Arquivo da tag: legendas acessíveis

Semana Inclusiva: Iguale faz legendas Open Caption para filme ‘Pelo Malo’ em cartaz no Sesc Santo Amaro

Dezembro de 2015 – O filme Pelo Malo, em cartaz nesta quarta-feira, dia 2 de dezembro, no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, será exibido com legendas Open Caption produzidas pela Iguale Comunicação de Acessibilidade. A sessão de cinema acessível faz parte da Semana Inclusiva do Sesc São Paulo – evento integrante da Virada Inclusiva promovida pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo (SEDPcD).

 Semana Inclusiva

A Semana Inclusiva, que acontece de 1 a 6 de dezembro, reúne uma série de atividades que incentivam o protagonismo das pessoas com deficiência, criando condições para sua inclusão em todos os aspectos – cultural, esportivo, educativo e cidadão. O evento contará com oficinas, espetáculos, atividades esportivas, palestras e vivências, dentre outras atividades, para participação conjunta de pessoas com e sem deficiência nas unidades do Sesc na capital, no interior e no litoral do Estado de São Paulo.

Sinopse

Junior é um menino de nove anos que tem “cabelo ruim”. Ele quer alisá-lo para sua foto no álbum de formatura para ficar parecido com um cantor famoso. Isso o faz entrar em conflito com a mãe, Marta. Quanto mais Júnior tenta melhorar o visual pelo amor da mãe, mais ela o rejeita. Até que ele é encurralado, cara a cara, com uma decisão dolorosa. Vencedor da Concha de Ouro de Melhor Filme no Festival de San Sebastião (Espanha).

Ficha técnica

Direção: Mariana Rondón

Duração: 95 min

Legenda em Português – Espanha, 2013

Recurso acessível de Open Caption: Iguale Comunicação de Acessibilidade

Agenda:

Filme: Pelo Malo

Local: Teatro Sesc Santo Amaro (1º andar)

Data: 2 de dezembro de 2015 (quarta-feira)

Horário: 19h

Endereço: Rua Amador Bueno, 541-559, Santo Amaro – São Paulo –SP.

 

 

Homenagem da Iguale ao Dia Nacional da Surdez

Descrição do vídeo: o intérprete de LIBRAS, Rimar Segala, está em frente a um fundo preto e sinaliza o texto falado, junto à exibição sincronizada das legendas descritivas. Ele é magro, tem a pele branca, olhos castanhos e o cabelo bem curto. O logotipo da Iguale Comunicação de Acessibilidade está no canto superior direito da tela: formado pela palavra “Iguale” escrita dentro de um círculo de linha fina.

Filme ‘Mulheres no Poder’ estreia com recursos de acessibilidade através ao app MovieReading

O aplicativo, lançado no Brasil pela Iguale, permite a inserção dos recursos de acessibilidade às produções audiovisuais beneficiando pessoas com deficiência intelectual, visual e auditiva

25 de agosto de 2015 – Nesta terça-feira acontece em Brasília a pré-estreia do filme Mulheres no Poder que terá os recursos inclusivos de audiodescrição, legendas e de LIBRAS disponíveis por meio do aplicativo MovieReading.

Segundo os organizadores, pessoas com todos os tipos de deficiência estão convidadas a participar da pré-estreia que acontecerá às 21h em duas salas do shopping Iguatemi Brasília. É fundamental fazer a reserva com antecedência, por isso os interessados devem solicitar o convite pelo e-mail lavoroprod@hotmail.com.

Em parceria com a Lavoro Produções, a Iguale Comunicação de Acessibilidade é a responsável pela produção e aplicação dos recursos de acessibilidade no app MovieReading. Como explica Mauricio Santana, diretor da Iguale, o download do aplicativo é gratuito para IOS e Android. Depois de instalado no celular ou tablet é só o usuário baixar o arquivo referente ao recurso que necessitar para assistir ao filme em tempo real ao exibido na tela do cinema.

Descrição do cartaz (divulgação): foto de pernas femininas vistas de costas em primeiro plano, ao fundo vê-se o prédio do Congresso Nacional.

Descrição do cartaz (divulgação): foto de pernas femininas vistas de costas em primeiro plano, ao fundo vê-se o prédio do Congresso Nacional.

Para usar o app com o recurso da audiodescrição, é necessário ter fones de ouvido conectados ao seu dispositivo mobile. O MovieReading consegue sincronizar os arquivos de acessibilidade com o som do filme em exibição através do reconhecimento do áudio, portanto uma dica é tomar cuidado para não obstruir a captação do microfone de seu celular ou tablet. Este microfone é o mesmo que transmite sua voz para outra pessoa quando está numa ligação telefônica. O app poderá ser experimentado em todas as salas de cinema onde o filme estiver em cartaz. A Iguale é a responsável no Brasil e na América Latina pelo aplicativo MovieReading.

Sobre o Filme

Apostando no riso como uma forma de manifestar indignação, a comédia Mulheres no Poder, longa-metragem escrito e dirigido por Gustavo Acioli, narra uma manobra montada pela senadora Maria Pilar (Dira Paes) e pela ministra Ivone Feitosa (Stella Miranda) para fraudar uma concorrência pública. O lobby das duas políticas começa a enfrentar dificuldades quando as assessoras de ambas as autoridades decidem montar um esquema próprio, alheio às intenções de suas empregadoras.

