.mostradeteatro.com.br

Diretor da Iguale ministra palestra no I Simpósio Audiovisual da Unimep

São Paulo, 9 de agosto de 2016 – A Universidade Metodista de Piracicaba – Unimep realiza nos dias 16 e 17 de agosto o I Simpósio Audiovisual voltado para o seu público interno. Nele, o diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Mauricio Santana, ministrará a palestra “Acessibilidade na Comunicação”, na qual explicará os detalhes da produção de LIBRAS, legendas descritivas, audiodescrição e como se dá essa nova comunicação para pessoas com deficiência.

Mauricio Santana já foi técnico do laboratório de comunicação e posteriormente professor da Unimep, onde ministrou disciplinas na área de produção de rádio, TV e cinema para as turmas de Publicidade e Propaganda e Rádio e TV. Para ele, é sempre uma satisfação retornar a um local onde fez bons amigos e construiu parte da sua carreira profissional. Recentemente, Santana foi professor do curso semipresencial de Especialização em Audiodescrição da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

As inscrições para o Simpósio já estão abertas e vão até o dia 10 de agosto, para os alunos da instituição. A palestra de “Acessibilidade na Comunicação” vai abrir o evento, no dia 16, às 9h30. De acordo com a programação, o Simpósio terá ainda oficinas de fotografia e de maquiagem de horror, e as palestras sobre animação, roteiro e produção de curtas de horror.

Agenda

Palestra Acessibilidade na Comunicação

Palestrante: Mauricio Santana – diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade

Data: 16 de agosto de 2016

Horário: às 9h30

CCSP terá sessões de teatro e cinema com audiodescrição nas comemorações dos seus 34 anos

Em maio, um dos espaços culturais mais tradicionais da capital paulista terá uma programação especial voltada à promoção da acessibilidade; a Iguale fará a produção de recurso inclusivo

São Paulo, maio de 2016 – O Centro Cultural São Paulo – CCSP completa 34 anos em maio e quem ganha é o público, que vai ter uma programação cultural especialíssima, das quais algumas das atrações terão o recurso acessível de audiodescrição produzido pela equipe da Iguale Comunicação de Acessibilidade.

Do dia 13 ao dia 15, de sexta a domingo, a programação do CCSP irá promover a acessibilidade. A intenção dos organizadores, durante este período, é não só criar condições acessíveis para o público com deficiência, mas também gerar discussões sobre o tema, expondo obras e ações artísticas conectadas com essa questão.

Breve descrição da imagem de divulgação - Espetáculo O Inimigo: um militar vestido com macacão cinza, capacete e óculos, está sentado de pernas cruzadas dentro de uma barraca de camping. O soldado segura uma foto de outro militar, que está de óculos e capacete. Ele aponta para a fotografia com os olhos arregalados e a boca aberta. Abaixo da fotografia, está escrito: O inimigo. A barraca é verde, com estampa camuflada e um grande furo no topo. A frente da barraca está aberta e é recoberta com algumas folhas de plástico. (Foto Fernanda Oliveira).

Breve descrição da imagem de divulgação – Espetáculo O Inimigo: um militar vestido com macacão cinza, capacete e óculos, está sentado de pernas cruzadas dentro de uma barraca de camping. O soldado segura uma foto de outro militar, que está de óculos e capacete. Ele aponta para a fotografia com os olhos arregalados e a boca aberta. Abaixo da fotografia, está escrito: O inimigo. A barraca é verde, com estampa camuflada e um grande furo no topo. A frente da barraca está aberta e é recoberta com algumas folhas de plástico. (Foto Fernanda Oliveira).

Como explica Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, o recurso de audiodescrição que estará disponível nas sessões de teatro e cinema, nos dias 14 e 15 de maio, contribuirá para que a pessoa com deficiência visual ouça com o auxílio de um fone de ouvido, detalhes que não são perceptíveis apenas através das falas dos personagens, mas sim devidamente descritas por um profissional especializado, o audiodescritor.

“De formato sonoro, a audiodescrição descreve todas as informações visuais de uma obra audiovisual, um impresso, uma fotografia, ou de outras manifestações culturais, como dança e teatro; transformando texto em som, detalhando conteúdos, expressões e gestos, além de cenário, figurino e outros acontecimentos de uma cena, por exemplo”, completa Mauricio.

As obras que fazem parte da programação cultural do CCSP e que receberão o recurso da Iguale serão todas roteirizadas e antes de serem apresentadas ao público passarão pela revisão de um consultor cognitivo com deficiência visual. De acordo com o diretor da Iguale, este cuidado é considerado como uma etapa muito importante dentro do processo de produção do recurso.

