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Revisão cognitiva e consultoria de audiodescrição são diferenciais na Comunicação de Acessibilidade

Como empresa especializada em Comunicação de Acessibilidade, a Iguale cuida de todas as etapas do desenvolvimento dos recursos acessíveis, incluindo a revisão antes de apresenta-los aos clientes

13 de abril de 2015 - Viabilizar o desenvolvimento e a produção de recursos inclusivos, na Comunicação de Acessibilidade, para permitir o acesso ao conteúdo exibido pelos meios de comunicação e de cultura, nas suas mais diferentes manifestações, às pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual, tem sido um trabalho cada vez mais recorrente no mercado brasileiro. Agências, produtoras e empresas dos mais diferentes segmentos têm buscado esses recursos para ampliar a efetividade das suas marcas, produtos e serviços a um público ávido por informações assertivas. Entretanto, os recursos inclusivos não só exigem especialização e conhecimento por parte dos seus desenvolvedores, como também precisam ser avaliados quanto à eficiência e qualidade. Porque tão importante quanto viabilizá-los, é apresentar um conteúdo que comunique com riqueza de informações e detalhes, permitindo a desejada autonomia.

Por isso, antes de detalhar o que é a revisão cognitiva de audiodescrição, Mauricio Santana, diretor da Iguale Comunicação de Acessibilidade, explica para quais recursos a revisão é fundamental para a excelência do produto final. São eles: a LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), as legendas open caption e closed caption, a audiodescrição e a acessibilidade web. Tanto a LIBRAS quanto as legendas atendem as necessidade das pessoas com deficiência auditiva. Já a audiodescrição, que compreende a tradução audiovisual intersemiótica (do visual para o verbal) de cenas e outros elementos de uma obra audiovisual, é feita para a pessoa com deficiência visual e intelectual. E a acessibilidade web, por sua vez, atende a todos os públicos, já que providenciar uma programação diferenciada para portais e websites pode oferecer uma experiência ainda mais rica, tanto na usabilidade quanto na navegabilidade dos mesmos.

E para que todos estes recursos atendam a contento o público para o qual se destinam, a revisão cognitiva é fundamental. Como explica Paulo Augusto Colaço Monte Alegre, consultor e revisor cognitivo de audiodescrição da Iguale, além da revisão gramatical e de estilo literário, entre outros elementos relacionados à linguagem, a revisão de audiodescrição considera o ponto de vista da pessoa com deficiência visual, ao respeitar uma série de aspectos. “Uma pessoa com visão normal pode imaginar que tais explicações são claras para um deficiente visual, quando não são, especialmente dada a diversidade de tipos de deficiência visual e idades que ocorrem, perfis culturais e educacionais, dentre outros fatores”, esclarece.

Monte Alegre, que é cego e que profissionalmente especializou-se como consultor e revisor de recursos inclusivos, explica que o profissional desta área, especialmente o revisor de audiodescrição, deve conhecer a diversidade do público com deficiência visual. Deve considerar as pessoas com baixa visão, as que perderam a visão e possuem memória das cores, as diferentes formações educacionais e assim por diante. Deve também ter formação cultural adequada ao conteúdo revisto. Conhecer cinema se revisa um filme; conhecer Literatura se revisa ilustrações de uma obra literária; conhecer temas das Ciências Exatas se revisa gráficos, organogramas, e assim por diante. É preciso ainda ter habilidades para o uso de linguagens sintéticas, sem ambiguidades e de estilo afinado à obra original.

Quando questionado sobre a principal diferença entre um projeto com revisão e outro que não possui, Monte Alegre afirma que o sem revisão tende a ignorar uma infinidade de detalhes que geralmente só são perceptíveis por alguém que conhece a deficiência visual na experiência cotidiana: nas atividades diárias, na escola, no trabalho, nos momentos de lazer, no contato com diversas mídias, entre outras.

Monte Alegre conta ainda que quase todos os tipos de projetos que envolvem informação visual podem ser descritos, como por exemplo, as imagens em produtos audiovisuais, fotos, desenhos, pinturas, esculturas, obras arquitetônicas em livros, revistas, ou em espaços expositivos. Uma das principais carências de audiodescrição e outras adaptações acessíveis é, hoje, segundo o especialista, nos materiais didáticos para crianças, jovens e adultos.