Maria Pilar é uma jovem e carismática senadora, reverenciada em sua terra natal. Em meio à vida palaciana de Brasília, ela articula seus esquemas com charme e bom humor. Características muito diferentes das que compõem a personalidade da ministra Ivone Feitosa. Mais experiente e habituada com os traquejos da política, Ivone delega muitas responsabilidades à sua assessora. É a partir da tramoia elaborada por Ivone e Pilar para burlar a licitação do projeto “Brasil Brasileira” que os meandros da corrupção começam a ser revelados de maneira divertida.

Elenco

Dira Paes (Senadora Maria Pilar)

Stella Miranda (Ministra Ivone Feitosa)

Milena Contrucci Jamel (Madalena)

Gabrielle Lopez (Laila)

João Velho (George)

Paulo Tiefenthaler (Stefan)

Susana Ribeiro (Virgínia Baby)

Roberto Maia (Alberto Baby)

Participações especiais

Totia Meireles

Rogéria

Chica Xavier

Elisa Lucinda

Graciela Pozzobon

Camilo Bevilacqua

Ficha Técnica

Escrito e Dirigido por Gustavo Acioli

Produção: Lavoro Produções

Produtora: Lara Pozzobon

Produção Executiva: Lara Pozzobon Luiz Alberto Gentile

Direção de Fotografia: Pablo Baião e Pablo Hoffmann

Direção de Arte: Elsa Romero e Júlia Pina

Figurino: João De Freitas Henriques

Maquiagem: Evelyn Barbieri

Montagem: Luiz Guimarães De Castro

Desenho de Som e Mixagem: Ricardo Cutz

Som Direto: Rodrigo Maia

Trilha Sonora: Lucas Marcier e Fabiano Krieger

Direção de Produção: Ciça Bertoche

Produção Brasília: Cor Filmes

Pós-Produção de Imagem: Afinal Filmes

Abertura e Créditos Finais: Bruno Ribeiro

Coprodução: Afinal Filmes e Canal Brasil

Distribuição: Downtown Filmes e Paris Filmes

Patrocínio: Petrobrás, Klabin, Inagro, Barudan e Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

MovieReading (acessibilidade): Iguale Comunicação de Acessibilidade

Descrição do cartaz (divulgação): foto de pernas femininas vistas de costas em primeiro plano, ao fundo vê-se o prédio do Congresso Nacional.

Iguale faz audiodescrição e legendas Open Caption para ‘Mostra Cinema Acessível para Todos’ do 23º Cine Ceará

O festival criou a mostra com recursos acessíveis para permitir maior compreensão do público com deficiência visual e auditiva; o evento ocorreu no início de setembro

 Parte integrante do 23º Festival Ibero-Americano de Cinema, também conhecido como Cine Ceará, a ‘Mostra Cinema Acessível para Todos’, realizada no dia 13 de setembro, no Centro Cultural Caixa, na Praia de Iracema, em Fortaleza, contou com o trabalho de audiodescrição e legendas Open Caption da Iguale Comunicação de Acessibilidade na exibição do filme Meu Pé de Laranja Lima; do diretor Marcos Bernstein, com João Guilherme Ávila, José de Abreu, Caco Ciocler e Emiliano Queiroz.

 Como explica Patrícia Baia, da Corte Secos Filmes e responsável pelo Festival, o evento é composto por algumas sessões chamadas de Mostras Sociais, voltadas para um público específico como O Primeiro Filme A gente Nunca Esquece, para o infantil; Melhor Idade (idosos) e Mostra Acessível Cinema para Todos (pessoas com deficiência auditiva e visual).

 A mostra para a pessoa com deficiência auditiva e visual surgiu há três anos e por reivindicação de um grupo que faz trabalhos voltados a esse público em Fortaleza. Atendendo ao pedido, os recursos acessíveis foram incluídos na programação, mas a ideia é que futuramente todos os filmes do festival tenham legendas open caption e audiodescrição.

 Patrícia conta que o trabalho da Iguale foi indicado como referência em comunicação de acessibilidade, que ficou responsável pela elaboração dos recursos de audiodescrição e legendas Open Caption para o filme Meu Pé de Laranja Lima.

 “Em 2012 fizemos três curtas e este ano escolhemos um longa. O nosso público é composto de estudantes e integrantes de entidades que assistem pessoas com deficiência visual e auditiva. Este ano foram duas (manhã e tarde)”, comenta Patrícia.

 A audiodescrição é um recurso que tem como base a tradução audiovisual intersemiótica, do visual para o verbal, transformando imagens dinâmicas ou estativas em uma descrição sonora, isenta de julgamento de valores e com o máximo de detalhes possíveis, relatando de forma harmônica, toda e qualquer informação visual de cenas de uma obra audiovisual. Já as legendas Open Caption são produzidas em conformidade aos conceitos e padrões do closed caption, como os das TVs. No entanto, são exibidas de forma aberta para o público.