Breve descrição da imagem de divulgação - Espetáculo Os Médios: uma mulher branca e gorda (Maura Hayas) e um homem negro (Réggis Silva) estão sentados a frente de uma cozinha. Ambos sorriem sem jeito, enquanto seguram suas facas ao lado do corpo. A faca dele é pequena e a dela é enorme. O tronco da mulher é muito grande em relação às pernas, braços e cabeça. O homem é maltrapilho e sujo. Seus cabelos são castanhos e desgrenhados. (Foto Leekyung Kim).

Breve descrição da imagem de divulgação – Espetáculo Os Médios: uma mulher branca e gorda (Maura Hayas) e um homem negro (Réggis Silva) estão sentados a frente de uma cozinha. Ambos sorriem sem jeito, enquanto seguram suas facas ao lado do corpo. A faca dele é pequena e a dela é enorme. O tronco da mulher é muito grande em relação às pernas, braços e cabeça. O homem é maltrapilho e sujo. Seus cabelos são castanhos e desgrenhados. (Foto Leekyung Kim).

As sessões com audiodescrição serão para o espetáculo infantil “O Inimigo” e para o adulto “Os médios”. Já o filme com o recurso acessível será “Hoje eu quero voltar sozinho”. A entrada é gratuita para as sessões do espetáculo infantil e para a sessão de sábado do espetáculo adulto, para o qual cerca de 50 ingressos foram disponibilizados para o público com deficiência. Já para a sessão de domingo da peça “Os Médios”, os ingressos sairão R$ 20 inteira e R$ 10 meia-entrada. Nas sessões do filme será cobrado R$ 1 na retirada do ingresso, como “taxa de manutenção”. Informações: www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 11 3397-4058.

Sobre os espetáculos

O inimigo – A República Ativa de Teatro apresenta uma adaptação da obra de Davide Cali, O inimigo. Em meio a uma guerra, em algum lugar que poderia ser um deserto, há dois buracos. Nos buracos, dois soldados. Eles são inimigos. Sem poder sair do lugar, eles são obrigados a conviver com o perigo, que está ao lado. Mas será que ele é tão perigoso assim? Será que tudo aquilo que contaram é verdade? De maneira lúdica e divertida, esses soldados vão se surpreender com o que está do outro lado do front. Para dar vida a esses personagens, a encenação optou por apresentá-los com um tom cômico e patético, enaltecendo a situação e promovendo uma reflexão sobre as razões e consequências de uma guerra. Quem é o malvado da história? E o mocinho? Fugindo da simplificação bem versus mal, o espetáculo evidencia a complexidade da questão, na qual não há vencedores. Com: República Ativa de Teatro. Texto: Davide Cali. Adaptação: Leandro Ivo e Vivi Gonçalves. Direção: Val Pires. Elenco: Leandro Ivo e Thiago Ubaldo. 50 min. Livre.

Os Médios – Três histórias com pessoas comuns habitam um mesmo universo. Duas brasileiras fazem strip-tease em Amsterdã para sobreviver. A falta de dinheiro, o frio e a saudade permeiam a relação delas. Uma mulher sozinha faz uma sopa quando um morador de rua bate à sua porta pedindo comida, o que colocará à prova sua compaixão e o que acredita ser. Lola é a irmã que cuida de Lilo, um homem que vive como vegetal numa cadeira de rodas. O diálogo imaginário entre os dois revela a contradição entre fardo e amor. Texto e direção: Michelle Ferreira. Elenco: Flávia Strongolli, Maura Hayas, Réggis Silva, Victor Bittow e Martina Gallarza. 80min.14 anos.

PROGRAMAÇÃO – dia 14 de maio

Espetáculo O Inimigo (teatro infantil) Sala Jardel Filho – (321 lugares).

Horário: das 16h às 17h – 60 (sessenta) minutos

Sessão de Cinema – Filme “Hoje eu quero voltar sozinho” – Sala Lima Barreto
Horário: das 17h às 19h – 120 (cento e vinte) minutos

Espetáculo Os Médios – Sala Jardel Filho – (321 lugares).