No mercado desde 2008, como empresa pioneira em Comunicação de Acessibilidade no país, a Iguale revisa criteriosamente cada um dos projetos dos seus clientes. Entre os mais recentes, Monte Alegre destaca a “biografia musical” retratando a vida e a obra da cantora Elis Regina para o espetáculo Elis A Musical. “Foi um trabalho importante e desafiador, porque a obra possuía elementos cênicos muito diversos, como dança, representações de programas de televisão, e por isso exigiu que a audiodescrição fosse ainda mais sintética para não atrapalhar a experiência musical da plateia e não suprimir informações essenciais”, relata. Outro trabalho prazeroso para a equipe da Iguale foi a aplicação dos recursos acessíveis no material da campanha Incluir Brincando, produzido pela TV Cultura e Vila Sésamo. “Inclusivo, divertido e que também exigiu enorme poder de síntese”, ressalta o revisor.

Paulo Monte Alegre é especialista em revisão cognitiva da Iguale

Paulo Monte Alegre é especialista em revisão cognitiva da Iguale

Descrição da foto: O consultor e revisor de audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade, Paulo Monte Alegre, está em uma das salas da Iguale, sentado em frente a uma mesa de vidro, na qual estão alguns objetos e equipamentos: a bengala branca dobrada, um notebook, o monitor de vídeo sobre um aparelho reprodutor de DVD e caixas de som. Um roteiro de audiodescrição está aberto na tela do computador e um filme está sendo exibido no monitor atrás do consultor. Paulo tem 47 anos, é magro, de pele branca e cabelos curtos e pretos. Usa uma blusa de frio azul. Ele tem os lábios contraídos e o pescoço levemente esticado, sugerindo estar dizendo algo no momento em que a foto foi registrada.

Sobre a Iguale Comunicação de Acessibilidade

A Iguale Comunicação de Acessibilidade é a primeira empresa do Brasil criada exclusivamente para pensar e desenvolver soluções assistivas completas em comunicação para pessoas com algum tipo de deficiência. Fundada em 2008, em São Paulo, pelo publicitário, professor universitário e empresário Mauricio Santana, a empresa é precursora do conceito de Comunicação de Acessibilidade do país. Entre os recursos que a empresa disponibiliza ao mercado estão a audiodescrição, as legendas closed caption e open caption, LIBRAS, Voice Over, Acessibilidade Web e participação efetiva em muitos projetos com foco em acessibilidade.

Para saber mais acesse: www.iguale.com.br

Liliana Liberato

Assessora de Imprensa

Iguale Comunicação de Acessibilidade

imprensa@iguale.com.br

(11) 9 7999-2802

5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência

São Paulo, 1º de agosto de 2013 - Desde ontem acontece em São Paulo o 5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para as Pessoas com Deficiência, no Centro de Convenções Anhembi. Hoje, o evento contará com a participação do diretor da Iguale, Mauricio Santana, na mesa das 15h30, com o tema “Tecnologia Assistiva nas Telecomunicações, Mídia e Entretenimento”.

Neste momento, Santana e demais convidados falarão sobre os recursos tecnológicos de acessibilidade disponíveis para a comunicação inclusiva na televisão, rádio, cinema e internet; e como são aplicados em peças de teatro, museus, shows, competições esportivas e eventos em geral. Além de explanarem sobre o que determina a legislação brasileira.

Para o diretor da Iguale o encontro é um momento importante para todos os envolvidos com o tema, nas suas mais diferentes vertentes. Ele reúne especialistas e interessados para troca de informações que contribuem para a reflexão e debates acerca dos temas relacionados à acessibilidade.

Especialmente nesta edição, ao falar sobre tecnologia assistiva nas telecomunicações, mídia e entretenimento, a intenção é contribuir com esclarecimentos relacionados à aplicação dos recursos e soluções inovadoras em espaços, públicos ou privados, para garantir o acesso, o direito à informação e à inclusão da pessoa com deficiência.