 Clique o link a seguir e assista a um trecho do filme exibido na ‘Mostra Cinema Acessível para Todos’, do Cine Ceará: Meu Pé de Laranja Lima

Chega de shhh! A acessibilidade vai muito além de rampas

Existem recursos que podem garantir o direito ao acesso a informação, cultura e lazer com autonomia, mas a oferta ainda é pequena

por Xandra Stefanel publicado 19/07/2013 12:01
JR. PANELA/RBA
O que os olhos não veem

Celso Nóbrega: “É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa”

Na maioria das vezes que Celso Nóbrega vai ao ci­nema, em Fortaleza, é re­preendido pelos outros espectadores. Cego desde que nasceu, há 28 anos, ele não consegue entender um filme inteiro sem que alguém lhe explique as cenas que não têm como ser compreendidas apenas pelos diálogos entre os atores.

“Eu vou ao cinema porque gosto muito e tenho pessoas da família, namorada e amigos que me ajudam a entender informações que só os olhos podem captar. É chato não ter os próprios meios de saber e perceber o que está acontecendo. Durante o filme, tenho de perguntar para a outra pessoa o que está acontecendo, e isso atrapalha. Quem está ao lado não compreende e fica fazendo ‘shhhhh’, manda calar a boca”, desabafa o jornalista, publicitário e mestrando em Linguística Aplicada na Universidade Estadual do Ceará.

Segundo o último Censo do IBGE, dos mais de 45,5 milhões de pessoas que declararam ter pelo menos uma deficiência, 35,8 milhões não enxergam ou têm dificuldade para enxergar. E outros 9,7 milhões têm algum grau de deficiência auditiva. Como essas pessoas fazem para ter acesso a filmes, peças teatrais, exposições e outros eventos culturais?

Há pouco mais de uma década, começaram a surgir no Brasil recursos tecnológicos como audiodescrição e legendagem de som para possibilitar maior autonomia às pessoas com deficiência visual e auditiva. Mas tais recursos ainda estão longe de alcançar a popularidade.
A audiodescrição é uma espécie de tradução das cenas em palavras, uma narração detalhada que a pessoa com deficiência visual recebe por meio de um fone de ouvido: cenário, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e expressões faciais e corporais dos atores são explicados entre os diálogos.

Já a legendagem de som descreve, na tela, os sons para as pessoas com deficiência auditiva. Sem esses recursos, um cego não compreende, por exemplo, uma cena sem falas nem ruídos, e um surdo não tem condições de assimilar informações sonoras que não aparecem nas legendas convencionais.

Sensibilização

A bancária e tradutora aposentada Sônia Maria Ramires de Almeida, de 65 anos, descobriu aos 22 que sofre de otosclerose, doença genética que provoca a perda progressiva da audição. A partir de então, passou a usar aparelhos que têm como função ampliar os sons. Por esse motivo, ir ao cinema e ao teatro, por exemplo, é praticamente impossível.

“Em teatro e cinema o problema surge a partir da péssima acústica de muitas salas. Existe um eco, uma reverberação que as pessoas que ouvem normalmente conseguem ‘apagar’. No caso de quem usa aparelhos auditivos, o aparelho capta todo o som ambiente, ruídos de gente caminhando, se movendo nas poltronas, abrindo embalagem de chocolate, cochichando etc. Por isso, fica difícil entender as falas e a história,” lamenta Sônia, reforçando que existe uma enorme diversidade na surdez, assim como soluções específicas para a acessibilidade de cada grupo.

“Por que eu vou pagar o ingresso inteiro no cinema para assistir a meio filme? Minha compreensão de um filme sem audiodescrição é 50% menor. Se o filme for em inglês e eu não souber falar inglês, também não consigo ler legenda… Então, para que eu vou ao cinema ou ao teatro? Por isso participar dessas coisas nunca fez parte do dia a dia das pessoas cegas. Agora começa a existir possibilidade”, afirma Paulo Romeu, de 55 anos, militante pela acessibilidade das pessoas com deficiência.

Ele deixou de frequentar cinemas e teatros aos 22, quando perdeu completamente a visão em um acidente automobilístico. Depois se formou na área de Tecnologia da Informação e participou de grupos de trabalho para a implementação de recursos acessíveis na televisão e nos caixas eletrônicos. Percebeu possibilidades de pessoas­ como ele alcançarem maior autonomia não só nos espaços culturais, mas também em casa, ao ver televisão.

Em 2006, Paulo participou da elaboração da Portaria 310, que define normas de acessibilidade para pessoas com deficiência na programação das televisões. A portaria do Ministério das Comunicações previa legendagem de som e interpretação na linguagem de sinais (Libras) para surdos e audiodescrição para cegos. No início, a audiodescrição deveria ser oferecida duas horas por dia nas emissoras de televisão, chegando, em dez anos, a 100% da programação. Mas acabou se limitando a, inicialmente, duas horas por semana, chegando a 20 em dez anos. Como parte dessa progressão, no último 1º de julho passou a ser obrigatório, para as emissoras de TV abertas brasileiras, oferecer quatro horas semanais de programação audiodescrita.