Horário: das 21h às 22h30 – 90 (noventa) minutos

PROGRAMAÇÃO – dia 15 de maio

Espetáculo O Inimigo (teatro infantil) Sala Jardel Filho
Horário: das 16h às 17h – 60 (sessenta) minutos

Sessão de Cinema – Filme “Hoje eu quero voltar sozinho” – Sala Lima Barreto
Horário: das 17h às 19h – 120 (cento e vinte) minutos

Espetáculo Os Médios – Sala Jardel Filho
Horário: das 20h às 21h30 – 90 (noventa) minutos

Breve descrição da imagem de divulgação – Espetáculo O Inimigo: um militar vestido com macacão cinza, capacete e óculos, está sentado de pernas cruzadas dentro de uma barraca de camping. O soldado segura uma foto de outro militar, que está de óculos e capacete. Ele aponta para a fotografia com os olhos arregalados e a boca aberta. Abaixo da fotografia, está escrito: O inimigo. A barraca é verde, com estampa camuflada e um grande furo no topo. A frente da barraca está aberta e é recoberta com algumas folhas de plástico. (Foto Fernanda Oliveira).

Breve descrição da imagem de divulgação – Espetáculo Os Médios: uma mulher branca e gorda (Maura Hayas) e um homem negro (Réggis Silva) estão sentados a frente de uma cozinha. Ambos sorriem sem jeito, enquanto seguram suas facas ao lado do corpo. A faca dele é pequena e a dela é enorme. O tronco da mulher é muito grande em relação às pernas, braços e cabeça. O homem é maltrapilho e sujo. Seus cabelos são castanhos e desgrenhados. (Foto Leekyung Kim).

Sobre a Iguale Comunicação de Acessibilidade

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a primeira empresa do Brasil criada para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. Fundada em 2008, em São Paulo, pelo publicitário, professor universitário e empresário Mauricio Santana, a empresa é precursora do conceito de comunicação de acessibilidade no país. Entre os recursos que a empresa disponibiliza ao mercado estão a audiodescrição, as legendas descritivas (closed caption e open caption), LIBRAS, voice over, acessibilidade web, o app MovieReading e participação efetiva em projetos acessíveis.

Mais informações

Liliana Liberato – assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de Acessibilidade

imprensa@iguale.com.br

(11) 9 7999-2802

Maurício Santana ministra oficina sobre audiodescrição no II Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco

24 de setembro de 2015 – No próximo sábado, dia 26 de setembro, Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, ministra a oficina “Produção e recursos técnicos para a audiodescrição gravada”, no II Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco, que acontece na capital, Recife.

Promovido pela VouVer Acessibilidade, o evento realizado em comemoração ao Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, tem como objetivo vivenciar, discutir, experimentar e refletir sobre a aplicabilidade dos recursos de acessibilidade comunicacional. Este ano, o tema principal do evento é “O Espectador em Questão”.

Mauricio Santana é um dos precursores da audiodescrição no Brasil, e sobre este tema tem muito a contribuir ao dividir seu conhecimento e experiência para com os participantes do II Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco. A intenção é mostrar como a Iguale tem trabalhado a audiodescrição em diferentes projetos, para clientes de perfis distintos.

Para Santana, é uma grande satisfação participar desta iniciativa da VouVer Acessibilidade, pois são eventos como este, que reúnem especialistas, estudiosos e o público em geral, que contribuem não só para com a reflexão sobre o tema Comunicação de Acessibilidade, mas também com a inserção da mesma na sociedade.

A audiodescrição é um recurso acessível, de formato sonoro, responsável por descrever, por intermédio de um profissional denominado audiodescritor, todas as informações visuais de uma obra audiovisual, um impresso, uma fotografia ou outras manifestações culturais e comunicacionais; transformando texto impresso em sonoro, detalhando conteúdos, expressões e gestos, além de cenário, figurino e outros acontecimentos de uma cena, por exemplo.

Agenda:

O que: II Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco

Onde: Caixa Cultural Recife

Quando: de 18 a 26 de setembro.

Realização: VouVer Acessibilidade

Participação: Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, dia 26 de setembro, com a oficina “Produção e recursos técnicos para a audiodescrição gravada”

Mais informações: http://zip.net/btr3zz

Diretor da Iguale participa de Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

“Tecnologia Assistiva nos Serviços ao Público” é o tema central desta 5ª edição; Santana participará da mesa sobre ‘Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento’

São Paulo, 25 de julho de 2013 – De 31 de julho a 2 de agosto acontece no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo, o 5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência, e o diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Mauricio Santana, é um dos convidados da mesa “Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento”. Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o evento incide simultaneamente à Reabilitação – Feira + Fórum.