Para saber mais acesse:  http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/programacao.php

Convite em LIBRAS para cinema acessível em São Paulo

São Paulo, 3 de julho de 2013 – Começa hoje em São Paulo a Mostra Itinerante “Tournier em Movimento: a expressão da animação uruguaia” e você é o nosso convidado. O evento terá audiodescrição e LIBRAS feitos pela equipe da Iguale, no longa-metragem “Selkirk, o verdadeiro Robinson Crusoé”.

E mais, haverá sessões dubladas e legendadas em português. Catálogos feitos em português e em braile, com textos, sinopses, fichas técnicas e imagens, também estarão à disposição do público. 

Quer saber mais? Confira o vídeo-convite, programe-se e prestigie!

Clique aqui e assista – Convite em LIBRAS

Em cartaz no CCSP, espetáculo ‘Quem tem medo do escuro?’ terá audiodescrição no dia 28 de junho

O recurso de acessibilidade comunicacional da audiodescrição é uma técnica de narração que traduz, do visual para o verbal, detalhes das cenas de uma obra audiovisual

São Paulo, 20 de junho de 2013 – Quem tem medo do escuro? Esta pergunta é, na verdade, o nome do espetáculo da Caravana Companhia de Teatro em cartaz no Centro Cultural São Paulo (CCSP). No dia 28 de junho a audiodescrição permitirá que pessoas com deficiência visual tenham melhor compreensão de detalhes do cenário, figurino e até mesmo das cenas. O roteiro audiodescrito e a audiodescrição são assinados pela Iguale Comunicação de Acessibilidade.

Com entrada gratuita, o espetáculo é um ótimo programa para toda a família, grupos escolares, de instituições, entre outros. O tema principal é o escuro, algo que remete lembranças que fazem com que crianças e adultos se identifiquem com seus próprios medos, ilustra Lizette Toledo de Negreiros, da Divisão de Curadoria e Programação do CCSP. O adulto, às vezes, camufla esse processo, mas a criança não esconde que tem medos, e os exterioriza por meio da fala e até mesmo de gritos. Tema curioso que aguça a imaginação.

Quanto à audiodescrição, Lizette explica que o recurso faz parte do programa de acessibilidade do CCSP, denominado Livre Acesso, que tem por objetivo programar espetáculos que possam ser acessíveis às pessoas com algum tipo de deficiência. “É importante que possam estar integradas à programação cultural, sem exclusão. Que possam usufruir conjuntamente às demais pessoas presentes à plateia, a diversidade da programação. A audiodescrição é uma das mais importantes conquistas para assegurar a inclusão sociocultural aos cidadãos com deficiência visual, logo o CCSP tem como meta sistematizar programações com esse recurso para oferecer ao público”, completa.

Eduardo Leite, produtor executivo do espetáculo, conta que este é o primeiro trabalho do grupo com a audiodescrição, e acha que exemplos como este deveriam ser ampliados cada vez mais, por espaços culturais e até mesmo pelas companhias de teatro. “É fundamental que pensemos na acessibilidade da pessoa com deficiência visual às produções teatrais. Acredito que a audiodescrição pode ser um elemento a mais a ser incluído, por exemplo, em projetos que se beneficiam de leis de incentivo à cultura”, argumenta. Eduardo também acredita que com a inclusão do recurso audiodescrito, haverá mais divulgação dos espaços e espetáculos que o oferecem e, com isso, a sociedade sairá ganhando.

Sinopse:
Imagine o que pode acontecer quanto três crianças se preparam para dormir num quarto escuro. O que teria dentro do guarda-roupa? Por que a bruxa, o fantasma, e o monstro aparecem na silhueta dos móveis na imaginação da criança? Quem tem medo do escuro? Trata de maneira lúdica e criativa do enfrentamento dos medos desses pequenos na vida.