Apesar de a acessibilidade para cegos e surdos ainda não ser regra na TV, mesmo que timidamente já chegou a outros espaços culturais. “Para as emissoras, para as quais existia a obrigação legal, houve uma resistência enorme. Já para cinema, teatro, seminários, palestras, em que não existe nenhuma lei que obrigue a audiodescrição até o momento, já temos pessoas fazendo espontaneamente”, compara Paulo Romeu. “Há uma sensibilização. O produtor de teatro que resolveu fazer uma exibição com audiodescrição vê aquela quantidade de pessoas sentadas na plateia usando o fone de ouvido, rindo e chorando junto com os outros durante a peça.”

Adaptação

Segundo o Censo 2010, dos 5.565 municípios brasileiros apenas 829 têm alguma legislação no que se refere à adaptação de espaços culturais, artísticos e desportivos para facilitar o ingresso, locomoção e acomodação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. E isso não significa que essas cidades possuem legislação voltada para aqueles que têm deficiência visual ou auditiva. Na maioria das vezes, quando se menciona a acessibilidade nesse tipo de espaço, pensa-se prioritariamente em rampas.

Mesmo assim, museus como o do Futebol e a Pinacoteca do Estado, em São Paulo, e o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, além de galerias ou exposições pontuais, já fazem parte do roteiro cultural de muitas pessoas com deficiência visual ou auditiva. O Teatro Carlos Gomes, por exemplo, ofereceu 24 apresentações acessíveis de março de 2012 a abril deste ano, com cerca de 50 pessoas com deficiência por sessão, segundo a assessoria de imprensa.

É para esse tipo de atividade que o grupo Terra São Paulo promove passeios. O programa é definido de acordo com a oferta de eventos, mas, em geral, são saídas de quatro horas para visitar exposições, ver peças teatrais e filmes. Cada pessoa com deficiência é acompanhada por um voluntário que dispõe de todos os sentidos. “A ideia é que haja uma grande troca. Do mesmo modo que um voluntário tem coisas a apresentar para uma pessoa com deficiência, este também tem muito a contar para o voluntário”, diz Ricardo Panelli, criador do grupo.

“Para você ser um cidadão completo, não basta só trabalhar e ir embora para casa. Pessoas com deficiência têm acesso muito restrito para participar efetivamente da sociedade. Nosso objetivo é de contribuir e facilitar o acesso a esses eventos.”

Um dos passeios que o grupo organizou foi ao Festival Melhores Filmes, promovido em abril pelo CineSesc. Tradicional em São Paulo desde 1974, o evento passou a ter audiodescrição e open caption, a legendagem, em 2010. Na edição de 2013, todos os 40 filmes exibidos em mais de 100 sessões contaram com audiodescritores fazendo as narrações ao vivo.

O diretor da empresa que promoveu os serviços ao festival, Mauricio Santana, afirma que o profissional da audiodescrição deve ter amplo entendimento sobre a deficiência visual. “O audiodescritor vem da área de comunicação, letras, tradução e afins. Ele tem de ter percepção e sensibilidade diferenciadas, conhecer a linguagem do cinema, ter facilidade de improvisação, repertório e vocabulário amplos. Principalmente quando está roteirizando, se colocar no lugar da pessoa com deficiência para narrar o que é fundamental para o entendimento.”

Segundo Santana, o custo médio da audiodescrição para um filme de 120 minutos, por exemplo, é de R$ 3 mil a R$ 4 mil, o que engloba o processo de roteirização, revisão, consultoria de uma pessoa com deficiência, produção de estúdio, o trabalho do audiodescritor-ator e a finalização.

Usuário do recurso, Paulo Romeu questiona por que não haver mais oferta desses serviços de acessibilidade: “O que significa o custo da audiodescrição no orçamento de um filme? E em comparação com o que uma rede de TV paga de direitos autorais para os filmes que ela apresenta?” Quem não vê ou ouve acha que há um enorme valor. “Significa autonomia. A primeira vez que vi um filme com audiodescrição, coloquei o DVD e não precisei pedir a ninguém que acessasse o menu por mim.

Depois de tantos anos, me senti gente”, diz. Christine Villa, responsável pela programação do CineSesc, afirma que não há previsão para tornar toda a programação do cinema acessível. “Nossa intenção é democratizar as sessões e o nosso espaço e tornarmos o festival totalmente acessível. O Sesc percebeu que existe uma demanda de público que necessita desses recursos. A edição de 2013 apresentou um aumento significativo desses espectadores. Ainda é complicado expandirmos o serviço para toda a programação. Mas entendemos o Festival Melhores Filmes como um primeiro passo.”

Fora do eixo Rio-São Paulo, no entanto, a oferta de eventos culturais com recursos acessíveis é bem menor. É o caso de Fortaleza, segundo Vera Lúcia Santiago, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e em Linguística da Universidade Estadual do Ceará. Vera observa que a maioria dos produtores culturais não se preocupa em tornar seus produtos acessíveis, embora o Brasil disponha de profissionais altamente qualificados, que acabam encontrando dificuldade em conseguir trabalho e migrando para outras profissões.