Com a temática “Tecnologia Assistiva nos Serviços ao Público”, o encontro discute a importância da aplicação desta área do conhecimento em todos os setores da sociedade, no que tange aos espaços, produtos e serviços ofertados à população. Segundo a programação, o evento é composto por Seminário Internacional e Exposição de Inovação em Tecnologias Assistivas que reúne palestrantes e expositores de diversos países e do Brasil. O encontro também conta com a presença de profissionais de saúde, órgãos governamentais, empresas, entidades da sociedade civil e pessoas com deficiência e familiares.

A participação do diretor da Iguale ocorre na quinta-feira, dia 1º de agosto, na mesa das 15h30, com o tema “Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento”. Neste momento, Santana e demais convidados falarão sobre os recursos tecnológicos de acessibilidade disponíveis para a comunicação inclusiva na televisão, rádio, cinema e internet; e como são aplicados em peças de teatro, museus, shows, competições esportivas e eventos em geral. Além de explanarem sobre o que determina a legislação brasileira.

Para Santana, o encontro é um momento importante para todos os envolvidos com o tema, nas suas mais diferentes vertentes. Ele reúne especialistas e interessados para troca de informações que contribuem para a reflexão e debates acerca dos temas relacionados à acessibilidade. Especialmente nesta edição, ao falar sobre tecnologia assistiva nas telecomunicações, mídia e entretenimento, a intenção é contribuir com esclarecimentos relacionados à aplicação dos recursos e soluções inovadoras em espaços, públicos ou privados, para garantir o acesso, o direito à informação e à inclusão da pessoa com deficiência.

Sobre o Encontro
Desde sua criação, em 2009, o encontro tem representado um importante local de discussão sobre o universo das tecnologias, fomentando o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor, buscando multiplicar os canais de informação sobre produtos assistivos e estimular a pesquisa e inovação. Também é voltado à geração de subsídios à elaboração de estratégias e políticas públicas que visem à igualdade de oportunidades, em uma proposta de construção de uma sociedade inclusiva, na qual a deficiência é minimizada e o exercício da cidadania é assegurado pelas facilidades e inovações tecnológicas.

Agenda:
5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação
Período de realização: de 31 de julho a 2 de agosto de 2013
Horários: dia 31 de julho – 10h – 1 e 2 de agosto – 9h.
Local: Centro de Convenções Anhembi – São Paulo.
Mesa com o diretor da Iguale: Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento.
Dia e Horário: 1º de agosto, às 15h30.
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Pq. Anhembi – Santana – SP.
Informações: http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br
Programação: http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/programacao.php
Inscrições: http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/inscricao.php

Chega de shhh! A acessibilidade vai muito além de rampas

Existem recursos que podem garantir o direito ao acesso a informação, cultura e lazer com autonomia, mas a oferta ainda é pequena

por Xandra Stefanel publicado 19/07/2013 12:01
JR. PANELA/RBA
O que os olhos não veem

Celso Nóbrega: “É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa”

Na maioria das vezes que Celso Nóbrega vai ao ci­nema, em Fortaleza, é re­preendido pelos outros espectadores. Cego desde que nasceu, há 28 anos, ele não consegue entender um filme inteiro sem que alguém lhe explique as cenas que não têm como ser compreendidas apenas pelos diálogos entre os atores.

“Eu vou ao cinema porque gosto muito e tenho pessoas da família, namorada e amigos que me ajudam a entender informações que só os olhos podem captar. É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa o que está acontecendo, e isso atrapalha. Quem está ao lado não compreende e fica fazendo ‘shhhhh’, manda calar a boca”, desabafa o jornalista, publicitário e mestrando em Linguística Aplicada na Universidade Estadual do Ceará.

Segundo o último Censo do IBGE, dos mais de 45,5 milhões de pessoas que declararam ter pelo menos uma deficiência, 35,8 milhões não enxergam ou têm dificuldade para enxergar. E outros 9,7 milhões têm algum grau de deficiência auditiva. Como essas pessoas fazem para ter acesso a filmes, peças teatrais, exposições e outros eventos culturais?

Há pouco mais de uma década, começaram a surgir no Brasil recursos tecnológicos como audiodescrição e legendagem de som para possibilitar maior autonomia às pessoas com deficiência visual e auditiva. Mas tais recursos ainda estão longe de alcançar a popularidade.
A audiodescrição é uma espécie de tradução das cenas em palavras, uma narração detalhada que a pessoa com deficiência visual recebe por meio de um fone de ouvido: cenário, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e expressões faciais e corporais dos atores são explicados entre os diálogos.