Ficha técnica:
Nome do espetáculo: Quem tem medo do Escuro?
Autor: Márcio Araújo e Fernanda Morais (a partir de uma ideia original de Evandro Rigonatti)
Direção e Cenografia: Evandro Rigonatti
Música original, letras e piano: Tato Fischer
Bonecos: Jésus Sêda
Coreografia: Elizabeth Pelegrini
Figurino e adereços: João Guerreyro
Elenco: Fabiana Carlucci, Hugo Picchi e Elber Marques
Grupo teatral: Caravana Companhia de Teatro
Produção: Palipalan Arte e Cultura
Audiodescrição: Iguale Comunicação de Acessibilidade
Duração: 50 minutos
Idade: a partir de quatro anos

Agenda:
Dia 28 de Junho de 2013 (apresentação com audiodescrição)
Horário: 14h30
Ingresso: Livre
Local: Sala Jardel Filho – 300 lugares
Agendamento: Divisão de Ação Educativa (fone: 3397-4036, das 10h às 17h) ou através do email: iguale@iguale.com.br
Onde: Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro 1.000 – próximo ao Metrô Vergueiro
Fones: 3397-4001 / 3397-4002 – Central de Informações

Mais informações:
Liliana Liberato
Assessora de Imprensa
(11) 9 7999-2802
imprensa@iguale.com.br

Inaugurado o Núcleo dos Direitos da USP: IGUALE realiza audiodescrição ao vivo na Cerimônia de lançamento.

Logo NÚCLEO DOS DIREITOS. O logo é formado por um símbolo em forma de espiral na cor azul e à direita, em preto, os letreiros  NÚCLEO DOS DIREITOS

A IGUALE realizou a audiodescrição ao vivo do primeiro evento totalmente acessível da Sala do Conselho Universitário da USP: a Cerimônia de lançamento do Núcleo dos Direitos, que ocorreu no dia de 22 de agosto de 2012. O Núcleo dos Direitos reúne cinco programas e um núcleo da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU): Aproxima-Ação, ITCP-USP, Núcleo de Excelência pela Primeira Infância, Universidade Aberta à Terceira Idade, USP Diversidade e USP Legal.

Confira abaixo a notícia sobre a inauguração, publicada no site da USP:

Evento acessível

A realização desta cerimônia é um exemplo da atuação do Núcleo, pois foi a primeira vez que um evento feito na Sala do Conselho Universitário contou com acessibilidade total na comunicação e transmissão. O público presente recebeu o catálogo do Núcleo, que estava disponível também em braile, além de ter a tradução simultânea em libras, a audiodescrição e legenda exibida em um telão – recursos acessíveis igualmente pela transmissão on-line.

A abertura da cerimônia foi feita pela pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda, na qual destacou a importância do Núcleo para a Universidade e sociedade em geral. “Os programas deste Núcleo alcançam à comunidade da USP e à externa também, estendendo o conhecimento da Universidade a todos”.

“A criação deste Núcleo é uma valorização dos direitos humanos, que passa pelos direitos à saúde, transporte, educação. Ele é importante, pois cria novas discussões e reflexões sobre a questão dos direitos humanos, que é muito antiga, mas também é atual”, destacou a secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, cuja pasta mantém parceria com um dos programas do Núcleo, o USP Legal.

“Encontro nos programas que formam este Núcleo a esperança para um mundo melhor”, ressaltou o coordenador do Núcleo, José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres – que também é pró-reitor adjunto de Extensão Universitária – ao falar da relevância dos trabalhos realizados através dos programas e contar um pouco da história de cada um deles.

Confira a notícia completa sobre o evento em:

http://www.usp.br/imprensa/?p=24105

Estadão: “Deficientes visuais e deficientes auditivos vão ao cinema”

Mauricio Santana e Leonardo Rossi

Antes de entrar no cinema, Leonardo Rossi Lazzari avisa à reportagem: “Esperem um pouco, vou fazer um aquecimento vocal e já volto”. Ele precisa preparar a voz para narrar toda a audiodescrição do filme “Melancolia”, de Lars von Trier. O longa de 136 minutos é um dos títulos exibidos no Festival Melhores Filmes 2011, no CineSESC, que acontece até dia 29 de abril. Todas as sessões exibidas durante o período são acessíveis a deficientes visuais e auditivos.