“Já formei muitos alunos comprometidos com a audiodescrição, com a pesquisa e a acessibilidade. Fiz várias ações aqui no teatro, no cinema, no DVD, em exposições, espetáculos de dança. Os produtores se sensibilizaram, mas agora não querem pagar pelo serviço”, critica. “Uma maneira de resolver isso seria o governo colocar como contrapartida dos financiamentos de projetos culturais que os agraciados em editais tornassem seus produtos acessíveis”, sugere a professora.

Na opinião de Eduardo Cardoso, do Núcleo Interdisciplinar para Cultura Acessível da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falta uma efetiva implementação das políticas públicas de inclusão existentes, já que o Brasil tem uma enorme legislação a respeito da acessibilidade. “Especificamente no caso das políticas de cultura acessível, a gente tem algumas iniciativas, mas há muito a ser feito ainda, principalmente no que se refere à maneira que serão postas em prática. É através de políticas que a gente começa a planejar o que é possível, viável e esperado.”

Fonte: Revista do Brasil – Número 85, Julho 2013

http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/85/chega-de-shhhhh-6717.html

Mauricio Santana fala sobre recursos acessíveis à Rádio Estadão

No início de abril, os recursos acessíveis de audiodescrição e legendas open e closed caption foram temas de destaque do Programa Estadão Noite da Rádio Estadão. Em quase 11 minutos de entrevista ao apresentador Emanuel Bonfim, o diretor da Iguale, Mauricio Santana, explicou para que servem os recursos acessíveis, falou da procura destes por parte do mercado brasileiro, exemplificou casos de sucesso como o Festival Sesc Melhores Filmes e muito mais. Quem no dia perdeu a entrevista pode conferir no link abaixo.

Rádio Estadão

Recursos inclusivos atraem pessoas com deficiência visual e auditiva ao cinema

Audiodescrição e open caption são alguns dos recursos inclusivos utilizados no Festival Sesc Melhores Filmes para permitir o acesso da pessoa com deficiência na fascinante experiência do cinema

São Paulo, 1º de abril de 2013 – Durante todo o mês de abril, pessoas com deficiência visual e auditiva terão a chance de assistir, graças aos recursos inclusivos como a audiodescrição e o open caption, filmes que chegaram aos cinemas paulistanos ao longo de 2012, eleitos vencedores, pelo público e crítica, no 39º Festival Sesc Melhores Filmes.

 

Diferentemente das pessoas que não possuem algum tipo de deficiência visual ou auditiva, e que por isso conseguem compreender através da visão e da audição as imagens e sons das obras cinematográficas, as pessoas que possuem tais deficiências têm o entendimento reduzido. Para permitir que estas pessoas tenham pleno acesso, de forma inclusiva e autônoma, e realmente mergulhem no mundo da sétima arte é que o Festival Sesc Melhores Filmes oferece recursos tecnológicos inclusivos como a audiodescrição e o open caption.

 

Na 39ª edição do festival, que será aberto ao público a partir do dia 4 de abril, no CineSesc da Rua Augusta, em São Paulo, a audiodescrição dará à pessoa com deficiência visual a descrição falada de todos os detalhes da cena, intercalados cuidadosamente com os diálogos dos personagens. Tudo para que seja possível compreender cenário, figurino, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela e, principalmente, as expressões faciais e corporais dos atores.

 

“A audiodescrição é o modo de tradução audiovisual intersemiótica, ou seja, do visual para o verbal, que consiste na técnica de narração realizada por um audiodescritor. Este profissional descreve com o máximo de detalhes, tudo o que acontece nas cenas, sem os quais uma pessoa com deficiência visual não compreenderia. A audiodescrição interage de acordo com os espaços oferecidos entre os diálogos dos personagens, respeita o roteiro original, as intenções de pausas, ruídos sonoros e trilhas. Um recurso de acesso e autonomia às pessoas com deficiência visual”, explica Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade.

 

Todas as sessões do festival terão audiodescrição feitas ao vivo por audiodescritores, profissionais da Iguale, com ampla experiência na função. Segundo Santana, somente os espectadores que optam por usar os receptores com fones de ouvido escutam a audiodescrição, e, portanto, este recurso inclusivo não interfere, de forma alguma, no acompanhamento do filme por parte dos demais espectadores.

 

Já a legenda open caption é vista por todos os espectadores na plateia. Trata-se de uma legenda a mais no filme, projetada numa pequena tela localizada abaixo da tela principal, que descreve os sons além dos diálogos. As pessoas com deficiência auditiva são os mais beneficiados por este recurso. “As legendas open caption são produzidas dentro dos conceitos e padrões do closed caption, no entanto, são exibidas de forma aberta para o público”, completa o diretor da Iguale.