Já a legendagem de som descreve, na tela, os sons para as pessoas com deficiência auditiva. Sem esses recursos, um cego não compreende, por exemplo, uma cena sem falas nem ruídos, e um surdo não tem condições de assimilar informações sonoras que não aparecem nas legendas convencionais.

Sensibilização

A bancária e tradutora aposentada Sônia Maria Ramires de Almeida, de 65 anos, descobriu aos 22 que sofre de otosclerose, doença genética que provoca a perda progressiva da audição. A partir de então, passou a usar aparelhos que têm como função ampliar os sons. Por esse motivo, ir ao cinema e ao teatro, por exemplo, é praticamente impossível.

“Em teatro e cinema o problema surge a partir da péssima acústica de muitas salas. Existe um eco, uma reverberação que as pessoas que ouvem normalmente conseguem ‘apagar’. No caso de quem usa aparelhos auditivos, o aparelho capta todo o som ambiente, ruídos de gente caminhando, se movendo nas poltronas, abrindo embalagem de chocolate, cochichando etc. Por isso, fica difícil entender as falas e a história,” lamenta Sônia, reforçando que existe uma enorme diversidade na surdez, assim como soluções específicas para a acessibilidade de cada grupo.

“Por que eu vou pagar o ingresso inteiro no cinema para assistir a meio filme? Minha compreensão de um filme sem audiodescrição é 50% menor. Se o filme for em inglês e eu não souber falar inglês, também não consigo ler legenda… Então, para que eu vou ao cinema ou ao teatro? Por isso participar dessas coisas nunca fez parte do dia a dia das pessoas cegas. Agora começa a existir possibilidade”, afirma Paulo Romeu, de 55 anos, militante pela acessibilidade das pessoas com deficiência.

Ele deixou de frequentar cinemas e teatros aos 22, quando perdeu completamente a visão em um acidente automobilístico. Depois se formou na área de Tecnologia da Informação e participou de grupos de trabalho para a implementação de recursos acessíveis na televisão e nos caixas eletrônicos. Percebeu possibilidades de pessoas­ como ele alcançarem maior autonomia não só nos espaços culturais, mas também em casa, ao ver televisão.

Em 2006, Paulo participou da elaboração da Portaria 310, que define normas de acessibilidade para pessoas com deficiência na programação das televisões. A portaria do Ministério das Comunicações previa legendagem de som e interpretação na linguagem de sinais (Libras) para surdos e audiodescrição para cegos. No início, a audiodescrição deveria ser oferecida duas horas por dia nas emissoras de televisão, chegando, em dez anos, a 100% da programação. Mas acabou se limitando a, inicialmente, duas horas por semana, chegando a 20 em dez anos. Como parte dessa progressão, no último 1º de julho passou a ser obrigatório, para as emissoras de TV abertas brasileiras, oferecer quatro horas semanais de programação audiodescrita.

Apesar de a acessibilidade para cegos e surdos ainda não ser regra na TV, mesmo que timidamente já chegou a outros espaços culturais. “Para as emissoras, para as quais existia a obrigação legal, houve uma resistência enorme. Já para cinema, teatro, seminários, palestras, em que não existe nenhuma lei que obrigue a audiodescrição até o momento, já temos pessoas fazendo espontaneamente”, compara Paulo Romeu. “Há uma sensibilização. O produtor de teatro que resolveu fazer uma exibição com audiodescrição vê aquela quantidade de pessoas sentadas na plateia usando o fone de ouvido, rindo e chorando junto com os outros durante a peça.”

Adaptação

Segundo o Censo 2010, dos 5.565 municípios brasileiros apenas 829 têm alguma legislação no que se refere à adaptação de espaços culturais, artísticos e desportivos para facilitar o ingresso, locomoção e acomodação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. E isso não significa que essas cidades possuem legislação voltada para aqueles que têm deficiência visual ou auditiva. Na maioria das vezes, quando se menciona a acessibilidade nesse tipo de espaço, pensa-se prioritariamente em rampas.

Mesmo assim, museus como o do Futebol e a Pinacoteca do Estado, em São Paulo, e o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, além de galerias ou exposições pontuais, já fazem parte do roteiro cultural de muitas pessoas com deficiência visual ou auditiva. O Teatro Carlos Gomes, por exemplo, ofereceu 24 apresentações acessíveis de março de 2012 a abril deste ano, com cerca de 50 pessoas com deficiência por sessão, segundo a assessoria de imprensa.