Isto só é possível graças ao trabalho da Iguale, empresa fundada por Maurício Santana no fim de 2007. Ele conversava com um amigo que trabalhava na elaboração de legendas para deficientes auditivos (closed caption) na televisão. “Perguntei a ele se existia alguma ferramenta para que os deficientes visuais assistissem aos programas”, conta Santana. Ainda não era feito nada assim no Brasil, mas o empresário descobriu que já existiam empresas de audiodescrição em países como Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Para assistir a um filme com audiodescrição, é preciso retirar na entrada do cinema fones de ouvido com receptor sem fio, semelhantes aos usados em eventos com tradução simultânea. O deficiente visual pode, então, perceber mais detalhes da obra. “Os diálogos podem ajudar na compreensão da história, mas há detalhes que passam despercebidos”, diz Santana. As primeiras cenas de Melancolia, por exemplo, são compostas apenas de imagens e música. A única voz ouvida é a do audiodescritor. Este é o trecho inicial do filme:

Tela escura. Aos poucos surge em primeiro plano, a imagem fechada do rosto de uma mulher jovem, de cabelos loiros, curtos e lisos. A cena em câmera lenta mostra-a abrindo os olhos. Ela tem o rosto sutilmente arredondado, lábios finos, olhos um pouco puxados e nariz reto, porém levemente abaulado na ponta. / Ao fundo as nuvens do céu são suavemente alaranjadas, de onde começam a cair mortas, algumas aves de rapina. / A imagem abre em plano geral de um enorme jardim gramado de frente para o mar. Ele é cercado nas laterais por pequenos pinheiros, alinhados longitudinalmente. Em primeiro plano há um grande relógio de Sol, com a base de pedra e o ponteiro de metal. Ao fundo a mulher gira uma criança pelos braços. O local parece estar em uma montanha, pois é cercado por floresta e rochas. / Imagem do quadro “Os caçadores na neve” de Pieter Bruegel. A pintura mostra uma cena de inverno no qual três caçadores cansados estão voltando de uma expedição mal sucedida, acompanhados pelos seus cães. A impressão visual do todo é de um dia frio e nublado. De repente, ainda em câmera lenta, surgem pequenas manchas negras sobre a tela, e a pintura começa a queimar.

Além da descrição visual das cenas, os filmes estrangeiros utilizam uma estratégia chamada voice over, que é uma espécie de leitura interpretada das legendas. Não é dublagem, já que é feita ao vivo e por apenas uma pessoa, que tem que acentuar a voz de maneira diferente para cada personagem. Por este motivo, todos os narradores da Iguale são atores. “A pessoa precisa saber quando mudar a entonação, quando falar mais lentamente”, afirma Santana.

Cena do filme Melancolia, de Lars von Trier

O fundador da Iguale explica por que a audiodescrição tem que ser feita ao vivo. “Queremos manter a maior sincronização possível com o filme”, afirma. “Os cinemas brasileiros ainda não são digitais, cada filme é projetado em uma velocidade diferente, o que pode comprometer o trabalho”. A presença de narradores no momento de exibição, de acordo com Santana, permite um encaixe melhor entre as falas e a ação na tela.

Leonardo Lazzari também participa da equipe que compõe roteiros de audiodescrição. Antes de elaborar o trabalho, eles precisam estudar a obra e escolher aspectos que devem ser ressaltados para a compreensão do deficiente visual. “Melancolia, por exemplo, é um filme com muito simbolismo”, afirma Lazzari. “Se não tivéssemos feito um trabalho de pesquisa, não poderíamos passar aos espectadores todas as referências a obras de arte feitas por Lars von Trier”. Para adaptar totalmente a obra cinematográfica à audiodescrição, foram investidas cerca de 30 horas de trabalho.

A sala da qual Lazzari narra o filme é semelhante às usadas em eventos que contam com tradução simultânea. Ao lado de uma mesa de som, ficam garrafas d’água sem gelo, que são esvaziadas durante a exibição da obra. O cubículo fica em meio ao bar da parte dos fundos do CineSESC. Os visitantes não estranham a instalação, já que é o terceiro ano com audiodescrição no festival.

Para o narrador, o número de visitantes com deficiência visual tem aumentado ano a ano. “Eles costumam dizer que é a única época do ano em que podem ir ao cinema”, conta Lazzari. “Para nós, é muito bom ouvir este tipo de coisa”.