Para Santana, o Festival Sesc Melhores Filmes é o projeto brasileiro mais ousado em termos de acessibilidade no cinema, pois oferece recursos de audiodescrição e legendas open caption em todos os filmes e reapresentações, um número em torno de 100 sessões inclusivas por edição. Este festival, como detalha, é um exemplo real de que a comunicação de acessibilidade é extremamente viável e possível, basta os diferentes segmentos da sociedade se conscientizarem de que todos os públicos têm de ter respeitado o direito ao acesso à informação, à cultura e ao lazer. “Comunicação de acessibilidade consiste em criar, utilizar ou adaptar os meios tecnológicos e assistivos disponíveis para garantir o acesso ao conteúdo exibido pelos meios de comunicação e de cultura, nas suas mais diferentes manifestações, às pessoas com algum tipo de deficiência”, informa Santana.

 

Sobre o Festival Sesc Melhores Filmes

 

Criado em 1974, é o primeiro festival de cinema da cidade de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior, que são escolhidos democraticamente por meio de votação de público e crítica.

 

Em 38 anos de realização, o Festival Sesc Melhores Filmes já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Na edição 2010, o festival inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com serviços de audiodescrição, que possibilitam o acesso aos deficientes visuais, e auditivos, com legendagem Open Caption, recursos que serão oferecidos em todos os filmes da grade deste ano no CineSesc.

 

Ao longo do 39º Festival SESC Melhores filmes serão exibidos 40 filmes, 23 estrangeiros e 17 brasileiros. A lista completa de filmes participantes estará no endereço www.sescsp.org.br/melhoresfilmes. Os mais votados por crítica e público serão exibidos no CineSesc até dia 25 de abril e até dia 5 de maio em mais 18 unidades do interior e litoral do estado de São Paulo. Os preços dos ingressos são populares.

Sobre a Iguale

A Iguale Comunicação de Acessibilidade foi a primeira empresa brasileira criada exclusivamente para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. É a empresa precursora do conceito comunicação de acessibilidade no país. A empresa oferece serviços e soluções que vão além dos disponíveis nos estúdios e produtoras tradicionais de áudio e vídeo ou agências de comunicação e internet. A sua missão é especializar-se de forma contínua nas técnicas que permitam a promoção da acessibilidade, para que as pessoas tenham garantido, com autonomia, o direito de acesso à informação, à cultura e ao lazer.

 

Serviço – Festival Sesc Melhores Filmes 2012

Exibição dos filmes vencedores pela votação de crítica e público

De 3 a 25 de abril de 2013

CineSesc – Rua Augusta, 2075 – Tel: 11 3087-0500 – sescsp.org.br

Ingressos: R$ 4,00 (público em geral); R$ 2,00 (usuários com cartão de matrícula Sesc, estudantes, terceira idade, professores da rede pública) e grátis (comerciários e dependentes). Passaporte para 15 filmes: R$ 40,00 (público em geral) e R$ 20,00 (usuários com cartão de matrícula Sesc, estudantes, terceira idade, professores da rede pública).

 

Mais informações

Liliana Liberato – Assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de acessibilidade

(11) 9 7999-2802

www.iguale.com.br

 

Estadão: “Deficientes visuais e deficientes auditivos vão ao cinema”

Mauricio Santana e Leonardo Rossi

Antes de entrar no cinema, Leonardo Rossi Lazzari avisa à reportagem: “Esperem um pouco, vou fazer um aquecimento vocal e já volto”. Ele precisa preparar a voz para narrar toda a audiodescrição do filme “Melancolia”, de Lars von Trier. O longa de 136 minutos é um dos títulos exibidos no Festival Melhores Filmes 2011, no CineSESC, que acontece até dia 29 de abril. Todas as sessões exibidas durante o período são acessíveis a deficientes visuais e auditivos.

Isto só é possível graças ao trabalho da Iguale, empresa fundada por Maurício Santana no fim de 2007. Ele conversava com um amigo que trabalhava na elaboração de legendas para deficientes auditivos (closed caption) na televisão. “Perguntei a ele se existia alguma ferramenta para que os deficientes visuais assistissem aos programas”, conta Santana. Ainda não era feito nada assim no Brasil, mas o empresário descobriu que já existiam empresas de audiodescrição em países como Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Para assistir a um filme com audiodescrição, é preciso retirar na entrada do cinema fones de ouvido com receptor sem fio, semelhantes aos usados em eventos com tradução simultânea. O deficiente visual pode, então, perceber mais detalhes da obra. “Os diálogos podem ajudar na compreensão da história, mas há detalhes que passam despercebidos”, diz Santana. As primeiras cenas de Melancolia, por exemplo, são compostas apenas de imagens e música. A única voz ouvida é a do audiodescritor. Este é o trecho inicial do filme:

Tela escura. Aos poucos surge em primeiro plano, a imagem fechada do rosto de uma mulher jovem, de cabelos loiros, curtos e lisos. A cena em câmera lenta mostra-a abrindo os olhos. Ela tem o rosto sutilmente arredondado, lábios finos, olhos um pouco puxados e nariz reto, porém levemente abaulado na ponta. / Ao fundo as nuvens do céu são suavemente alaranjadas, de onde começam a cair mortas, algumas aves de rapina. / A imagem abre em plano geral de um enorme jardim gramado de frente para o mar. Ele é cercado nas laterais por pequenos pinheiros, alinhados longitudinalmente. Em primeiro plano há um grande relógio de Sol, com a base de pedra e o ponteiro de metal. Ao fundo a mulher gira uma criança pelos braços. O local parece estar em uma montanha, pois é cercado por floresta e rochas. / Imagem do quadro “Os caçadores na neve” de Pieter Bruegel. A pintura mostra uma cena de inverno no qual três caçadores cansados estão voltando de uma expedição mal sucedida, acompanhados pelos seus cães. A impressão visual do todo é de um dia frio e nublado. De repente, ainda em câmera lenta, surgem pequenas manchas negras sobre a tela, e a pintura começa a queimar.