É para esse tipo de atividade que o grupo Terra São Paulo promove passeios. O programa é definido de acordo com a oferta de eventos, mas, em geral, são saídas de quatro horas para visitar exposições, ver peças teatrais e filmes. Cada pessoa com deficiência é acompanhada por um voluntário que dispõe de todos os sentidos. “A ideia é que haja uma grande troca. Do mesmo modo que um voluntário tem coisas a apresentar para uma pessoa com deficiência, este também tem muito a contar para o voluntário”, diz Ricardo Panelli, criador do grupo.

“Para você ser um cidadão completo, não basta só trabalhar e ir embora para casa. Pessoas com deficiência têm acesso muito restrito para participar efetivamente da sociedade. Nosso objetivo é de contribuir e facilitar o acesso a esses eventos.”

Um dos passeios que o grupo organizou foi ao Festival Melhores Filmes, promovido em abril pelo CineSesc. Tradicional em São Paulo desde 1974, o evento passou a ter audiodescrição e open caption, a legendagem, em 2010. Na edição de 2013, todos os 40 filmes exibidos em mais de 100 sessões contaram com audiodescritores fazendo as narrações ao vivo.

O diretor da empresa que promoveu os serviços ao festival, Mauricio Santana, afirma que o profissional da audiodescrição deve ter amplo entendimento sobre a deficiência visual. “O audiodescritor vem da área de comunicação, letras, tradução e afins. Ele tem de ter percepção e sensibilidade diferenciadas, conhecer a linguagem do cinema, ter facilidade de improvisação, repertório e vocabulário amplos. Principalmente quando está roteirizando, se colocar no lugar da pessoa com deficiência para narrar o que é fundamental para o entendimento.”

Segundo Santana, o custo médio da audiodescrição para um filme de 120 minutos, por exemplo, é de R$ 3 mil a R$ 4 mil, o que engloba o processo de roteirização, revisão, consultoria de uma pessoa com deficiência, produção de estúdio, o trabalho do audiodescritor-ator e a finalização.

Usuário do recurso, Paulo Romeu questiona por que não haver mais oferta desses serviços de acessibilidade: “O que significa o custo da audiodescrição no orçamento de um filme? E em comparação com o que uma rede de TV paga de direitos autorais para os filmes que ela apresenta?” Quem não vê ou ouve acha que há um enorme valor. “Significa autonomia. A primeira vez que vi um filme com audiodescrição, coloquei o DVD e não precisei pedir a ninguém que acessasse o menu por mim.

Depois de tantos anos, me senti gente”, diz. Christine Villa, responsável pela programação do CineSesc, afirma que não há previsão para tornar toda a programação do cinema acessível. “Nossa intenção é democratizar as sessões e o nosso espaço e tornarmos o festival totalmente acessível. O Sesc percebeu que existe uma demanda de público que necessita desses recursos. A edição de 2013 apresentou um aumento significativo desses espectadores. Ainda é complicado expandirmos o serviço para toda a programação. Mas entendemos o Festival Melhores Filmes como um primeiro passo.”

Fora do eixo Rio-São Paulo, no entanto, a oferta de eventos culturais com recursos acessíveis é bem menor. É o caso de Fortaleza, segundo Vera Lúcia Santiago, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e em Linguística da Universidade Estadual do Ceará. Vera observa que a maioria dos produtores culturais não se preocupa em tornar seus produtos acessíveis, embora o Brasil disponha de profissionais altamente qualificados, que acabam encontrando dificuldade em conseguir trabalho e migrando para outras profissões.

“Já formei muitos alunos comprometidos com a audiodescrição, com a pesquisa e a acessibilidade. Fiz várias ações aqui no teatro, no cinema, no DVD, em exposições, espetáculos de dança. Os produtores se sensibilizaram, mas agora não querem pagar pelo serviço”, critica. “Uma maneira de resolver isso seria o governo colocar como contrapartida dos financiamentos de projetos culturais que os agraciados em editais tornassem seus produtos acessíveis”, sugere a professora.

Na opinião de Eduardo Cardoso, do Núcleo Interdisciplinar para Cultura Acessível da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falta uma efetiva implementação das políticas públicas de inclusão existentes, já que o Brasil tem uma enorme legislação a respeito da acessibilidade. “Especificamente no caso das políticas de cultura acessível, a gente tem algumas iniciativas, mas há muito a ser feito ainda, principalmente no que se refere à maneira que serão postas em prática. É através de políticas que a gente começa a planejar o que é possível, viável e esperado.”

Fonte: Revista do Brasil – Número 85, Julho 2013

http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/85/chega-de-shhhhh-6717.html