Além da audiodescrição, as sessões do festival têm uma opção para os deficientes auditivos. Em uma tela menor, abaixo da em que o filme é projetado, é exibida uma legenda no estilo closed caption. Uma pessoa, sentada na primeira fila, controla o momento em que as palavras serão exibidas. Grupos e instituições que desejarem conhecer o evento podem entrar em contato com o cinema para requisitar uma van de acesso ao local ou um pessoal de apoio para o trajeto do metrô Consolação até o CineSESC.

Serviço:

Festival SESC Melhores Filmes 2011
Até 29/4
CineSESC – R. Augusta, 2.075, Jardins, 3087-0500
Programação no BLOG DA IGUALE ou www.sescsp.org.br/melhoresfilmes

(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Festival SESC Melhores Filmes 2011 – Programação

[Descrição da imagem]

Dentro de um retângulo amarelo, na posição vertical e cor preta, palavra por palavra do nome: Festival SESC Melhores Filmes 2011, seguidas de um triângulo deitado apontando para a esquerda, também em preto, formam o logotipo desta edição de 2011.

 

SOBRE O FESTIVAL

 

O Festival SESC Melhores Filmes é o mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo. Criado em 1974, oferece a oportunidade ao público de ver ou rever  o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior ao evento, a preços populares.
Em 36 anos, a mostra do CineSESC já exibiu centenas de longas-metragens dentro da programação da mostra anual, escolhidos democraticamente por meio de votação. A eleição envolve um júri formado de críticos de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro,  além do público.
Desde 2004, os votos passaram a ser feitos também pela Internet. As regras são as mesmas: cada pessoa deve votar apenas uma vez – ou no CineSESC ou pelo site do festival, na Internet. Além de indicar o melhor filme nacional e estrangeiro, o participante também escolhe o melhor ator, atriz e diretor do Brasil e do mundo. Em 2009, o festival abriu votação para mais duas categorias: fotografia e roteiro para os filmes nacionais. No mesmo ano estendeu sua programação para outras cidades do Estado dentro do programa Itinerância.

Em sua última edição exibiu 36 filmes, sendo 20 internacionais e 16 nacionais, dentre 319 títulos lançados em 2010 que participaram da disputa. Inovou ao ser o primeiro festival de cinema a disponibilizar sua programação com serviços que possibilitam o acesso de deficientes visuais e auditivos.

Este ano, são 42 filmes, todos com AUDIODESCRIÇÃO e LEGENDAS OPEN CAPTION produzidas pela Iguale Comunicação de Acessibilidade, e que estarão em cartaz de 07 a 28 de Abril no CineSESC.

Serviço:

CineSESC

Rua Augusta, 2075 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP

telefone: 11 3087-0500
fax: 11 3087-0501
e-mail: email@cinesesc.sescsp.org.br


PROGRAMAÇÃO COMPLETA – FESTIVAL SESC MELHORES FILMES 2011

 

Dia 07/04 – quinta

14h – Reflexões de um liquidificador (nacional)

17h - Dzi Croquettes (nacional)

19h – Tropa de Elite 2 (nacional)

21h30- Vincere (estrangeiro)

Dia 08/04 – sexta

14h – London River (estrangeiro)

17h – Terra Deu, Terra come (nacional)

19h – Os Famosos e os Duendes da Morte (nacional)

21h30- A Fita Branca (estrangeiro)

Dia 09/04 – sábado

14h – High School Musical (nacional)

17h – De pernas pro ar (nacional) 

19h – O Segredo dos Seus Olhos (estrangeiro)

21h30- Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (nacional)

23h30 – À Prova de morte (estrangeiro)

Dia 10/04 – domingo

11h – Toy Story 3 (estrangeiro – dublado)

14h – Simplesmente Complicado (estrangeiro)

17h – Mary e Max (estrangeiro)

19h – Chico Xavier (nacional)

21h30- As Melhores Coisas do Mundo (nacional)

Dia 11/04 – segunda

14h – Lula, O Filho do Brasil (nacional)

17h – Os Inquilinos (nacional)

19h – Aproximação (estrangeiro)

21h30- A Rede Social (estrangeiro)