Além da descrição visual das cenas, os filmes estrangeiros utilizam uma estratégia chamada voice over, que é uma espécie de leitura interpretada das legendas. Não é dublagem, já que é feita ao vivo e por apenas uma pessoa, que tem que acentuar a voz de maneira diferente para cada personagem. Por este motivo, todos os narradores da Iguale são atores. “A pessoa precisa saber quando mudar a entonação, quando falar mais lentamente”, afirma Santana.

Cena do filme Melancolia, de Lars von Trier

O fundador da Iguale explica por que a audiodescrição tem que ser feita ao vivo. “Queremos manter a maior sincronização possível com o filme”, afirma. “Os cinemas brasileiros ainda não são digitais, cada filme é projetado em uma velocidade diferente, o que pode comprometer o trabalho”. A presença de narradores no momento de exibição, de acordo com Santana, permite um encaixe melhor entre as falas e a ação na tela.

Leonardo Lazzari também participa da equipe que compõe roteiros de audiodescrição. Antes de elaborar o trabalho, eles precisam estudar a obra e escolher aspectos que devem ser ressaltados para a compreensão do deficiente visual. “Melancolia, por exemplo, é um filme com muito simbolismo”, afirma Lazzari. “Se não tivéssemos feito um trabalho de pesquisa, não poderíamos passar aos espectadores todas as referências a obras de arte feitas por Lars von Trier”. Para adaptar totalmente a obra cinematográfica à audiodescrição, foram investidas cerca de 30 horas de trabalho.

A sala da qual Lazzari narra o filme é semelhante às usadas em eventos que contam com tradução simultânea. Ao lado de uma mesa de som, ficam garrafas d’água sem gelo, que são esvaziadas durante a exibição da obra. O cubículo fica em meio ao bar da parte dos fundos do CineSESC. Os visitantes não estranham a instalação, já que é o terceiro ano com audiodescrição no festival.

Para o narrador, o número de visitantes com deficiência visual tem aumentado ano a ano. “Eles costumam dizer que é a única época do ano em que podem ir ao cinema”, conta Lazzari. “Para nós, é muito bom ouvir este tipo de coisa”.

Além da audiodescrição, as sessões do festival têm uma opção para os deficientes auditivos. Em uma tela menor, abaixo da em que o filme é projetado, é exibida uma legenda no estilo closed caption. Uma pessoa, sentada na primeira fila, controla o momento em que as palavras serão exibidas. Grupos e instituições que desejarem conhecer o evento podem entrar em contato com o cinema para requisitar uma van de acesso ao local ou um pessoal de apoio para o trajeto do metrô Consolação até o CineSESC.

Serviço:

Festival SESC Melhores Filmes 2011
Até 29/4
CineSESC – R. Augusta, 2.075, Jardins, 3087-0500
Programação no BLOG DA IGUALE ou www.sescsp.org.br/melhoresfilmes

(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

AUDIODESCRIÇÃO E LEGENDAS OPEN CAPTION NO FESTIVAL SESC MELHORES FILMES 2012.

O primeiro festival de cinema de São Paulo está em sua 38ª edição em 2012, premiando os melhores filmes de 2011. Os vencedores nas categorias nas categorias de melhor filme, documentário, ator, atriz, direção, roteiro e fotografia para os filmes brasileiros e melhor filme, direção, ator e atriz para os filmes estrangeiros, eleitos por público e crítica, serão exibidos no mês de abril.

Todas as sessões do Festival no CineSESC terão audiodescrição e legendas open caption, produzidas pela Iguale Comunicação de Acessibilidade (www.iguale.com.br), proporcionando acesso com autonomia e inclusão sócio-cultural às pessoas com deficiência visual e auditiva.

Desde 2010 a programação do Festival também acontece em Unidades do SESC do interior de São Paulo, levando o melhor do cinema a 16 cidades e tornando-se um dos maiores festivais em alcance do país. Os vencedores serão conhecidos no dia 04 de abril.

Confira abaixo, a programação completa com todos os filmes, datas e horários das sessões. Escolha seus filmes e bom divertimento:

Dia 05/04 – quinta:

14h – Singularidades de uma Rapariga Loura

17h – Capitães de Areia

19h – A Árvore da Vida

21h30 – Venus Negra


Dia 06/04 – sexta:

14h – Homens e Deuses

17h – Estamos Juntos

19h – Trabalhar Cansa

21h30 – Triângulo Amoroso

23h – Bruna Surfistinha


Dia 07/04 – sábado:

14h – O Discurso do Rei

17h – Cisne Negro

19h – Medianeiras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual

21h30 – As Canções

23h – A Pele que Habito


Dia 08/04 – domingo:

11h – Rio (Cine Clubinho – dublado)

14h – O Mágico

17h – O Filme dos Espíritos

19h – Melancolia

21h30 – O Palhaço


Dia 09/04 – segunda:

14h – Rock Brasília – A Era do Ouro

17h – O Filme dos Espíritos

19h – Um Conto Chinês

21h30 – A Última Estação


Dia 10/04 – terça:

14h – Transeunte

17h – Feliz que Minha Mãe Esteja Viva

19h – Bruna Surfistinha

21h30 – Bahêa Minha Vida – O Filme


Dia 11/04 – quarta:

14h – Medianeiras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual

17h – Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano

19h – Bróder

21h30 – Cisne Negro


Dia 12/04 – quinta:

14h – Triângulo Amoroso

17h – Diário de uma Busca

19h – A Pele que Habito

21h30 – O Palhaço


Dia 13/04 – sexta:

14h – Melancolia

17h – Rock Brasília – A Era do Ouro

19h – Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas

21h30 – Trabalhar Cansa

23h – Capitães da Areia


Dia 14/04 – sábado:

14h – O Palhaço

17h – Bróder

19h – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II

21h30 – Saturno em Oposição


Dia 15/04 – domingo:

11h – Os Muppets – O Filme (Cine Clubinho – dublado)

14h – Lola

17h – Cópia Fiel

19h – As Canções

21h30 – Meia Noite em Paris


Dia 16/04 – segunda:

14h – Riscado

17h – Trabalhar Cansa

19h – Não haverá sessão do Festival

21h30 – Não haverá sessão do Festival


Dia 17/04 – terça:

14h – Cópia Fiel

17h – O Mágico

19h – Homens e Deuses

21h30 – A Pele que Habito


Dia 18/04 – quarta:

14h – Estamos Juntos

17h – Diário de uma Busca

19h – O Garoto da Bicicleta

21h30 – A Árvore da Vida


Dia 19/04 – quinta:

14h – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II

17h – Belair

19h – Transeunte

21h30 – O Discurso do Rei


Dia 20/04 – sexta:

14h – Bahêa Minha Vida – O Filme

17h – Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano

19h – Capitães da Areia

21h30 – Um Conto Chinês


Dia 21/04 – sábado:

14h – Poesia

17h – Meia noite em Paris

19h – Cisne Negro

21h30 – Singularidades de uma Rapariga Loura


Dia 22/04 – domingo:

11h – Rei Leão 3D (Cine Clubinho – dublado)

14h – O Garoto da Bicicleta

17h – Lola

19h – Saturno em Oposição

21h30 – A Árvore da Vida


Dia 23/04 – segunda:

14h – Bahêa Minha Vida – O Filme

17h – As Canções

19h – Nana Caymmi em Rio Sonata

21h30 – Melancolia


Dia 24/04 – terça:

14h – Riscado

17h – Nana Caymmi em Rio Sonata

19h – Bruna Surfistinha

21h30 – Vênus Negra


Dia 25/04 – quarta:

14h – O Filme dos Espíritos

17h – Belair

19h – Bróder

21h30 – Poesia


Dia 26/04 – quinta:

14h – Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas

17h – Riscado

19h – Feliz que Minha Mãe Esteja Viva

21h30 – A Última Estação


Dias 27 e 28 de abril não haverá sessões do Festival.

Dia 29/04 – domingo:

11h – Um Gato em Paris (Cine Clubinho – dublado)

Consulte classificação indicativa dos filmes em: www.sescsp.org.br/melhoresfilmes

Grátis (comerciários e seus dependentes e também para pessoas com deficiência)

Grupos e instituições ligadas a acessibilidade (da cidade de São Paulo) que tiverem interesse em prestigiar o evento, podem solicitar uma Van ou Micro-ônibus para: Mauricio da IGUALE ( mauricio@iguale.com.br ) e Renata do CINESESC ( renata@cinesesc.sescsp.org.br ) ou pelo telefone (11) 3087.0525 e falar diretamente com Renata de Brito Wagner

O CineSESC também conta com pessoal de apoio para encontro com grupos na Estação CONSOLAÇÃO do Metrô, previamente agendado também com a Renata do CineSESC.

Outros Serviços:

CineSESC

Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César – São Paulo

(próximo ao metro Consolação / três quadras da Av. Paulista)

Informações pelo site ou pelo telefone (11) 3087-0500

Todas as sessões terão os mesmos valores de ingresso:

R$ 4,00 (público em geral); R$ 2,00 (usuários com cartão de matrícula SESC, estudantes, terceira idade, professores da rede pública).

Divulguem e prestigiem!

Audiodescrição no Teatro e Espetáculos de Dança

A Audiodescrição de “O Quebra Nozes” marca o lançamento do projeto Teatro Acessível, coordenado por Mauricio Santana (Iguale) e Lívia Motta (Ver com Palavras) que tem como objetivo levar às salas de espetáculos os recursos de acessibilidade (Audiodescrição, Legendas e LIBRAS) para que as pessoas com deficiência possam ter acesso, autonomia e inclusão sócio-cultural plena.