Dia 12/04 – terça

14h – A Saga Crepúsculo: Eclipse (estrangeiro)

17h – Nosso Lar (nacional)

19h – Lula, O Filho do Brasil (nacional)

21h30- A Origem (estrangeiro)

Dia 13/04 – quarta

14h – High School Musical (nacional)

17h – Uma noite em 67 (nacional)

19h – A Rede Social (estrangeiro)

21h30- A Vida Durante a Guerra (estrangeiro)

Dia 14/04 – quinta

14h – Quincas Berro D`água (nacional)

17h – Minha Terra, África (estrangeiro)

19h – As Melhores Coisas do Mundo (nacional)

21h30- José e Pilar (estrangeiro)

Dia 15/04 – sexta

14h – Brilho de Uma Paixão (estrangeiro)

17h – Nosso Lar (nacional)

19h – Dois Irmãos (nacional)

21h30- Tropa de Elite 2 (nacional)

Dia 16/04 – sábado

14h – Terra Deu, Terra come (nacional)

17h – Direito de Amar (estrangeiro)

19h – Vincere (estrangeiro)

21h30- Tetro (estrangeiro)

Dia 17/04 – domingo

14h – A Saga Crepúsculo: Eclipse (estrangeiro)

17h – Onde Vivem os Monstros (estrangeiro)

19h – Dzi Croquettes (nacional)

21h30- O Pecado de Hadwijch (estrangeiro)

Dia 18/04 – segunda

14h – Alice no País das Maravilhas (estrangeiro)

17h – Direito de Amar (estrangeiro)

19h – Os Famosos e os Duendes da Morte (nacional)

21h30- O Segredo dos Seus Olhos (estrangeiro)

Dia 19/04 – terça

14h – O Escritor Fantasma (estrangeiro)

17h – Quincas Berro D`água (nacional)

19h – Onde Vivem os Monstros (estrangeiro)

21h30- A Fita Branca (estrangeiro)

Dia 20/04 – quarta

14h – Terra Deu, Terra come (nacional)

17h – Dzi Croquettes (nacional)

19h – Chico Xavier (nacional)

21h30- O Grão (estrangeiro)

Dia 21/04 – quinta

14h – Utopia e Barbárie (nacional)

17h – Dois Irmãos (nacional)

19h – O Pecado de Hadwijch (estrangeiro)

21h30- O Profeta (estrangeiro)

Dia 22/04 – sexta

14h – O Homem Que Engarrafava Nuvens (nacional)

17h – De pernas pro ar (nacional)

19h – Tetro (estrangeiro) 

21h30- A Vida Durante a Guerra (estrangeiro)

23h30 – O Escritor Fantasma (estrangeiro)

Dia 23/04 – sábado

14h – Uma noite em 67 (nacional)

17h – Mary e Max (estrangeiro)

19h – Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (nacional)

21h30- London River (estrangeiro)

23h30 – A Origem (estrangeiro)

Dia 24/04 – domingo

11h – Alice no País das Maravilhas (estrangeiro – dublado)

14h – Reflexões de um liquidificador (nacional)

17h – Minha Terra, África (estrangeiro)

19h – Tropa de Elite 2 (nacional)

21h30- Vincere (estrangeiro)

Dia 25/04 – segunda

14h – O Grão (estrangeiro)

17h – London River (estrangeiro)

19h – Toy Story 3 (estrangeiro )

21h30- Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (nacional)

Dia 26/04 – terça

14h – Brilho de Uma Paixão (estrangeiro)

17h – O Homem Que Engarrafava Nuvens (nacional)

19h – À Prova de morte (estrangeiro)

21h30- Aproximação (estrangeiro)

Dia 27/04 – quarta

14h – Simplesmente Complicado (estrangeiro)

17h – Reflexões de um liquidificador (nacional)

19h – Os Famosos e os Duendes da Morte (nacional)

21h30- O Profeta (estrangeiro)

Dia 28/04 – quinta

14h – José e Pilar (estrangeiro)

17h – Os Inquilinos (nacional)

19h – Utopia e Barbárie (nacional)

21h30- O Segredo dos Seus Olhos (estrangeiro)

Outras informações: http://www.sescsp.org.br